segunda-feira, 31 de março de 2008

O Delfim


Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo, o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É ele o dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês, sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um "Jaguar E", que o leva da Gafeira a Lisboa e às putas. Um caçador, detective e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa. Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.
Uma boa adaptação da obra homónima da autoria de José Cardoso e, sinceramente espero que nunca se deixem de fazer filmes destes no limitado cenário cinematográfico português.

Mais Turistas Brasileiros


Portugal é um dos países que têm registado forte crescimento da chegada de visitantes brasileiros.

Os últimos da dados do Proturismo, relativos a Novembro de 2007, indicam que, nesses onze meses, o número de hóspedes brasileiros em estabelecimentos hoteleiros portugueses teve um crescimento de 23,5%, num total de 236.462. Nesse mesmo período, o número de dormidas de brasileiros registou um aumento de19%, atingindo 518.539.
Tanto em número de hóspedes como de dormidas, o mercado brasileiro é o quarto que mais cresceu em percentagem na hotelaria portuguesa, depois da Polónia, República Checa e Rússia, que têm, todavia, bases de partida muito inferiores.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Cigano


Transporto as tralhas da vida
na caravana que sou,
e não sei para onde vou
e nem sei o que me chama;
mas sou da raça andarilha
e tenho pinta cigana.

Mais que desejo é viver
este contínuo mudar
que o fastio de ficar
logo me vence ao chegar

Não me dou a um local
nem refaço o chão que gasto.
Eu sou da serra e do vale
e toda a terra é meu pasto.

Fui roubar a cor ao sol
e a genica aos vendavais,
andei na rota do vento
e descansei no luar.
Sou cigano como o tempo
que não pára nem regressa
porque a vida leva pressa.

Hoje há Frango!

Não será demais?

Li ontem num letreiro dum restaurante:
"Casa dos Frangos de Moscavide: Desde 1961 A Assar o Melhor Frango".

Bolas! E ainda não está pronto?

Via Arcebispo da Cantuária no Atlântico

quarta-feira, 26 de março de 2008

No Território dos Caretos


Quem subir nos penhascos de Trás-os-Montes ficará com a certeza de que chegou ao ponto mais belo do céu. O Douro observado do cimo daquelas escarpas é o Paraíso prometido e gradiosamente belo. As montanhas entrelaçam-se, magníficas, para depois, se escancararem em vales pintados de todos os tons de verdes e castanhos que a natureza inventou. E, pelas encostas, as quintas são pontos brancos que acompanham o silêncio majestoso por onde o rio serpenteia.
Lamento ter conhecido esta região tardiamente, mas tinha a necessidade de fazer o reconhecimento do território imaginado. Olhei com esplendor para as paisagens que Miguel Torga descreveu nas suas obras e fiquei rendido aos seus encantos. O casario de pedra, o folclore único, a natureza agreste e aquele frio intenso que se entranha nos ossos. Paisagens que parecem indiferentes à passagem dos séculos.
O isolamento, a dureza e tenacidade e própria natureza que os rodeira fizeram dos transmontanos um povo peculiar. Bastante orgulhosos das suas origens, crenças e tradições. Portanto, não é de espantar que a máxima "Para lá do Marão, mandam os que lá estão", faça todo o sentido. Acredito que seja este tipo de orgulho e independência que faz falta a muitos portugueses de hoje.
Durante esta viagem, o Capitão-Mor registou esta imagem em pose épica. Agora lanço o desafio à minha amiga Júlia, outra apaixonada pelas região transmontana, de tentar adivinhar qual o local onde foi tirada esta foto.

Um Cantar Distante


Anda pela noite só
um capote errante, ai, ai
e uma sombra negra cai, em redor
do homem do cais
das ruas antigas vem
um cantar distante, ai, ai
e ninguém das casas sai, por temor
de uns passos no cais

Se eu cair ao mar, quem me salvará
que eu não tenho amigos, quem é que será,
ai ó solidao, que não andas só,
anda lá à vontade, mas de mim tem dó...

cantar, sempre cantou
jamais esteve ausente, ai ai
e uma vela branca vai, por amor
largar pela noite

Pedro Ayres Magalhães , A Sombra

segunda-feira, 24 de março de 2008

Mitologia


Venham, passemos uma hora agradável a contar histórias, e nossa História servirá para a educação dos nossos heróis.
Platão, República, Livro II

Festa Portuguesa


Finalmente, a cidade do Natal vai ter direito a uma festa portuguesa. Está sendo organizada pela gerência do restaurante Duas Marias e agendada para o próximo dia 25 de Abril, data da Revolução dos Cravos e do meu aniversário. A festa terá lugar na Praça das Flores, localizada no elegante bairro de Petrópolis. Esta será uma tentativa de recriar uma festa de rua, ao estilo popular, que terá início com fados e terminará com o balanço de Luiz Couto que eu não faço a mínima ideia de quem seja.
Uma noite regada com vinhos nacionais, comidas típicas e as inevitáveis sardinhas na brasa. A praça irá vestir as cores vermelha e verde numa iniciativa original e faço votos que se repita no futuro. Assim, sendo não será muito difícil adivinhar onde irei festejar o meu aniversário este ano. Se estiver particularmente animado, talvez me arrisque a cantar o "Cavalo Ruço"!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Páscoa


Que fazes tu, Senhor,
aí pregado,
a olhar para nós do cimo dessa cruz?
Não fiques tão distante e arrumado,
mas volta a ser começo
onde já é fim,
desce daí, Senhor,
e vive em mim,
que se desceres,
eu subirei contigo!


Desejo uma BOA PÁSCOA para todos vocês!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Pai

Colares - Sintra (1975)

Certamente que neste dia todos se lembrarão dos seus pais, uns de uma forma presente, outros de uma forma ausente e só fisicamente porque qualquer Ser nunca esquecerá o seu Pai.
Todos demos ou ainda damos importância óbvia ao “elemento pai”, pois crescemos com o seu amparo, com o seu carinho e com a sua dedicação.
A imagem nunca deixará de estar presente, no entanto com o tempo o pai vai ficando de fora do mundo dos seus filhos, talvez por falta de tempo destes ou porque a distancia é a justificação procurada para colmatar o vazio que se vai preenchendo. Por último existem razões profissionais que estão sempre justificadas e o pai passa para o segundo plano, porque a vida em constante mutação nos imprime um ritmo sem limites e de opções, queremos a nossa própria capacidade viver sem dependências.
Nunca gerimos o nosso tempo da forma que queremos mas da forma que precisamos no momento em que nos propomos a decidir, assim, como consequência abdicamos dos mais próximos porque sabemos que somos facilmente compreendidos. É um acto de amor, não o nosso mas o do que nos compreende sem julgar, do que sem perguntar descobre a resposta que justifica a ausência. É esse o “elemento pai”, que ama sem exigir retorno, sofre sem querer o sofrimento e que essencialmente perdoa sem que exista qualquer murmúrio de arrependimento.
O pai é saudade porque já fomos felizes junto dele, é amor porque de uma forma individual ou personalizada o associamos a alegria, a infância, ao espírito, e o nomeamos como primeiro responsável do que de bom somos. Certamente foi o nosso primeiro ídolo.
Por mim, a sua existência preenchia a minha noção de satisfação com a vida, pois é a componente que entre outras, ajuda a gerar a alegria e o entusiasmo com que vivia cada dia. Após a tua morte, muita coisa mudou e houve algo em mim que definhou.
Ele era o meu espelho do futuro no presente. A minha energia renovada, o meu primeiro oásis social e o meu refugio final em caso de emergência.
O Dia do Pai é comemorado neste dia, mas na realidade é sentido com uma intensidade sobrenatural em todos os dias do ano.

Pai,
Nunca seria capaz de descrever os proveitos, as alegrias, as emoções, a educação e o sentido de lealdade que me deste. Demoraria uma eternidade a menciona-los um a um. Só lamento não ter tido tempo suficiente de ter dito estas coisas enquanto viveste...

terça-feira, 18 de março de 2008

Trechos do Exílio

Os acontecimentos políticos e as debandadas de famílias dominavam as atenções em Portugal...
A tia Rita foi, já separada para o Brasil, levando duas das filhas. Lá, primeiramente viveu junta com um industrial americano. Mais tarde casou com um milionário brasileiro. A sua beleza insuperável, o seu charme europeu fizeram furor na classe alta do Brasil tropical.

Luís lá estava no Brasil, longe das nossas aventuras, das nossas paródias...

Manuel Arouca, Os Filhos da Costa do Sol

Irreversível


Porque o tempo destrói tudo. Porque alguns actores são irreparáveis. Porque o homem é um animal. Porque o desejo de vingança é um sentimento natural. Porque a perda de um amor destrói-nos como um relâmpago. Porque toda a história descreve-se com sémen e sangue. Porque as premonições não alteram o percurso das coisas. Porque o tempo revela tudo. O pior é o melhor.

Irreversível é de tal forma forte, de tal forma dominador, até de tal forma brilhante, que nos põe o coração e a cabeça do avesso.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Falta de Chá


Por diversas vezes, foi-me dito que a minha vida por aqui poderia ser mais facilitada caso eu tivesse uma maior abertura e convívio com a elite local, próxima dos círculos de poder. Admito que sempre tentei o caminho inverso com evidentes danos pessoais. Se em Portugal, eu já tinha notórias dificuldades de relacionamento com as pretensas elites emergentes, essa lacuna agravou-se nestas paragens, onde os gestos e atitudes dessa classe social possuem um mau gosto redobrado. Evito frequentar certos locais, nunca aprofundei laços de amizade com certas figuras que me foram apresentadas e sempre que posso recuso convites para festas, das quais aponto os aniversários de quinze anos como as celebrações mais aberrantes que certamente ofenderiam a elegância dos bailes de debutantes de outros tempos.

Não poderei aprofundar uma análise sobre a alta sociedade brasileira, visto que o meu conhecimento é circunscrito a uma região. No entanto, este fim de semana fiz uma incursão por este universo, ao aceitar o convite para o casamento da filha de um importante empresário da cidade. Nestas ocasiões revelo-me um homem de poucas falas e prefiro assumir o papel de observador. Logo ficou evidente que, todo aquele ambiente me iria proporcionar uma noite de tédio. A maior parte das senhoras ostentava uns modelitos de gosto duvidoso e o exagero cénico da festa, pareceu-me uma celebração de um novo riquismo pavoroso.
No evento estavam presentes diversos empresários e políticos do estado e ficou claro que existiam diversas categorias de convidados de acordo com a sua influência. Convém clarificar que estas críticas não se fundamentam neste caso pontual. Infelizmente, são fenómenos que tenho vivido e presenciado com uma regularidade impressionante. Isto faz-me concluir que gosto desta terra essencialmente pela sua beleza natural, o clima estupendo e uma certa sensação de liberdade. Lamento não possuir a mesma opinião em relação a grande parte das pessoas que conheci até ao presente momento. Longe de mim, querer insinuar qualquer tipo de sentimento de superioridade. Apenas não me consigo identificar com atitudes que diferem completamente dos valores e princípios que regem a minha vida.

Torna-se impossível identificar-me com um padrão de sociedade onde as pessoas valem o dinheiro ou o peso político que possuem. Uma região que não valoriza o mérito nem a inteligência, preferindo-se enveredar por um bairrismo bacoco e um certo feudalismo moderno, onde prevalecem os nomes das famílias influentes que controem uma muralha invisível ao seu redor. Não é por acaso que se diz por aqui que só é bem sucedido quem tem QI. Desenganem-se aqueles que pensam que me refiro a percentuais de inteligência. Falo-vos antes das siglas de QUEM INDICA. Poderei ser mais claro?
Sou totalmente incapaz de me integrar em círculos onde a maioria das conversas são fúteis e, onde fica sempre explícita a rejeição de visões diferenciadas e o preconceito em relação aos forasteiros. Ainda sou menos tolerante com faltas de educação que merecem um simples virar de costas. E acreditem que não estou a exagerar. Como seria que vocês reagiriam se fossem expulsos de forma subtil pela irmã da noiva da mesa para a qual tinham sido convidados pelo próprio patriarca da família e estando acompanhados de uma prima dela?
Talvez por mera coincidência, uns vinte minutos depois, a minha cadeira era ocupada por um iminente secretário estadual. Não necessitarei referir que não demorei muito no recinto da festa, não fosse a minha presença incomodar alguém pela minha falta de notoriedade.

O mais irónico de tudo é que normalmente sou apelidado de preconceituoso e elitista. Assim sendo e, partindo esses adjectivos deste tipo de pessoas, passarei a ter muito orgulho nessas minhas características.
Aliás, vai-me parecendo que esta minha passagem pelos trópicos talvez se aproxime do seu final. Afinal de contas, não se pode viver exclusivamente de paisagens e isolado da convivência social. Acredito que por vezes, talvez me tente enganar a mim próprio ou talvez seja um eterno sonhador. Por muito pardacenta que a realidade portuguesa me possa parecer, as nossas relações sociais ainda se pautam por valores diferenciados e o mérito ainda é reconhecido por muitos.
Como diria uma amiga minha, "merda por merda, prefiro aquela que já conheço" ou se prefirem a versão simplista da Mad, apenas tenho a acrescentar "FUCKING ASSHOLES"!

sábado, 15 de março de 2008

Relíquias da Indústria Nacional


Ao contrário do carismático UMM Alter, o jipe Portaro de fabrico nacional foi um produto relativamente anónimo da incipiente indústria automóvel portuguesa. Equipada com um motor diesel da Aro, importado da Roménia, a viatura possuía um aspecto rústico e o conforto de utilização não era o seu forte. Claramente vocacionado para utilização profissional, grande parte da produção da fábrica da marca no Tramagal foi escoada para corporações de bombeiros, autarquias e empresas agrícolas.
No entanto, em textos mais antigos, já fiz notar que sou um apaixonado por jipes puros e duros e recordo-me que em 2000, cheguei a ponderar a aquisição de um carro destes num leilão da Câmara Municipal de Loures. Porém, uma estimativa de custos de recuperação fizeram-me recuar desta pequena loucura. Mesmo assim, gostaria, de retratar para a posteridade um modelo que alguns de vocês devem desconhecer por completo mas que fez parte do limitado mundo automóvel português.

Humor Negro

Em Portugal Hitler não se tinha safado.

Para conquistar as elites a coisa não ia lá com aquela ideia de sermos todos Arianos. Tinham que ser todos Martim ou Salvador ou assim, tá a ver?

Via Arcebispo da Cantuária no Atlântico

quinta-feira, 13 de março de 2008

Próximo Destino - Letónia








A justificação da viagem é muito simples. As imagens ilustram a abundância de monumentos e as belezas naturais desta ex-república soviética.

Leitura Inteligente


Depois do encerramento prematuro d´O Independente, esta é uma das melhores referências na imprensa portuguesa. Uma compra obrigatória para aqueles que não gostam dos discursos das maiorias políticamente correctas. Na edição deste mês, merece nota de destaque o excelente artigo sobre a acesa discussão do acordo ortográfico da língua portuguesa.

terça-feira, 11 de março de 2008

A Nossa Lenda Pessoal


Quem ousa ter um projecto na sua vida, que ousa largar tudo para viver a sua própria LENDA PESSOAL, acaba sempre por atingir os seus objectivos. Será importante manter o fogo no coração e ter fibra para ultrapassar os momentos difíceis.
É necessário lembrar que o desejo que está na nossa alma não veio do nada; ALGUÉM o colocou lá. E esse SER SUPERIOR, que é feito de amor e deseja a nossa felicidade, só fez isso porque nos deu, junto com o desejo, as ferramentas para o realizar.
Viver o sonho, ou abandonar o sonho, têm o mesmo preço, geralmente caro demais. Mas a primeira atitude leva-nos a comungar com o milagre da vida, e a segunda não nos serve para nada.

Alternativa Aérea


O director comercial da OceanAir, Renato Pascowitch, esteve em Lisboa, onde definiu os detalhes para a nova operação internacional da empresa. A partir de Março, a OceanAir começará a operar vôos fretados entre Portugal e o Nordeste brasileiro.
O acordo foi feito com cinco das principais operadoras de turismo entre Portugal e Espanha: Mundo Vip (Grupo Espírito Santo), Travel Plan (Grupo Globalia), Abreu Turismo, Entremares e Ibero Jet (Grupo Orizona).
As operações poderão estender-se até ao verão europeu, com vôos da em Boeing 767-300, que ligarão Lisboa aos Estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas.
Antes de Portugal, Renato também esteve em Angola, para a tentativa de definição relacionada aos vôos que a OceanAir quer realizar, já anunciou, mas ainda não pode confirmar.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Olho por olho, dente por dente!


Uma das notícias que mais se destacou durante a semana passada na comunicação social brasileira, foi o incidente diplomático que envolveu o Brasil e a Espanha. Tudo isto a propósito de um grupo de trinta brasileiros que foram barrados no aeroporto de Barajas, em Madrid. No seio deste grupo, estavam alguns estudantes de pós-graduação que se deslocavam a Lisboa para fazer a apresentação de trabalhos científicos. Eles afirmam terem sido maltratados pelas autoridades espanholas que justificaram a sua acção, alegando que os viajantes não traziam dinheiro suficiente para a estadia no país.
Nesta sexta-feira, os brasileiros deportados chegaram ao Brasil. Tanto o Itamaraty como o Presidente Lula vieram a terreno proferir ameaças subtis em relação à reciprocidade de procedimentos com cidadãos espanhóis que derem entrada em aeroportos brasileiros. Curiosamente, na quinta-feira, sete turistas espanhóis foram retidos no aeroporto de Salvador e enviados de regresso ao seu país com a mesma justificativa. No sábado, mais cinco mais espanhóis foram recambiados para casa no mesmo aeroporto. A Polícia Federal refere que o caso foi uma mera coincidência. Ora, só mesmo um inocente para acreditar nessa teoria.

Este assunto merece uma reflexão séria e objectiva. Ambos os países são soberanos e têm pleno direito de interditar a entrada de elementos suspeitos no seu território. As notícias falam de puro preconceito em relação ao povo brasileiro. Porém , eu defendo que chegou a altura dos orgõs copmpetentes estudarem a fundo o fenómeno da emigração massiva de brasileiros nos últimos anos. Eu nunca acreditei em preconceitos injustificados. Seria de extrema utilidade as autoridades do país fazerem uma análise do perfil sociológico dessas pessoas e tentar conhecer o seu estilo de vida no exterior.
Na minha opinião, outro dos argumentos defendido está claramente desfasado no tempo. Falou-se que o Brasil acolheu durante a sua História, diversos imigrantes das mais variadas proveniências. Isso é uma verdade inquestionável. Contudo, não se podem esquecer que tudo isso aconeteceu numa época de grandes progressos no Brasil que necessitava de muita de mão-de-obra. Na Europa vive-se uma situação oposta. Algusn países que tiveram um franco desenvolvimento na década de 90, mostram sinais de recessão e a taxa de dsemprego aumenta a cada ano. Aliado a tudo isto, há que admitir que muitos dos imigrantes de hoje têmj evidentes dificuldades de adaptação e respeito pela cultura os países onde se inserem. Por vezes, pequenas minorias acabam por enveredar pela criminalidade e alimentam as economias do submundo.

Tudo isto é um prato cheio para o surgimentos de fenómenos xenófobos e existe uma tendência de maior rigor na admissão de estrangeiros numa Europa que não tem mais espaço para imigrantes. Por vezes será mais sensato aniquilar um sonho à partida antes que ele se torne um pesadelo, embora nada justifique a existência de maus tratos e faltas de respeito como parece ter acontecido em Madrid.
A questão da reciprocidade parece-me um pouco ridícula, visto que são situações completamente diferentes. Não me parece que turistas espanhóis tenham intenções de permanecer ilegalmente no Brasil. No campo oposto, todos sabem que as coisas não funcionam deste modo. Nos últimos anos, tornaram-se bastante conhecidas diversas técnicas para a permanência ilegal na Europa. Usualmente, o disfarce de turistas e vistos de estudante são artimanhas comuns.
Reforço novamente a ideia de que o Brasil deveria tentar conhecer um pouco melhor a sua comunidade que vive no estrangeiro e abordar estas questões emigratórias com pesos e medidas sensatas. Será conveniente lembrar que o Brasil também dificulta bastante a obtenção de vistos permanentes, num processo rigoroso, demorado e envolto num mar de burocracia. No meu caso, nunca me foram dadas grandes facilidades por aqui e também já sofri de preconceitos camuflados. Ou será que os brasileiros entendem que mandam no seu território e os países estrangeiros têm de receber os seus cidadãos de braços abertos e sem o mínimo controle?
Torna-se urgente um diálogo sereno e realista entre as autoridades do Brasil e da UE para evitar que os justos paguem pelos pecadores.

Câmara Portuguesa de Comércio do Rio Grande do Norte


Uma nova Câmara Portuguesa de Comércio será inaugurada dia 13 de Março, no
Estado do Rio Grande do Norte, Nordeste do Brasil, com o objetivo de intensificar os negócios entre empresários locais e portugueses.
Será a 11ª Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, país em que se concentra um terço dessas instituições espalhadas por todo o mundo.
"O Estado do Rio Grande do Norte hoje tem recebido muitos investimentos portugueses e a Câmara vem para facilitar esta integração e estreitar os contactos entre os empresários", disse à agência Lusa o presidente da nova instituição, Silvio de Araújo Bezerra.
O empresário não soube precisar dados, mas garantiu que o Rio Grande do Norte já é um destino turístico e imobiliário, com a chegada de empresários de vários países, sobretudo portugueses, interessados nas áreas de energia e turismo.
Bezerra destacou que, nos próximos anos, a capital Natal vai contar com o maior aeroporto da América Latina, incentivando ainda mais o sector turístico e alavancando as opções de negócios.
"A grande parceira do desenvolvimento do Rio Grande do Norte é a TAP, que tem vôos diários para Lisboa e, em algumas épocas, chega a ter 14 vôos semanais", assinalou Sílvio Bezerra.
O presidente da nova Câmara Portuguesa de Comércio afirmou ainda que os empresários do Rio Grande do Norte (potiguares) têm também interesse em exportar seus produtos para Portugal, visando o mercado europeu.
"Somos o maior exportador de camarão e de sal do Brasil, temos empresas de doces, frutas, petróleo, enfim, existem muitas oportunidades de negócio, e a Câmara de Comércio está disposta a estreitar a relação com Portugal", concluiu o empresário.
O escritório será localizado no espaço empresarial da Rua Raimundo Chaves.
Mais uma vez lamento o mau funcionamento do Consulado Honorário em Natal. Tenho consciência que os seus poderes são bastante limitados, mas considero que a divulgação desta efeméride não seria um esforço de grande envergadura ao invés de termos de descobrir estas notícias por intermédio da comunicação social, até porque o Consul Honorário Francisco Lamy está envolvido neste projecto. Ou será que até aqui existem portugueses de primeira e segunda categoria?
Fonte: Agência Lusa do Brasil

sábado, 8 de março de 2008

Noite de Peregrinação


Esta noite a lendária banda inglesa, The Cure, está de visita a Portugal para uma actuação no Pavilhão Atlântico em Lisboa. Uma noite de saudosismo para todos aqueles que preencheram os seus vazios existenciais de adolescência, ouvindo a voz do seu carismático líder Robert Smith.
Deixo-vos na companhia do tema Love Song que aproveito para dedicar a todas as leitoras deste blogue neste dia que vos presta a merecida homenagem.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Em Abril...


Terá início uma nova blogsérie neste espaço. Desta vez, será uma co-produção luso-brasileira em parceria com a paulista Tati que já rendeu bons frutos no ano passado. Natal será o cenário desta nova história e foram criados novos personagens. Posso adiantar que já existe um episódio piloto escrito que partilhei com a minha parceira roteirista. A partir daí, os episódios seguintes serão publicados de forma alternada nos dois blogues sem conhecimento prévio do que um e outro irá escrever. A blogsérie foi baptizada de Barreira do Inferno e acredito que seja um excelente desafio para reviatlizar as nossas páginas pessoais e estimular a nossa imaginação. Para finalizar e querendo aguçar a vossa curiosidade, posso ainda acrescentar que será um enredo mais realista, menos cómico e talvez mais ousado do que as anteriores aventuras de Augusto Luís e seus amigos. Espero que gostem e peço que aguardem pelo próximo mês. Como sempre, a publicação será feita nas quartas-feiras.

segunda-feira, 3 de março de 2008

A Sete Horas de Distância


Existe uma terra que foi abençoada pela mão de Deus e que encantou logo na primeira visita. Uma beleza natural que me vai seduzindo cada vez mais e me proporciona uma sensação de liberdade difícil de descrever. Portugal tornou-se uma realidade distante, cinzenta e sem apelo, definitivamente guardada no baú das memórias. Talvez o meu amadurecimento ou o destino me tenha feito descobrir que fui talhado para viver em paragens exóticas e afastado de uma certa arrogância europeia que já não tolero.
Lugares de luz e cor, onde os sonhos ainda parecem estar ao alcance das minhas mãos...

Visita de Estado


O Presidente da República portuguesa e a sua esposa Maria Cavaco Silva deslocam-se, nos dias 6 a 9 de Março, ao Rio de Janeiro, a convite do Presidente da República Federativa do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, por ocasião das Comemorações dos 200 Anos da Chegada da Corte ao Rio de Janeiro.
Os dois Presidentes inaugurarão a Exposição “Um Novo Mundo, Um Novo Império – A Corte Portuguesa no Brasil”, no Museu Histórico Nacional, e participarão numa Sessão Solene no Real Gabinete Português de Leitura.
Durante a sua estada, o Presidente Aníbal Cavaco Silva, para além do encontro que manterá com o seu homólogo brasileiro, reunir-se-á com as autoridades do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro e participará em diversos eventos culturais alusivos à efeméride.
O Presidente e a Dra. Maria Cavaco Silva oferecerão uma recepção às Comunidades Portuguesas e Luso-Brasileiras.