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terça-feira, 11 de março de 2008

A Nossa Lenda Pessoal


Quem ousa ter um projecto na sua vida, que ousa largar tudo para viver a sua própria LENDA PESSOAL, acaba sempre por atingir os seus objectivos. Será importante manter o fogo no coração e ter fibra para ultrapassar os momentos difíceis.
É necessário lembrar que o desejo que está na nossa alma não veio do nada; ALGUÉM o colocou lá. E esse SER SUPERIOR, que é feito de amor e deseja a nossa felicidade, só fez isso porque nos deu, junto com o desejo, as ferramentas para o realizar.
Viver o sonho, ou abandonar o sonho, têm o mesmo preço, geralmente caro demais. Mas a primeira atitude leva-nos a comungar com o milagre da vida, e a segunda não nos serve para nada.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Lusotropicalismo Romântico


Em Portugal, os casamentos de nacionais com cidadãos brasileiros cresceram quase 50 por cento num ano, tendo-se realizado 2.917 casamentos em 2007.
Os cidadãos brasileiros mantêm-se como os estrangeiros que mais casam com Portugueses.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Geração Solteira


Se até as beldades enfrentam problemas na área, imagine as mortais comuns. Bonitas, bem-sucedidas e inquietas, as neo-solteiras querem casar, mas elencaram tantas condições para os pretendentes que não conseguem manter uma relação estável.
Elas já inspiraram séries norte-americanas - SEX AND THE CITY - e são fonte inesgotável de livros de auto-ajuda. Nas grandes metrópoles, o grupo de solteiras bem-sucedidas é cada vez maior. São mulheres entre 30 e 40 anos que investiram tudo na profissão, deixaram o casamento para depois e agora estão ansiosas para encontrar um homem que assuma compromisso e queira ter uma família. Mas não está fácil nem para as lindas e famosas. Não que tenham problema para arranjar namorado. Isso nunca!

O consenso feminino é que os homens não foram educados para conviver com mulheres tão auto-suficientes e ficam confusos. empecilho, prefiro ficar sozinha".
Muitas mulheres querem constituir família, mas não a qualquer preço. Diferentemente das solteiras do passado, que se sentiam humilhadas por não terem sido escolhidas, as novas solteiras orgulham-se de quem são e têm até data comemorativa - o Dia da Solteira, 15 de Agosto. Elas acham que estão sozinhas porque não encontram homens à altura. Mas será só isso?
A neo-solteira deseja encontrar alguém igual ou melhor do que ela. Isso significa alguém bem-sucedido no trabalho, com um ótimo círculo de amigos e programas interessantes para propor. Ou seja: uma versão masculina do que a mulher vê no espelho.

As neo-solteiras não vêem graça na velha ideia romântica de largar tudo por um grande amor. O motivo é simples: elas também sentem ardente paixão pelo trabalho, sobretudo aquele que foi escolhido por vocação.
A situação é paradoxal: as solteiras querem, mas também não querem casar. Várias mulheres na faixa dos 30 anos são filhas de pais divorciados, já viram muitos casais se desfazerem e desconfiam dos acordos conjugais.
Essa geração não vê sentido na dor. Se sofrer com um amor, encara a experiência como um erro que não se deve repetir. Assim, fecha-se para novos encontros ou vai trocando de namorado.
Com tanta confusão nas cabeças das meninas de hoje, só tenho pena de não ter optado pela carreira de psicanalista, já que não tenho o poder de me transformar no super-homem que elas tanto procuram...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Mais Uma Sub-Espécie


Mark Simpson, o jornalista que inventou a metrossexualidade, descobriu um novo conceito estético - Sporno - que descreve como pornografia homossexual inspirada no desporto. O Sporno nasceu da combinação do mundo do desporto com o mundo da publicidade. Os novos modelos são desportistas conscientes do potencial que têm no mundo gay e dispostos a venderem o corpo como objecto sexual. Simpson diz que "Sportsmen on this side of the Atlantic are increasingly openly acknowledging and flirting with their gay fans". Os grandes spornos são David Beckman e Fredrik Ljungberg (que Simpson descreve como "the man who actually looks the way Beckham thinks he looks", descrição maravilhosa porque eu sempre achei o Beckman irritante e amaricado), mas também a selecção italiana de futebol (na publicidade D&G dentro do balneário) e selecção francesa de rugby (que fez um calendário deveras sugestivo).
Embora virado sobretudo para o público gay, parece-me que as mulheres, até hoje incapazes de criar uma verdadeira indústria pornográfica feminina, podem aproveitar muito bem este novo homem. Eu por mim falo: o metrossexual, excessivamente preocupado com a moda, que usa cremes faciais a mais, que se olha constantemente ao espelho e que até usa maquilhagem masculina do Gautier nunca me convenceu. Um homem é um homem. Estes sporno stars, apesar da proximidade aos metrossexuais, considero-os mais convincentes porque, ao serem pornográficos, são mais decadentes, mais imperfeitos, mais humanos e, sobretudo, mais sexuais.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Casamento ou Cadafalso?


Amanhã, estarei presente no casamento de uma pessoa que me é bastante próxima. Até aqui nada de novo, se exceptuarmos a idade dos cônjugues que irão contrair matrimónio. Ele completa 70 anos daqui a alguns dias e a noiva tem 34 anos. Este processo arrastou-se durante todo este ano, numa sucessão de discussões familiares e outros episódios rocambolescos. Nesta época em que as relações humanas se regem, muitas das vezes, por meros factores de interesse, admito que também alinhei com o grupo dos mais cépticos. Ainda para mais, quando vejo que são duas pessoas provenientes de estratos sociais completamente diferentes. Por outro lado, o histórico de casos semelhantes que tenho tido por aqui, indicam-me que os resultados são normalmente desastrosos. No entanto, há que dar o benefício da dúvida e, acreditar que o amor pode subsistir além da idade e dos interesses materiais. Pelo menos é esse o meu desejo, já que vejo nele uma inocente procura pela felicidade para os seus últimos anos de vida. Não querendo fazer pré-julgamentos ou ser preconceituoso, gostaria de saber as vossas opiniões sobre uma união deste tipo.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Homem Beta


O Domingo Espetacular deste fim de semana fez-me descobrir uma revolução na vida doméstica. Quem é o novo homem que ocupou o lugar do machão brasileiro? Uma pesquisa, divulgada esta semana, indica que metade dos brasileiros deixariam o emprego para cuidar dos filhos. Além disso, a maioria dos entrevistados troca uma noitada por um serão sossegado em família. E metade deles acha a cozinha o lugar mais importante da casa. É o novo homem brasileiro, o "homem beta". Depois da existência de playboys, marialvas, yuppies, metrosexuais e homens beta, aguardo o surgimento de novas sub-espécies do género masculino. No que toca a mim, ainda tenho sérias dificuldades para me encaixar neste último lote. Quanto muito, já me chamaram de homem beto...

terça-feira, 1 de maio de 2007

A Arte da Guerra

A propósito do Dia do Trabalhador, gostaria de endereçar um abraço de solidariedade para o meu amigo de longa data, Tony-Duque do Mucifal. Ao que parece, ele envolveu-se numa teoria da conspiração laboral, digna do Capitão-Mor, quando encarna a pele do agente 0069 ao serviço nos trópicos. Acredito que o aconselhei da melhor forma e desejo que este enredo tenha um desenlace positivo para o seu lado.
Tudo isto me leva a reflectir um pouco, sobre os actuais desígnios do mundo empresarial que se reveste cada vez mais de contornos nebulosos. Também já fui vítima de algumas injustiças em locais de trabalho, que condicionaram uma viragem radical na minha vida e a enveredar por caminhos bem mais empreendedores, procurando ser patrão de mim próprio. È um percurso repleto de riscos e incertezas, trabalho triplicado, falta de férias, mas que nos possibilita momentos de grande entusiasmo e uma infinita sensação de realização pessoal. Sei que se vive um momento de recessão, a burocracia impera mas ainda assim, existe uma infinidade de oportunidades de negócio à nossa volta que muitas das vezes nem requerem investimentos muito avultados. È este o ideal que gostaria de deixar para reflexão a todos vós neste dia. Acreditem que a época das longas carreiras num único local de trabalho e a designada estabilidadese profissional fazem parte do passado. O futuro passa pelas nossa própria capacidade inventiva e gosto pelo risco.
Amigo Tony, aproveito uma vez mais para te aconselhar muita prudência e inteligência nas atitudes que venhas a tomar nos tempos mais próximos, nessa luta de braço de ferro que decidiste enfrentar.
Um abraço!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Simplicidade Voluntária - Um regresso às origens?

Um novo movimento surge em países altamente consumistas, como os Estados Unidos, que sempre pensaram em simplificar a vida inventando mil e um produtos para o dia-a-dia de donas-de-casa e executivos.
Engraçado é que, se a idéia original era simplificar para que sobrasse tempo para as pessoas fazerem o que gostam, para curtirem a vida, o que aconteceu foi exactamente o contrário. Inúmeras atribuições, mais e mais trabalho para se ganhar muito dinheiro e consumir tudo o que vai sendo criado. E ninguém se lembra mais porque foi mesmo que tudo começou, esta roda-viva de inventos que a cada dia é suplantada por uma nova safra, mais tecnologia mais sofisticada e cara.
Simplicidade voluntária pode soar como um sacrilégio para muitas pessoas, especialmente as que adoram consumir. Para essas, nada como os shoppings centers da vida, onde se compra de tudo.
Na terra do consumismo surge um movimento formado por pessoas um tanto diferentes, que advogam um retorno à vida simples. Para que se matar de trabalhar para comprar um monte de inutilidades que depois nem se sabe onde guardar? Não é melhor trabalhar menos, passear mais, ter mais tempo para o lazer, para estar em contacto com a família, os amigos, a natureza, para se curtir um hobby, um passatempo favorito? "Ser" mais ao invés de "ter" mais?

Será que as pessoas precisam "mesmo" de telemóvel para pôr o pé na padaria da esquina? Ou dar uma caminhada no quarteirão? Será que precisamos "mesmo" ter não sei quantos pares de ténis, de sandálias, de sapatos de todas as cores, com as respectivas bolsas para combinar? Será que precisamos "mesmo" ter tantas peças no guarda-roupas? Comprar tantos produtos de beleza e verificar que continua tudo igual? Será que a beleza não vem de dentro para fora? Precisamos realmente comer tantas porcarias e tomar tantos refrigerantes? Isto é saudável? Precisamos "mesmo" da muleta do cigarro, da bebida, até da droga para nos sentirmos "gente"? Isso realmente faz-nos tão felizes assim? Precisamos realmente daquele jipe, não só despertando a cobiça dos ladrões, como também expondo as nossas vidas ao perigo de assaltos? Claro que sim, vão responder alguns, é o "sagrado direito de comprar o que se entende, de ter o que se quer, se temos dinheiro para tal".
Porque será que as pessoas se voltam tanto para fora de si e não olham para dentro delas mesmas? Para que tantas luzes a piscar nas noites das grandes cidades, para que tantos outdoors, para quê tanto barulho? Será para chamar a nossa atenção para o que nos "falta", para tudo que não temos e achamos que precisamos para sermos felizes? É, os homens do marketing da felicidade fácil estão a facturar, e como! Mas então, porque será que as pessoas parecem cada vez mais infelizes, mais tristes e vazias?

Porque será que o amor se vulgarizou tanto? Por que estamos sempre em busca de algo que não sabemos o que seja. Algo fora de nós, algo longe, distante, onde, onde? Os relacionamentos são tão fugazes... Ficamos na superfície, quase sempre. Não mergulhamos fundo, temos medo. Medo de nos envolvermos de verdade, de nos comprometermos. E queremos tanto ser felizes!... E buscamos, buscamos. E não podemos esquecer-nos de marcar a terapia com o psicólogo para a semana que vem. "O Reino de Deus está dentro de vós", disse Jesus de Nazaré. Porque buscar fora de nós o que está dentro de nós? No auge da guerra dos EUA contra os Talibans, li no jornal uma frase de um daqueles chefes tribais talvez ao ser perguntado pelo repórter sobre a aridez, pobreza do povo da região: "O ser humano não precisa de muita coisa para viver!" E, na verdade, olhem os índios brasileiros quando os portugueses chegaram aqui. Eram saudáveis, bonitos e felizes. O homem branco foi quem lhes presenteou com os mais variados tipos de doença e vícios do civilizado, dizimando as suas tribos. E o que "possuíam" então? A natureza, a vida simples, a liberdade, a pureza, o espírito de comunidade, fraternidade, solidariedade e tantas coisas assim.

Pois, surge agora, em algumas partes do mundo, esse saudável movimento de volta à vida simples. Cada um olhando em volta de si, tanto na sua vida pessoal, como na sua família, no seu ambiente doméstico, na sua casa, seu trabalho, no seu escritório, o lugar físico em si, podem começar já com uma limpeza. Podem começar a repensar os vossos (contra) valores. Comecem a partilhar o seu supérfluo pois existem milhões que não têm o essencial para viver. Não têm o que comer no seu dia-a-dia. Enquanto isso, não sabemos onde guardar tanta quinquilharia. Gastamos o nosso dinheiro, nos endividamos com aquilo que não nos sacia. Quem não tem dinheiro venha também! Para quê gastar dinheiro com coisas que não alimentam?

Existem já diversas comunidades no Brasil que fazem reuniões regulares sobre esta temática, sobretudo no Rio de Janeiro e Porto Alegre. Eu não preciso ir a nenhuma delas. Esta foi a minha grande aprendizagem na minha vivência para o Brasil. Aprendi a libertar-me das minhas enormes futilidades de outrora, a olhar para o próximo e a ter uma vida mais regrada. Não é moralismo, nem falsidade...é uma lição de vida que aconselho a todos vós!