
Amanhã, terá início mais uma participação da selecção das quinas em campeonatos europeus de futebol. Após o trauma nacional de 2004 e uma boa prestação no último Mundial, as minhas expectativas em relação a esta equipa cada vez mais luso-brasileira são menores.
Regressam as bandeirinhas nas janelas, as buzinadelas e o país pára de um modo algo provinciano. Outrora, fomos senhores dos mares, uns séculos mais tarde achámos que poderíamos ser os mestres dos relvados, embora esta nova utopia tarde em se concretizar. Triste sina a de uma Nação, em que os raros momentos de fervor nacionalista são dedicados ao futebol porque tudo o resto pode ser confundido como manifestação fascista. Porém, quase todos se esquecem que após uma vitória, os problemas de cada um d e do país permanecem exactamente iguais, enquanto os Cristianos Ronaldos da vida continuam a facturar milhões. Acredito que os nossos governantes estejam mais tranquilos. Nada como o desporto-rei para serenar o ambiente de contestação social e adormecer o país durante alguns dias.
De qualquer modo, desejo boa sorte à armada lusitana e espero que nos proporcionem momentos de glória, mesmo que efémera.












