Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Será Grave?


Durante os últimos tempos, tenho-me apercebido de algumas facetas obscuras da minha personalidade e estou desconfiado que sou...fetichista!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Com este calor...


Só me apetece beber, aquela que será provavelmente a melhor cerveja do mundo! Acompanhada, de preferência, com uns camarões ou caranguejos...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Regresso ao ISCSP


Por vezes, sinto que a minha permanência no Brasil me está a deixar baralhado em termos de referências e linguagem. Nesta madrugada, o meu subconsciente fez-me ter um sonho muito estranho. Fiz uma viagem ao passado, em que recuei aos tempos de estudante universitário no ISCSP. Lá estava o belo palácio Burnay, onde este instituto se localizava. Logo na entrada, vejo alguns colegas da época misturados com pessoas que conheço daqui. Depois subo as escadarias e noto que o jardim está profundamente alterado. Esgueiro-me para um dos terraços do palácio e deparo-me com uma paisagem invulgar. Não era a velha Rua da Junqueira que eu avistava, mas sim, a praia de Ponta Negra aqui em Natal.
Lembro-me que mesmo no sonho, eu tinha consciência que havia algo de errado. Recordo-me também que andava à procura da Rubina que tinha ficado de me emprestar uns livros, mas tardava em aparecer. A revelação mais bizarras, foi verificar que todas as pessoas se dirigiam a mim, expressando-se em português com sotaque brasileiro, inclusive os meus mestres António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto.
Pouco depois, entro na cantina e cruzo-me com a Josinete, antiga empregada da minha casa, e entro em pânico. Desato a correr na direcção da rua, tropeço em qualquer coisa e acordo alagado em suor...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Bom Fim de Semana!


Após uma semana particularmente cansativa, vou-me recolher ao conforto de casa para um merecido repouso. Vou-me abster de noitadas, aproveitar para colocar algumas leituras em dia e vêr alguns filmes.
Segunda-feira regressarei ao teclado, para actualizar os devaneios aqui do Forte...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Parabéns!


Esta semana, o Gil comunicou-me que as minhas amigas Patrícia Doidinho (na foto) e a Augusta se tornaram mães durante o último trimestre de 2007. Mais uma vez, fiquei embevecido com o poder feminino de criar novas vidas, o milagre dos milagres que só um deus pode realizar. A capacidade da mulher em produzir vida com o seu útero torna-a sagrada. Uma deusa que nunca deixarei de venerar.
Decidi homenagear desta forma singela, estas duas amigas e expressar o contentamento que estas notícias me causaram. Para concluir, resta-me desejar as maiores felicidades aos pimpolhos e estou certo que serão muito amados por estas duas grandes mulheres.

Eu estava contigo no início, na aurora de tudo o que é santo, eu te gerei no ventre antes do raiar do dia.
O que estão a olhar?
A mulher que contemplas é o amor!
Ela habita na eternidade!

Cântico do Hieros Gamos

domingo, 30 de dezembro de 2007

Ano Novo, Vida Nova!

Para viver qualquer fase com alegria, viver com elegância e vitalidade, é preciso acreditar que vale a pena. Que existem modos de ser feliz, e podemos persegui-los. Mas essa não é uma caça aos tesouros comprados com dinheiro: é uma perseguição interna, a dos nossos valores, do nosso valor, das nossas crenças e do nosso real desejo.
Tenho um profundo desejo de renovação interior para o ano novo que avizinha. Sei de antemão que vai ser um ano de muito trabalho, boas amizades, conquistas e sucessivas vitórias.
FELIZ 2008!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Natal


"Como folhas secas vão caindo os dias
e no calendário o ano chega ao fim
e lá volta o Natal, as iguarias,
as luzes, o pinheiro, o frenesim.

Como eu gosto disto assim
e como eu queria
que não fosse só Natal
por ser o dia!

Mas na azáfama as horas vão passando.
Enfeitamos, embrulhamos, entregamos
e esta roda viva é um cansaço
sem tempo para pôr na alma um laço.

Este Natal, eu sei, não fui capaz
de aconchegar em mim o dom da Paz
e o Menino Deus que a ofereceu,
só porque eu tinha cá a alma aos tombos,
ficou exactamente onde nasceu."

José D´Almansor in Crónicas do Benim

O Capitão-Mor deseja um Santo Natal a todos os seus amigos e leitores.
Um abraço ultramarino!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Um Novo Inquilino


Neste fim de semana, a minha mãe acolheu cá por casa um novo inquilino. Trata-se de um coelho bébé mas muito ladino, que decidi baptizar de Camané. Após uma certa timidez inicial, ele está-se a revelar verdadeiramente endiabrado. Depois de ingerir os seus pedaços de cenoura vitaminada, corre pela casa e esconde-se nos locais mais inusitados, tornando-se cada vez mais difícil agarrá-lo. Arranjei forma de atribuir um tratamento princípesco ao meu novo amigo e destinei-lhe um dos quartos vados para seu uso exlusivo. Depois da cadela Pipa
surge o coelho Camané. Veremos que outro género de animais ainda irei acolher aqui em casa...

domingo, 16 de dezembro de 2007

Laços Eternos




Em raros momentos, a publicidade consegue comover-nos...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Barba & Cabelo


Um simples corte de cabelo, na maioria das vezes, pode-se tornar um excelente momento de conversa. Num salão de beleza masculino, os assuntos rondam invariavelmente três assuntos primordiais: mulheres, anedotas e futebol. Esta semana, a minha sessão de tosquia, foi acompanhada de um diálogo peculiar que vou tentar reproduzir.
Alexandre: Oi portuga!
Capitão-Mor: Oi Alexandre! Tudo bem com você?
A: Tudo beleza! Nossa, se todo o mundo demorasse pra cortar cabelo como você, eu abria falência...
CM: Realmente, faz tempo...
A: Seu penteado é meio diferente. Lá em Portugal, é essa a moda?
CM: Estou por fora das modas de lá. Em Lisboa, diriam que tenho cabelo à beto...
A: Beto? O que é isso?
CM: Hum...o que vocês chamam de mauricinho.
A: Ah,tá! Como vai ser o corte?
CM: Você já sabe como é...só tirar um pouco o volume e não se atreva a tirar-me as costeletas (patilhas).
CM: Entendi. Sabe que a primeira vez que você entrou aqui, eu pensava que você era argentino?
CM: Porquê?
A: Não entendia bem o que você falava e por causa desse cabelão. Aliás, os portugueses têm esse problema...
CM: Que problema?
A: Ou são carecas ou muito cabeludos! Sabe que eu trabalhei numa barbearia de um português, lá em São Paulo?
CM: Ai foi?
A: Ficava na Vila Maria. Tinha um monte de clientes portugueses. Tudo carecas ou cabeludos demais. O patrão, o sr.Vítor, bebia bagaceira logo pela manhã! Pense num negócio doido!
CM: E você, já experimentou a nossa bagaceira?
A: Sim. Ás vezes,ele dava pra mim. Forte demais! Prefiro cana...
Instantes depois, Alexandre larga tudo e vai para a porta do salão.
A: Vixe! Ei portuga, tá vendo aquela bichinha gostosa que está passando?
CM: Não é nada má! - respondo, esticando o pescoço na direcção da porta.
A: Fico doido quando vejo aquela bunda! Tô vendo se pego ela!
CM: Mas você já me disse que é casado...
A: Qual é o problema? Você tá por fora, meu amigo! E você, ainda não casou?
CM: Não. Estou bem assim. Há coisa melhor que ser solteiro?
A: Faz muito bem. Essa mulherada é toda doida! Você casa, uns anos depois ela pede o divórcio e tu se lasca. Pense num negócio sem futuro!
CM: Como assim?
A: Aí você tem que dividir as tuas coisas, dar pensão...entendeu?
CM: Ah, sim! Por enquanto, estou longe desses problemas.
A: Mas você não me engana não! Tu tem cara de playboy! Você tem um jeito mineirinho...sabe como é?
CM: Come pela calada?
A: Isso mesmo! Mas tenha cuidado. As mulheres daqui são loucas pra pegar um gringo!
CM: Já estou farto dessa conversa. Há gente boa e má como em qualquer lugar.
A conversa ainda prosseguiu em torno de personalidades locais, sobre o fracasso do América/RN no campeonato brasileiro e minutos depois, já me vou preparando para sair com um visual renovado.
A: E aí? Está do jeito que você queria?
CM: È...está óptimo!
A: Bom, agora já sei que só vejo você daqui a dois meses!
CM: Ah,ah,ah! Mais ou menos isso...
A: Vou chamar você de Rei Leão, viu?
CM: Pode ser. Bem, vou indo...estou com pressa.
A: Tá certo. Vá com Deus e cuidado com a mulherada. Viu portuga?

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Escola da Vida

Muitas vezes dou por mim, a reflectir sobre estes três anos de residência no Brasil. Estes meus pensamentos, remetem-me sempre para um balanço acerca das vantagens e desvantagens que esta viragem na minha vida acarretou. Sabia de antemão, que era uma escolha desfasada no tempo. Ninguém, no seu perfeito juízo pode pensar que pode enriquecer no Brasil dos dias actuais. Aliás, trata-se de um erro na escolha de século e será mais fácil perder dinheiro do que ganhá-lo nesta terra. Porém, a aprendizagem humana torna-se extremamente enriquecedora. Frequentemente, fico espantado com as mudanças profundas que a minha personalidade sofreu e,com a atitude que adoptei perante a vida. Libertei-me de diversos vícios e futilidades que espartilhavam o meu quotidiano e passei a dar mais valor às pessoas que me rodeiam.

No entanto, alguns aspectos que me fizeram amadurecer, tornam-se cada vez mais penosos. Será extremamente complicado ser materialista e superficial, quando se lida diariamente com os horrores da miséria humana. Torna-se patético reclamar da vida, quando sou confrontado constantemente com situações bem mais complicadas. Mas isso, não impede a minha revolta perante a enorme desigualdade social que se vive por aqui. Não consigo ficar indiferente ao ver as crianças que quase todos os dias surgem no meu portão de casa, pedindo esmola e alimento, descalças e em trajes andrajosos. Não foram poucas as vezes, em que tive dificuldade em conter as lágrimas, ao ouvir alguns testemunhos de vida. Histórias de pais que não conseguem arranjar emprego nesta região, de crianças que adormecem de estômago vazio, de idosos que não têm dinheiro para os seus medicamentos ou até casas com famílias numerososas que ficam sem energia e água por falta de pagamento.
Nestes momentos, sinto vergonha de mim próprio e do egocentrismo que muitas vezes me caracteriza. Passei a desprezar a classe política e chego mesmo a duvidar da existência divina, perante cenários tão perturbadores.

Sinto que cresci e passei a dar mais valor a pormenores que ignorava por completo. Actualmente, retiro parazer e satisfação de coisas simples que o bulício das metrópoles europeias não permitem apreciar. Afinal de contas, a ânsia de poder e da posse tornam-se patéticas quando observadas à distância.
Apenas lamento que esta escola da vida não seja coisa suave. Uma dura confrontação diária por mundos sombrios e desconhecidos até então, que nos cravam espinhos na alma. Uma aprendizagem que nos desgasta...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Tópicos


Existem coisas que escapam do meu entendimento. Todas as minorias se laudam, proclamam-se, defendem-se e orgulham-se delas mesmas. As mulheres batem no peito, são feministas e independentes, os negros dizem em português claro, que "Black is beautiful" e os homossexuais são coloridos e alegram-se no seu orgulho gay. E nós, minoria máscula em visível extinção, porque somos tão atacados por ser machistas?

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Amigos



Nunca tive grandes expectativas em relação à sobrevivência das amizades por motivos de distância. Porém, mais de dois anos de residência no exterior, superaram as minhas piores previsões. Fui assistindo ao afastamento progressivo de várias pessoas que tinha como amigos. Quando confrontados com a situação, desculpam-se sempre com a eterna falta de tempo. Eu compreendo que cada qual tem de lidar diariamente com inúmeros problemas profissionais e pessoais, mas custa-me a acreditar que não lhes sobre uns cinco minutos para escrever um simples e-mail ou dar um telefonema. Então, nada me impede de classificar antigos amigos como meros conhecidos e dar maior importância a outras pessoas, algumas das quais nem conheço pessoalmente. Neste campo, a blogosfera tem-se revelado até agora, uma agradável surpresa. Actualmente, não tenho qualquer tipo de pudor em admitir que grande parte dos meus amigos se encontram no campo virtual.
Os últimos dias deram um novo ênfase a esta teoria. Sendo assim, gostaria de expressar o meu agradecimento a todos aqueles que expressaram o seu apoio nestas horas conturbadas.
Devo acrescentar que o Capitão-Mor está recuperado e ficou mais fortalecido. Para isso, tratei de me libertar de algumas âncoras do passado e, de agora em diante, desejo apenas estar rodeado daqueles que são meus amigos de verdade e, tudo farei para lhes retribuir o que me deram. Amigo de infância deixou de ser estatuto, amigos de farra pouco me importam e resta um pequeno núcleo que guardarei como o mais precioso tesouro. Tudo o resto foram pessoas que foram importantes em determinados momentos da minha vida e ponto final. Os amigos servem para partilhar experiências, confidências, risos, alegrias e tristezas. Para ilustrar este texto, pretendo partilhar convosco um momento musical. Uma das minhas últimas recordações de Portugal. Plainsong, interpretado pelos Cure no Festival Vilar de Mouros, em Julho de 2004. Cerca de dois meses mais tarde, embarcaria para o Brasil...
Um Abraço!

domingo, 3 de junho de 2007

FIM

Agradeço a todos os que me acompanharam durante estes meses. No entanto, hoje decidi encerrar este blogue. È hora de içar a âncora e soltar amarras...
Adeus!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

LUTO


O luto é necessário, ou a dor ficará soterrada debaixo da futilidade, sua raíz enterrando-se ainda mais fundo, com o seu fogo a queimar as nossas últimas reservas de vitalidade, fechando todas as saídas.
Permitam-me o luto no período sensato. Então, por um momento, um dia, uma semana, um mês ou mais, deixem-me sofrer. A melancolia e a morte teimam em rondar a minha vida. Primeiro o meu pai, depois alguns parentes de pessoas muito próximas e agora a notícia do falecimento da minha avó. São demasiados golpes para um espaço de tempo tão curto. Pesa sobre mim um crescente sentimento de solidão, perda de raízes e nestes momentos, a distância pesa ainda mais. Talvez seja um bom momento para reflectir sobre os meus valores, atitudes, objectivos e procurar dar um novo rumo à minha existência. Pena que o meu percurso já tenha memórias em demasia...

Que Deus lhe conceda descanso eterno!

Balbina de Jesus Prazeres Varandas
26-03-1926
30-05-2007