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sábado, 14 de junho de 2008

Mitologia Nórdica Revisitada


A mais recente longa-metragem do realizador Robert Zemeckis, vencedor do Oscar por Forrest Gump, faz uma revolução tecnológica no cinema. A técnica é a mesma usada por Zemeckis no seu trabalho anterior, Expresso Polar, de 2004. Na chamada captura de performances, os actores usam roupas aderentes cheias de sensores que criam modelos, cujas expressões são combinadas com a animação digital.
O resultado é algo entre a animação e acção com actores reais, mas a novidade é que esses três anos desde o lançamento de Expresso Polar fizeram muito bem à técnica, que finalmente revela todo o seu poder.

Um elenco de primeira –- com Anthony Hopkins, Angelina Jolie, John Malkovich e Ray Winstone no papel principal - garante a qualidade e completa a diversão.
Mas não é apenas a tecnologia que faz de A Lenda de Beowulf uma experiência imperdível; o roteiro é um espectáculo à parte. A história gira em torno do mito de Beowulf, uma das lendas mais antigas da língua inglesa, que demorou dez anos para ser adaptada a quatro mãos pelo astro da BD Neil Gaiman e o co-roteirista de Pulp Fiction, Roger Avary, parceiro de Tarantino.
Na trama, o reino do monarca Hrothgar é destruído por um monstro devorador de homens chamado Grendel. O guerreiro viking Beowulf desembarca no reino com a missão de eliminar a fera e tranformar-se num herói. Sua promessa é cumprida, e o guerreiro assume o trono em troca de seu acto de coragem. Mas, como todo herói, Beowulf tem um ponto fraco, e um segredo do passado pode ameaçar seu futuro e o de seu povo.
A dificuldade de adaptar a lenda está no fato de que a história original foi contada apenas na forma oral por bardos há cerca de mil anos e registada séculos depois por monges como um poema. O mito foi redescoberto por ninguém menos que J.R.R. Tolkien, e há quem diga que foi uma influência fundamental para que o autor escrevesse sua saga O Senhor dos Aneis.

terça-feira, 27 de maio de 2008

O Regresso do Arqueólogo


Fiquei entusiasmado com o regresso do arqueólogo aventureiro. Indiana Jones foi um dos meus heróis de pré-adolescência e revela estar em grande forma neste novo filme. Aconselho vivamente uma incursão pelo Reino da Caveira de Cristal...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Festival Hola Lisboa


O filme brasileiro Tropa de Elite, do realizador José Padilha, abre, no dia 21 de Maio, no cinema São Jorge, a segunda edição do Festival Hola Lisboa, que este ano foi aberto à produção cinematográfica da América Latina.

Além de Tropa de Elite e do também brasileiro Ó pai, Ó, de Monique Gardenberg, a selecção oficial inclui Dot.com, do realizador português Luís Galvão Teles; os chilenos Radio Corazón, de Roberto Artiagoitia, e Pai Nosso, de Rodrigo Sepúlveda; o argentino XXY, de Lucia Puenzo; o colombiano Soñar no cuesta nada, de Rodrigo Triana; e o espanhol Barcelona (un mapa), de Ventura Pons.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Para Sempre Lilya


Abandonada pela mãe, Lilya é uma adolescente de 16 anos que vive sozinha na Estónia tendo como único amigo o pequeno Volodja, enfrentando dificuldades como precárias condições de moradia, falta de dinheiro e alimentos, tendo que recorrer a venda de seu próprio corpo em nome da sobrevivência. Ambos sonham com uma vida melhor e para Lilya a oportunidade surge quando ela se apaixona por Andrej e ele convida-a para ir viver na Suécia com promessas de uma vida melhor.
O filme é forte e cruel. Através da vida de Lilya o filme aborda assuntos como a prostituição de adolescentes, a vida nos subúrbios, as perspectivas de vida de uma juventude que não consegue encontrar esperanças num mundo absurdamente cruel.

Li em algum lugar um comentário sobre como o filme nos faz sentir culpados por termos uma vida pautada por parâmetros de normalidade e tomo esse comentário para mim. Lukas Moodysson, construindo o seu currículo de filmes sobre temas da adolescência, conseguiu trabalhar muito bem em cima de uma história que não chega a ser nenhuma grande novidade (embora sempre realista e actual) e criar uma sequência genial. O expectador envolve-se na vida de Liljya, é absorvido pelas circunstâncias em que se apresentam no seu dia-a-dia, torce por ela e pelo seu pequeno amigo Volodja.

A interpretação da actriz principal - Oksana Akinshina - por si só não chega a ser louvável, mas nada que comprometa o conjunto. O grande destaque fica mesmo por conta da química perfeita entre os dois personagens principais, as cenas com Artyom Bogucharsky primam pelo envolvimento.
Para Sempre Lilya é um filme triste. Começa triste, torna-se muito triste e termina triste. Vale muito a pena, mas recomendo, veementemente, evitá-lo naqueles dias em que vocês sentem que tudo está uma merda. A sensação só tenderá a piorar.
Lembro-me que vi este filme em 2003 e saí do cinema com a sensação de ter levado um soco no estômago. Há dias tive oportunidade de o rever em formato em DVD e as sensações fortes voltaram a repetir-se..

sábado, 5 de abril de 2008

A Ilha dos Escravos


A longa-metragem A ilha dos escravos, do realizador português Francisco Manso, chega aos cinemas no mês de Maio.

O filme, que custou cerca de dois milhões de euros, vai ser exibido nos três países onde foi rodado, já tendo garantida a distribuição no Brasil e em Cabo Verde.
Depois da exibição comercial nesses dois países, será transmitido em Portugal pelo canal de televisão de serviço público RTP.

segunda-feira, 31 de março de 2008

O Delfim


Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo, o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É ele o dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês, sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um "Jaguar E", que o leva da Gafeira a Lisboa e às putas. Um caçador, detective e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa. Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.
Uma boa adaptação da obra homónima da autoria de José Cardoso e, sinceramente espero que nunca se deixem de fazer filmes destes no limitado cenário cinematográfico português.

terça-feira, 18 de março de 2008

Irreversível


Porque o tempo destrói tudo. Porque alguns actores são irreparáveis. Porque o homem é um animal. Porque o desejo de vingança é um sentimento natural. Porque a perda de um amor destrói-nos como um relâmpago. Porque toda a história descreve-se com sémen e sangue. Porque as premonições não alteram o percurso das coisas. Porque o tempo revela tudo. O pior é o melhor.

Irreversível é de tal forma forte, de tal forma dominador, até de tal forma brilhante, que nos põe o coração e a cabeça do avesso.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Vendaval Maravilhoso


História do poeta brasileiro Castro Alves, desde o seu nascimento em 1847, passando pelo início do seu repúdio contra a escravatura nos anos sessenta, a sua passagem pelo curso de Direito e a acesa defesa poética pelos direitos dos escravos. Aos dezoito anos conhece Eugénia Câmara, uma actriz que pertencia à companhia de Teatro Furtado Coelho.
Eugénia rompe a sua ligação com Furtado Coelho e vai viver com o poeta. O casal acolhe um fugitivo negro que lhes pede auxílio, apenas para o verem morrer mais tarde, ferido pelas autoridades. Castro Alves começa a declamar os seus poemas abolocionistas e denunciadores no meio estudantil, em Academias e em reuniões sociais. Eugénia representa a peça Gonzaga da autoria do seu amante que recebe grandes elogios.
Conforme o reconhecimento público de Castro Alves aumenta, assim azeda a relação entre o poeta e a actriz, situação aproveitada por Furtado Coelho que acaba por reconquistar Eugénia. Num acidente com uma espingarda, Castro Alves fere-se numa perna tendo de ser amputada. Desiludido e desmoralisado, reencontra Heloísa, seu amor da adolescência.
Os jornais vão relatando o sucesso do abolocionismo. Castro Alves vai ver Eugénia ao teatro e é reconhecido pelo público. a actriz vai até ao camarote de Castro Alves e é mal recebida. Enquanto Castro Alves se encontra no seu leito de morte, Eugénia canta um fado em palco e as notícias do fim da escravatura fazem-se soar.

Vendaval Maravilhoso foi a primeira tentativa de produção luso-brasileira, tendo sido, até então, o filme português mais caro.
Na estreia de gala, no Tivoli, em 26 de Dezembro de 1949, o filme foi, numa atitude inédita em tais solenidades, pateado e a recepcão no Brasil não foi melhor. Para Luís de Pina (in História do Cinema Português) "o filme reflecte todas as dificuldades da produção, as mutilações do argumento cinematográfico (o guião inicial foi proibido pela nossa Censura), o desfazamento entre a ambição e a realidade."
Depois de Vendaval Maravilhoso, Leitão de Barros não regressaria mais ao cinema de ficção.
Apenas estão conservados 131 minutos de banda de imagem. Existe a versão distribuída no Brasil, mais curta do que a portuguesa.
Posso ainda acrescentar, a título de curiosidade que grande parte das cenas foram filmadas no Paço do Lumiar em Lisboa e a minha mãe chegou a fazer parte do elenco de figurantes com oito anos de idade.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Rainha Margot


Raras vezes vi um filme em que o grau exacerbado de loucura que perpassa personagens e situaçoes fosse sinónimo de obra-prima. Um filme que me deixa sempre sem fôlego. E aquelas cores...! A beleza de Isabelle Adjani é apenas um bónus neste delírio visual.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Mulheres de Ataque


Confesso que ainda tenho sérias dificuldades para enfrentar situações deste tipo...
Trecho do filme Portugal S.A. realizado por Ruy Guerra.

O Adversário


Durante quase duas décadas, Jean-Marc Faure (Daniel Auteuil) viveu uma mentira. Convenceu todos, amigos e família, de que era um médico da Organização Mundial da Saúde, sedeada em Genebra. Todos os dias saía à mesma hora de casa e até tinha, de vez em quando, de se ausentar por dois ou três dias para assistir a congressos no estrangeiro. Mas a verdade é que Faure nunca chegou a terminar os estudos de medicina, não tendo por isso as qualificações necessárias para ser médico, nem tão pouco tinha qualquer emprego. Prestes a ser descoberto, Faure opta por matar a mulher, os dois filhos e os pais e, de seguida, tenta suicidar-se. Tudo para não lhes ter de explicar uma mentira de 20 anos. "L' Adversaire" foi realizado por Nicole Garcia (nomeada para a Palma de Ouro no Festival de Cannes) e o argumento foi adaptado por Frédéric Bélier-Garcia a partir do romance homónimo de Emmanuel Carrère que, por sua vez, retirou a ideia de uma notícia de jornal de 1993. A história, que à primeira vista parece demasiado macabra para ser verdade, é baseada na experiência real de Jean-Claude Romand, que acabou por ser condenado, em 1996, a 22 anos de prisão, sem direito a redução de pena.
Este é mais um dos filmes da minha vida. Talvez porque tenha consciência que todos nós temos necessidade de usar máscaras. Seja por convencionalismo social, profissional ou por mera sobrevivência.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A Náná de Telheiras


Pelo que me é dado a ver, a indústria de entretenimento para adultos evolui de forma célere em Portugal. Depois do arcaico Fim de Semana Lusitano, surgiram uma infinidade de títulos bizarros onde alguns compatriotas exibem as suas genitálias. Um dos aspectos que sempre me suscitou alguma curiosidade, foi saber como se processavam os castings para estas produções. Agora já tenho a resposta para as dúvidas que tinha, ao ver o potencial artístico da Náná, séria candidata ao título de porno star lusitana. Começo a acreditar que a solução para reverter o PIB português passa definitivamente por estas indústrias lúdicas...

sábado, 26 de janeiro de 2008

Alexander Nevski

Eisenstein tornou-se um cineasta de culto, não só graças ao grande clássico O Couraçado de Potemkin mas também pelo seus diversos ensaios e trabalhos em que trata sobre cinema (em especial sobre a montagem). Talvez o seu trabalho mais vivo seja "O sentido do filme" e talvez o filme onde sua teoria se apresenta mais claramente é Alexander Nevsky. Não se trata de um filme mudo, como o seu trabalho mais famoso, e ao contrário de muitos que pecaram pela "tentação romanesca" (o uso indiscriminado e até desnecessário dos diálogos) Einsenstein fez um óptimo uso dos recursos sonoros. Esse filme dá uma ideia bastante clara da sintonia em que os elementos de um filme (enquadramento, som, actuação....) devem ter no decorrer do mesmo, dando ao filme a coesão necessária para que este se apresente como uma peça maciça. Destaque para a antológica cena da "Batalha no Gelo" (cena que aliás é literalmente analisada quadro-a-quadro em "O sentido do filme").
Será ainda importante referir, que este filme foi lançado em 1938, numa época de tensão crescente entre a Alemanha de Hitler e a URSS de Stalin. Um épico fenomenal, que representa da melhor forma a indústria de cinema soviética da época e simboliza acima de tudo um profundo manifesto nacionalista.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O Lampião da Linha


Numa arriscada missão ultra-secreta no submundo da noite na capital do Rio Grande, o Capitão-Mor conseguiu tomar posse de algum material confidencial enviado pelos agentes da ABIN em Lisboa. Tudo indica, que os serviços secretos brasileiros andam a monitorar os passos de alguns dos seus companheiros da blogosfera, com o intuito de os implicar numa intrincada teoria da conspiração que está a colocar os políticos de Brasília em pânico.
Após uma análise do material apreendido, pode-se concluir que todos os alvos da investigação possuem um nome de código. O mais temido, é sem dúvida, o lampião da linha sobre o qual foi reunida bastante informação, inclusive algumas gravações em vídeo como a que é aqui apresentada. Ao que parece, até a última deslocação do Réprobo ao reduto do dragão para acompanhar o seu clube do coração foi considerada altamente suspeita.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Chaimite


A população de Lourenço Marques, em 1894, sob os frequentes ataques das hordas vátuas. Projectos iniciais de Campanha Africana, por António Enes e seus colaboradores. As façanhas de Caldas Xavier, Ayres Ornelas, Eduardo Costa, Paiva Couceiro, Freire de Andrade e, mais tarde, Galhardo, Mouzinho de Albuquerque, para libertarem Moçambique. Grandes jornadas de guerra: Marracuene, Magul, Coolela, incêndio de Manjacaze. Chaimite (rapto de Gungunhana), Macontene... Paralelamente, o amor de dois soldados pela mesma rapariga.

Considerada, pelo Estado Novo, como uma obra de ficção exemplar, na exaltação da gesta colonial. Em 1953, foram-lhe atribuídos pelo SNI o Grande Prémio e o Prémio ao Melhor Actor - Emílio Correia (pelo desempenho em "Chaimite e em "Planície Heróica, de Perdigão Queiroga.
Jorge Brum do Canto domina todos os sectores do filme, indo até ao ponto de interpretar a personagem de Paiva Couceiro, de modo a ajustar-se ao seu perfil lendário.
Talvez um pouco longo, Chaimite tem o ritmo e a força visual que o realizador sabe imprimir às suas imagens, nomeadamente nas cenas de evocação dos combates, tratados num clima de heroísmo e vibração patriótica. O filme, de resto, como "O Feitiço do Império", sugere o esforço português para defender o ultramar da cobiça estrangeira. Mais do que um filme contra o desejo de libertação encarnado por Gungunhana e pela revolta vátua, é um filme denunciador do imperialismo inglês, que pretende revoltar o povo moçambicano contra Portugal para o sujeitar ao seu domínio.

Após O Feitiço do Império, é o segundo grande filme colonial português, mas ninguém se pareceu comover muito com tal fervor patriótico e o único interesse da obra é servir para o estudo da propaganda colonialista do Estado Novo, sobretudo na exemplar sequência que opõe o herói de Chaimite (e do filme), Mouzinho de Albuquerque, ao régulo negro Gungunhana, que ele próprio trouxe cativo para Lisboa em 1897 em gesto delirantemente saudado pelo povo da capital que nele viu a nossa "desforra" face ao humilhante ultimatum inglês.
Estreou no Monumental, em Lisboa, em 4 de Abril de 1953. Tendo em conta o elevadíssimo custo de produção, teve uma carreira que não favoreceu a produtora(Cinal), falida pouco tempo depois.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Cristovão Colombo - O Enigma

O mais recente filme do realizador português Manoel de Oliveira Cristóvão Colombo, o Enigma, faz uma reflexão sobre a possibilidade do navegador ter nascido no Alentejo, em Cuba. O realizador, que completou 99 anos, participou no filme, que estreia hoje, em conjunto com a mulher.
O filme de Manoel de Oliveira baseia-se no livro de Manuel Luciano da Silva e de sua mulher, Sílvia Jorge da Silva, Cristóvão Colón era português, que em Portugal já vendeu mais de 14.000 exemplares.

Manuel Luciano da Silva, médico de profissão, radicado nos Estados Unidos há vários anos, considera que o filme "é uma vitória para o próprio realizador, para o cinema português e para os cinco de milhões de emigrantes".
"Em Portugal enchem muito a boca com os cinco milhões de emigrantes, mas o Manoel de Oliveira contou a história de dois desses entre as milhares de histórias dramáticas e de odisseia", afirmou.
Cristóvão Colombo - o Enigma parte da tese de que o navegador era português, mas acaba por ser uma reflexão sobre a identidade portuguesa e a importância dos Descobrimentos.
A película ficciona a vida do casal Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, emigrados nos Estados Unidos, em busca de pistas que corroborem a tese da identidade lusa daquele descobridor.
No filme, os autores do livro são retratados por Manoel de Oliveira e pela mulher, Maria Isabel de Oliveira, que contracenam pela primeira vez juntos no grande ecrã.
Os actores Ricardo Trêpa e Leonor Baldaque interpretam os mesmos papéis, mas quando os dois autores eram mais novos.
Com pouco mais de uma hora, o filme foi rodado em Portugal e nos Estados Unidos e termina na ilha de Porto Santo, um lugar onde na realidade Colombo viveu com a mulher, D. Filipa de Perestrelo.
Um filme que representa a vitória humana do mundo português e é sobretudo uma história de amor, de uma vida conjugal normal, com família.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O Feitiço do Império


Francisco Morais, emigrante português nos E.U.A., não esquece o amor à terra natal, o que não sucede com o filho, Luís Morais, que pretende nacionalizar-se americano. Antes de tal ocorrer, e apesar do seu noivado com Fay Gordon, uma rica herdeira de Filadélfia, o pai convence Luís a participar numa caçada em Angola, o que lhe dá ensejo de visitar Lisboa, Guiné, São Tomé, Angola, Moçambique - culminando com flagrantes documentais da visita do presidente Óscar Carmona a Lourenço Marques (Maputo). O conceito de portugalidade e o "feitiço do império" acabarão por influenciá-lo, para tal contribuindo a dedicação com que foi tratado por Mariazinha, filha de um comerciante do mato, após ser ferido por um leão.

Foi o primeiro filme de ficção a abordar as colónias ultramarinas e a obra colonizadora dos portugueses. Considerado como uma obra de ficção exemplar sobre a visão colonial do Estado Novo, foi produzida pela Agência-Geral das Colónias e integrada na Missão Cinegráfica às Colónias de África, de que António Lopes Ribeiro foi o director técnico e realizador. Integravam essa Missão, ainda, o major Carlos Afonso dos Santos, escritor e dramaturgo com o pseudónimo de Carlos Selvagem, que chefiava a equipa, Manuel Luís Vieira, como operador de câmara, e Paulo de Brito Aranha, responsável pelo som.
O argumento, da autoria de António Lopes Ribeiro, foi baseado num texto, muito diferente, de Joaquim Mota Junior, vencedor de um concurso realizado pela Agência-Geral das Colónias para o efeito. Lopes Ribeiro considerou "O Feitiço do Império" como a sua melhor película sobre a África portuguesa.
Estreou comercialmente no cinema Eden, em 23 de Maio de 1940, com a presença do Presidente da República.
Apenas está conservada (Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema) a banda de imagem que tive a sorte de poder assistir, graças a um amigo meu que trabalhou lá durante algum tempo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

FestNatal 2007


Hoje, tem início a última e mais importante etapa do festival de cinema local que se realizará até ao próximo dia 13 de Dezembro, no MovieCom do Praia Shopping.
Há três anos, por iniciativa do prefeito Carlos Eduardo, o FestNatal
foi incorporado no calendário cultural e artístico da cidade. Para além do certame oficial, decorrerão também diversos seminários e workshops sobre cinema com inscrições gratuitas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A Não Perder!


O biopic mais aguardado do ano estreou nas salas de cinema nacionais. Control conta a história dramática da vida de Ian Curtis, vocalista mítico dos Joy Division. O filme baseia-se parcialmente no livro biográfico Touching From A Distance escrito por Deborah Curtis, viúva do cantor, e foi realizado pelo reconhecido fotógrafo Anton Corbijn.
A história de Control retrata a vida de Ian Curtis desde os tempos de adolescente fã de Bowie, Lou Reed e Iggy Pop, até à data da sua morte a 18 de Maio de 1980, na véspera da primeira digressão dos Joy Division nos Estados Unidos. O filme é protagonizado pelo estreante Sam Riley e pela actriz Samantha Morton (na pele de Deborah).

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Filme para hoje


Nesta noite das bruxas, nada melhor que preencher o serão, relembrando Halloween, um dos grandes clássicos do cinema de terror. O trailer apresentado é referente ao primeiro filme da série realizado por John Carpenter, onde o assassino em série Michael Myers, inicia a sua saga de horror. Tornou-se um fenómeno de bilheteira no final da década de 70 e seguiram-se diversas sequelas de qualidade inferior. A banda sonora arrepiante, ficará para sempre na memória de todos os cinéfilos.