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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Pedro Teixeira


Pouco se conhece sobre a sua família ou os seus primeiros anos de vida.
No contexto da Dinastia Filipina participou, com Jerónimo de Albuquerque, na campanha para expulsar os franceses de São Luís do Maranhão, no litoral nordeste do Brasil.
Após a expulsão destes, em fins de 1615, a Coroa Portuguesa determinou o envio de uma expedição à foz do rio Amazonas, com vistas a consolidar a sua posse sobre a região. Uma expedição de três embarcações, sob o comando de Francisco Caldeira Castelo Branco, foi enviada, nela seguindo o então alferes Pedro Teixeira. A 12 de janeiro de 1616, as embarcações ancoraram na baía de Guajará onde, numa ponta de terra, foi fundado o Forte do Presépio, núcleo da atual cidade de Belém do Pará.
Lutou contra os holandeses, os ingleses e os Tupinambás. Em 1627, frei Vicente do Salvador, na sua obra "Historia do Brazil", destacou a sua actuação.
Entre 1636 e 1638, chefiou uma expedição de mais de mil homens subindo o curso do rio Amazonas, buscando confirmar a comunicação entre o oceano Atlântico e o Peru, rota percorrida no século anterior por Francisco de Orellana. Empregando cerca de 50 grandes canoas, partiu de Belém do Pará e alcançou Quito, no Equador. Fundou Franciscana na confluência do rio Napo com o Aguarico, no alto sertão, para delimitar as terras de Portugal e Espanha, segundo o Tratado de Tordesilhas. A viagem foi registrada pelo jesuíta Cristóbal de Acuña em obra editada em 1641.
Como reconhecimento por sua extensa lista de serviços prestados na conquista da Amazônia brasileira, foi agraciado com o cargo de capitão-mor da Capitania do Grão-Pará. Tomou posse em fevereiro de 1640, mas a sua gestão foi curta, tendo durado apenas até Maio de 1641,vindo a falecer em Julho desse mesmo ano.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Grande Aventureiro


Extraordinária personagem da literatura e dos descobrimentos, Fernão Mendes Pinto é o grande aventureiro português. O Marco Pólo lusitano. Da simplicidade de Montemor-o-Velho, viajou entre a exuberante Índia, a misteriosa China e o exótico Japão. Experiências que o levaram a escrever a Peregrinação, extraordinário livro de viagens e aventuras, e a tornar-se uma referência da época de glória de Portugal. Pirata, soldado, mendigo, cativo... Mostrou como os homens, em qualquer parte do mundo, são iguais.
Fernão Mendes Pinto era um escritor talentoso, mas talvez seja lembrado sobretudo pela sua dedicação ao relato das aventuras dos descobrimentos. A sua Peregrinação contribui para esta reivindicação à história. O escritor foi protagonista de uma pequena grande história.

Oriundo de uma família de Montemor-o-Velho, cedo tomou contacto com a luxuosa vida na corte. Era ainda muito pequeno quando um tio o levou para Lisboa e o colocou ao serviço na casa do duque D. Jorge, filho natural do rei D. João II. Ali trabalhou durante cinco anos, dois dos quais como moço de câmara do próprio duque, o que lhe possibilitou preservar o elevado estatuto social da sua família, contrariando a precária situação económica que atravessava.
É aos 27 anos que parte para a Índia, ao encontro de dois dos seus irmãos, iniciando assim uma aventura ímpar na história de Portugal.
A sua viagem é contada na obra que escreve, anos mais tarde, já regressado a Portugal. A Peregrinação é um fantástico livro de viagens que relata, ao pormenor, todas as façanhas, aventuras e desventuras de Fernão Mendes Pinto. O seu conteúdo é exótico e raro. Descreve detalhadamente a geografia de destinos longínquos e desconhecidos para a época, como Índia, China, Birmânia, Sião e Japão. Mostra os costumes, credos e tradições destas culturas orientais. O autor é tão descritivo e aventuroso que fez nascer um rol de ironias à volta da obra. Ninguém acreditava ser possível assistir a tantas festas, guerras e funerais, tudo tão diferente e estranho ao mundo ocidental. Foi tão pouco levado a sério que muitos deixaram de chamá-lo pelo nome. Tratavam-no por “Fernão, Mentes? Minto!”. Ainda hoje é assim conhecido.
O problema de Peregrinação, para a época, foi apenas este: o autor contava coisas totalmente desconhecidas. Ninguém aceitava que o Oriente fosse assim.

A entrada na Companhia de Jesus alterou-lhe a personalidade. Libertou todos os seus escravos, entregou a sua fortuna aos pobres e à própria ordem religiosa, em Goa. Contudo, a sua missão como “irmão leigo” dura apenas até 1557, ano em que decide pôr ponto final nessa aventura. A decisão advém da viagem que faz, novamente ao Japão, em 1554, como noviço da Companhia de Jesus e embaixador do vice-rei D. Afonso de Noronha, junto do rei de Bungo. O desencanto foi total, quer com o comportamento do seu companheiro quer com a própria Companhia. Um desgosto que o faz regressar a Portugal. Um homem que faz do seu medo a sua coragem. Personifica a aventura do português do século XVI, que não tem poder e embarca para se safar, que aprendeu tudo o que tinha para aprender. Como os nossos emigrantes.

Já de volta ao seu país e com a ajuda do ex-governador da Índia, Francisco Barreto, Fernão Mendes Pinto compila documentos que comprovam os sacrifícios que realizou pela pátria, tendo direito a uma pensão, que… nunca chegou a receber. O escritor não queria apenas uma colher de compaixão. Queria mais do que isso. Depois deste episódio, voltou-se, abatido, e mergulhou na escuridão. Desiludido, arrumou a vontade e partiu para Vale de Rosal, em Almada, onde escreveu, entre 1570 e 1578, a sua inigualável Peregrinação. A obra só foi publicada 20 anos após a sua morte.
Mensageiro da verdade ou criador de ilusões, Fernão é um guerreiro, um sobrevivente. Como diz Carlos Magno, “é o nosso Marco Pólo. Se fosse americano, certamente Spielberg já teria feito um filme sobre ele”.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Essência de Heroísmo


Vice-rei da Índia. Serviu os reis D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I, que o mandou para a Índia, em 1503. Afonso de Albuquerque tinha um vasto plano para o Império e a conquista de posições estratégicas no Índico. Com uma pequena armada, Afonso de Albuquerque conseguiu feitos espantosos, daí ter uma hoste de inimigos. Apoderou-se da cidade de Goa. Grande administrador e diplomata. Ferido em combate, morreu à vista de Goa, deixando-nos esta frase repassada de sabedoria e amargura: Mal com os homens por amor del-rei e mal com el-rei por amor dos homens.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Recordações do Magrebe







Mazagão - actual El Jadida - conservou-se na posse de Portugal até 1769. Nesse ano, o sultão Sidi Muhammad ben´Abd Allah veio pôr cerco à praça, que se defendeu com dificuldade devido à artilharia que destruía os muros e casas, matando os seus defensores. O governo do Marquês de Pombal, veridicando a inutilidade da conservação da praça que não desempenhava outro papel além de "relíquia" do passado português em Marrocos, ordenou a sua evacuação e o regresso ao Reino dos seus habitantes.
Os colonos de Mazagão, depois de permanecerem dois anos em Lisboa, foram fundar Vila Nova de Mazagão no Brasil, segundo o plano do Marquês de Pombal de povoar a região do Amazonas. Ainda ali se conserva a memória intacta do último reduto português no Magrebe. Em 2001, tive oportunidade de visitar esta magnífica praça forte, durante um périplo em Marrocos com alguns amigos. Torna-se comovente revisitar estes locais onde se consegue sentir a antiga presença dos nossos antepassados que construíram um Império.
Recentemente, descobri o blogue da SM que narra as suas vivências por terras marroquinas, fazendo-me reviver alguns momentos dessa viagem. Mais um exemplo exótico da nossa Raça de andarilhos que consegue adaptar-se a qualquer tipo de universo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil


Da banda desenhada à arte contemporânea, do teatro ao bailado, das conferências às reconstituições históricas, são múltiplas as iniciativas inseridas no programa de actividades dos 200 anos da ida da corte portuguesa para o Brasil. O programa detalhado foi apresentado ontem, no Museu de Marinha, num espaço fronteiro ao local onde, faz hoje precisamente 200 anos, se deu o embarque.
Entre as propostas do plano comemorativo estão, para 2008, no Brasil, o bailado Pedro e Inês, pela Companhia Nacional de Bailado, a peça Nação crioula, de José Eduardo Agualusa, com actores dos dois países e a exposição "Linha do horizonte", comissariada por Bernardo Pinto de Almeida e onde se apresentam 150 obras representativas dos últimos 50 anos de arte portuguesa.

Presente nesta apresentação das comemorações, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, lembrou que a partida da corte portuguesa do Brasil, fugindo às tropas napoleónicas, "foi uma aventura extraordinária. Na realidade, tratou-se de uma transferência de soberania de Lisboa para o Rio de Janeiro, tornando-se assim na única monarquia europeia que não claudicou face aos invasores".
Refira-se que hoje, no Museu de Marinha, é inaugurada a exposição "1807 O embarque da família real para o Brasil", inserida no programa comemorativo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Intentona Comunista de 1935

Na noite de 23 de Novembro de 1935, alguns soldados do 21°Batalhão de Caçadores sediado em Natal, tomaram o quartel onde serviam. Dali, juntos com rebeldes civis, sob a orientação do Partido Comunista, partiram para a tomada do poder constituído.
Assaltaram o quartel da Polícia Militar, que caiu depois de dezassete horas de intenso tiroteio. O Governador Rafael Fernandes e outras autoridades refugiaram-se na residência do cônsul de Itália e não ofereceram a menor resistência. Logo, estava consolidada a insurreição, a primeira de cunho marxista no continente americano.
A rebelião que também teve outro foco em Recife, durou apenas oitenta d duas horas, por falta de estrutura, apoio popular e falha na conexão que previa levantes em vários estados brasileiros, idealizados por Luís Carlos Prestes. Chamado de Intentona Comunista, o episódio é pouco estudado além das fronteiras do Rio Grande do Norte.
Este acontecimento histórico está bem retratado no romance "As Dunas Vermelhas", da autoria de Nei Leandro de Castro, escritor local.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Engenho de Ferreiro Torto


Aproveitei este fim de semana, para visitar um cenário histórico, que remonta ao ano de 1614. Trata-se do Ferreiro Torto, segundo engenho de cana-de-açucar a ser erguido no Rio Grande do Norte. Localizado no município de Macaíba, distante quatorze quilómetros de Natal, o Ferreiro Torto transformou-se em museu em 1994, quando foi eleito como património artístico e cultural pelo IPHAN. O solar foi construído no século XVII e tinha o nome de engenho do Potengi, pois o rio do mesmo nome passa ao lado da propriedade. Os habitantes do engenho também foram vítimas de massacres promovidos pelos holandeses durante a sua época de domínio no Nordeste. Forças holandesas atacaram o local por diversas vezes. Bastante destruído pelos últimos combates, durante a reconquista da região pelos portugueses, o prédio foi arrasado. Abandonada por vários anos, a região só voltou a ser habitada no final do século XVIII com a construção do casarão como actualmente se encontra pelo Coronel de Milícias Joaquim José do Rego. A prefeitura mantém um museu com fotos, utensílios antigos, bom como peças utilizadas na moagem da cana. O museu mostra também o retrato da vida cultural, religiosa e económica de Macaíba ao longo dos séculos.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Felipe Camarão: Herói Luso-Brasileiro


Antônio Filipe Camarão foi um indígena brasileiro da tribo potiguar, nascido no início do século XVII em Igapó, Natal, na então Capitania do Rio Grande ou, de acordo com alguns historiadores, na Capitania de Pernambuco. Tendo como nome de nascença Poti ou Potiguaçu, adotou Filipe Camarão ao ser baptizado e convertido ao catolicismo (1614). Filipe em homenagem ao soberano D. Filipe II (1598-1621). Camarão, a tradução para o português de seu nome em tupi.
Mestre-de-Campo António Filipe Camarão(Comandante de Terço).Educado pelos jesuítas, era ele, segundo Frei Manuel Calado, "destro em ler e escrever e com algum princípio de latim"; considerava de suma importância a correção gramatical e a pronúncia do português, "era tão exagerado em suas coisas, que, quando fala com pessoas principais, o fazia por intérprete (posto que falava bem o português) dizendo que fazia isto porque, falando em português, podia cair em algum erro no pronúnciar as palavras por ser índio". Seu trato era comedido e "mui cortesão em suas palavras e mui grave e pontual, que se quer mui respeitado".
No contexto das invasões holandesas do Brasil, auxiliou a resistência organizada por Matias de Albuquerque desde 1630, como voluntário para a reconquista de Olinda e do Recife. À frente dos guerreiros de sua tribo organizou ações de guerrilha que se revelaram essenciais para conter o avanço dos invasores.
Mais tarde destacou-se nas batalhas de São Lourenço (1636), de Porto Calvo (1637) e de Mata Redonda (1638). Nesse último ano participou ainda da defesa de Salvador, atacada por Maurício de Nassau.
Distinguiu-se na primeira Batalha dos Guararapes (1648), quando foi agraciado com a mercê de Dom, a Comenda da Ordem de Cristo e o título de Governador de todos os índios do Brasil.
Faleceu no Arraial (novo) do Bom Jesus (Pernambuco), em maio de 1648, em consequência de ferimentos sofridos no mês anterior, durante a Batalha dos Guararapes.
O Palácio Felipe Camarão, sede da prefeitura de Natal, e um bairro da mesma cidade, homenageiam o seu nome. Da mesma forma, o Exército Brasileiro denomina a Sétima Brigada de Infantaria Motorizada como Brigada Felipe Camarão.
Fonte: Wikipédia

domingo, 22 de abril de 2007

Descobrimento do Brasil - 507 Anos


Partindo do Tejo a 9 de Março de 1500, com uma frota de 1.000 homens, Pedro Álvares Cabral seguiu a costa africana. Na altura da Guiné, seguindo as ordens recebidas, desvia-se da rota, com o propósito aparente de procurar melhores condições de vento. A 22 de Abril, chega às novas terras. Avistou em primeiro lugar um monte, que denominou Monte Pascoal, e aportaram numa baía mais ao norte.
A 26 de abril, Frei Henrique Soares rezou uma missa de acção de graças, numa pequena ilha, por eles chamada Coroa Vermelha. Transferiram-se então para o continente, onde asseguraram a posse da terra com outra missa, rezada com a presença dos índios.
Tendo dado por concluída a sua missão ali, Cabral parte no dia seguinte para a Índia, mandando ao mesmo tempo uma caravela com notícias da descoberta para o rei de Portugal. Era uma carta, escrita por Pêro Vaz de Caminha.
Em tão pouco tempo, Cabral não pôde decidir se havia desembarcado num continente ou não, e julgou ter alcançado uma grande ilha, que denominou Ilha de Vera Cruz. Outras expedições vieram explorar o local descoberto por Cabral, e averiguando ser realmente um continente, denominaram-no Terra de Santa Cruz, em homenagem ao Cruzeiro do Sul, principal constelação vista desta área.
Em 1511, depois da descoberta do pau-brasil, madeira muito útil que logo foi explorada pelos portugueses, a nova terra recebeu o nome de Brasil.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Batalha dos Guararapes


As Batalhas dos Guararapes foram duas batalhas travadas nos Montes Guararapes, hoje, município de Jaboatão dos Guararapes, ao sul de Recife, entre as tropas invasoras holandesas e os inssurrectos luso-brasileiros comandados por João Fernandes Vieira. Por terem sido vencidas pelos luso-brasileiros, destacam-se como episódios decisivos na Insurreição Pernambucana, que culminou no término das invasões holandesas do Brasil, durante o século XVII. Assinatura da rendição deu-se em 1654, em Recife, de onde partiram os últimos navios holandeses em direcção à Europa. Terminavam assim, os anos de domínio holandês no Nordeste brasileiro, motivados pela perda de independência de Portugal face a Espanha.
A primeira batalha ocorreu em 19 de Abril de 1648, e a segunda em 19 de Fevereiro de 1649.
A 1ª Batalha dos Guararapes é simbolicamente considerada a origem do Exército Brasileiro.