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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Blogue Censurado


Yoani Sánchez não conseguiu autorização de Havana para ir receber, esta quarta-feira a Madrid, o prémio Ortega y Gasset de Jornalismo. A autora do blogue Generación Y denunciou que o executivo cubano quer controlar a vida dos cidadãos.
A autora do blogue cubano Generación Y, que já foi considerada uma das cem pessoas mais influentes do globo pela revista americana Time, não conseguiu autorização para ir receber o prémio Ortega y Gasset de Jornalismo a Madrid na passada quarta-feira.
Yoani Sánchez lamentou que, depois de ter esperado demasiado tempo por uma resposta, o governo liderado por Raúl Castro não lhe tenha dado a autorização para sair do país.
O executivo cubano «ainda quer controlar a vida dos cidadãos, sobretudo daqueles que têm uma atitude crítica perante os aspectos oficiais», disse, para justificar a atitude do governo de Havana.
Yoani Sánchez explicou que usa o seu blogue pessoal, que começou em Abril de 2007, como uma terapia contra a apatia, o medo e a frustração, relatando nele histórias do seu quotidiano e algumas interrogações sobre a situação politica e social de Cuba.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Legião Estrangeira

Longe vão os tempos, em que o grosso da emigração portuguesa era composto de pessoas com pouca formação e oriúndos, na sua maioria, do interior do país onde existiam poucas perspectivas de futuro. Actualmente, existe uma combinação de factores que fazem os jovens portugueses procurar novas oportunidades no estrangeiro. Se por um lado, a situação económica do país não permite grandes sonhos, também existem muitas pessoas com formação superior nas áreas de ciência e tecnologia que não encontram colocação profissional em Portugal.
Durante as últimas semanas, tenho seguido com particular interesse os depoimentos que podem ser lidos no GAP , que dão conta da dimensão do fenómeno desta nova emigração. Lá poderemos acompanhar o percurso destes novos desbravadores em diversos países do mundo. Um dia destes, talvez me arrisque a relatar as minhas aventuras e desventuras naquele espaço...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Conde dos Olivais


Na semana passada, tive a agradável surpresa de descobrir o blogue de um amigo e ex-colega de trabalho no sector automóvel. Na sua página podemos constatar o seu apreço pelas amizades de longa data, revisitar o bairro dos Olivais e dar-nos conta da sua enorme paixão pelos automóveis.
Torna-se cada vez mais curioso, verficar como o universo da blogosfera nos consegue aproximar de velhos conhecidos ou pessoas que simplesmente partilham dos mesmos interesses. Como ilustração do post, deixo uma foto que eu sei que ele conseguirá decifrar em termos iconográficos.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Um Leão às Direitas

Meu amigo de longa data, parceiro político e sportinguista de alma e coração, o Tony-Duque do Mucifal, está de regresso à blogosfera após um breve interregno. Em tempos, foi meu companheiro de armas no Condado, um outro forte onde debatíamos temáticas da área política. Resta-me desejar-lhe uma longa estadia neste universo e aproveito para vos convidar a fazer uma visita ao blogue deste meu nobre amigo.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Recordações do Magrebe







Mazagão - actual El Jadida - conservou-se na posse de Portugal até 1769. Nesse ano, o sultão Sidi Muhammad ben´Abd Allah veio pôr cerco à praça, que se defendeu com dificuldade devido à artilharia que destruía os muros e casas, matando os seus defensores. O governo do Marquês de Pombal, veridicando a inutilidade da conservação da praça que não desempenhava outro papel além de "relíquia" do passado português em Marrocos, ordenou a sua evacuação e o regresso ao Reino dos seus habitantes.
Os colonos de Mazagão, depois de permanecerem dois anos em Lisboa, foram fundar Vila Nova de Mazagão no Brasil, segundo o plano do Marquês de Pombal de povoar a região do Amazonas. Ainda ali se conserva a memória intacta do último reduto português no Magrebe. Em 2001, tive oportunidade de visitar esta magnífica praça forte, durante um périplo em Marrocos com alguns amigos. Torna-se comovente revisitar estes locais onde se consegue sentir a antiga presença dos nossos antepassados que construíram um Império.
Recentemente, descobri o blogue da SM que narra as suas vivências por terras marroquinas, fazendo-me reviver alguns momentos dessa viagem. Mais um exemplo exótico da nossa Raça de andarilhos que consegue adaptar-se a qualquer tipo de universo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Bloguices


Já expressei por diversas vezes que não sou grande entusiasta das correntes bloguísticas. No entanto, mais tarde ou mais cedo, acabamos sempre por ser convovados para estas brincadeiras e retribuímos o gesto de simpatia. Desta feita, o desafio já me foi proposto por duas ou três bloggers e a coisa consiste mais ou menos no seguinte:

1º) Pegue um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2º) Abra-o na página 161;
3º) Procure a 5ª frase completa;
4º) Poste essa frase no seu blog;
5º) Não escolha a melhor frase nem o melhor livro;
6º) Tranfira a corrente para outros 5 blogs.

Em cima da secretária estava um dos últimos livros que comprei por aqui. Trata-se de "O Homem da Minha Vida", um policial escrito pelo catalão Manuel Vázquez Montálban. O acaso fez a minha atenção incidir numa frase enigmática e digna de reflexão. Ou será que estou a ser vítima das forças das trevas?
" Se o mundo criado pelo Deus oficial é tão lamentável, por que não imaginar Satanás como um rebelde necessário."

Como é da praxe, terei que nomear as próximas vítimas. E os indicados são:

Ana
Evelyne
MRP
Teresa
Tuche

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Second Life


O Second Life é um simulador da vida real ou também um MMOSG, num mundo virtual totalmente 3D, onde os limites de interacção com o jogo vão além da sua criatividade. Nele, além de interagir com jogadores de todo o mundo em tempo real, é possível também criar os seus próprios objectos, negócios e até mesmo personalizar completamente seu avatar, tudo em modelagem 3D.
O fundamento do jogo está em incentivar cada jogador a encontrar um meio de sobrevivência, aprendendo e desenvolvendo actividades lucrativas, as quais irão reflectir diretamente no poder aquisitivo dentro do jogo. O Second Life possui a sua própria moeda, o Linden dollar (L$), que pode ser convertida em dólares verdadeiros, respeitando a sua cotação no dia corrente. Há inúmeras maneiras de se obter uma fonte de renda: pode-se criar objectos, construir imóveis, desenvolver acessórios para os avatares e muito mais. O ponto forte do jogo está em possibilitar que cada jogador desenvolva actividades com as quais tenha mais afinidade, sendo assim, o sucesso virá da criatividade e perspicácia de cada um.

Second Life é como viver uma outravida,virtual,permitindo que tracemos uma vida paralela à vida real, concretizando e realizando os nossos planos até então impossíveis de serem atingidos no nosso mundo. O cenário do jogo é em terceira dimensão e completamente interactivo, onde qualquer objecto encontrado na sua jornada viabilizará a sua interacção conforme sua respectiva função.
Os cenários são baseados numa típica ilha tropical, cercada por centenas de ilhotas. Mas não se preocupem com distâncias: neste mundo podemos voar! Durante o jogo, há dois mapas disponíveis para nos auxiliar na localização: um mini mapa que representa a região onde nós estamos e o próprio mapa, onde visualizamos o mundo por completo.

Digamos que sempre fui um céptico em relação aos jogos de computador e todo o vício que eles acarretam consigo. Actualmente, o Second Life tem milhares de seguidores em todo o mundo. Eu já experimentei, mas devo adiantar que não me entusiasmei muito e nem consigo entender o alto grau de dependência que algumas pessoas parecem evidenciar em relação a este jogo. Logo à partida, existe toda uma componente consumista condenável e considero que o grafismo se torna monótono. De qualquer forma, este fenómeno é mais um sinal dos tempos em que a insatisfação das massas de reflecte num elevado grau de sucesso em tudo o que está relacionado com virtualidade e a possibilidade de criar uma "vida paralela". Alguém já experimentou? Gostava de saber as vossas opiniões sobre este fenómeno mundial.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Thinking Blogger Award


Não sou grande entusiasta de qualquer tipo de correntes bloguísticas ou da mera distinção do melhor disto ou daquilo. Acredito que o exercício de escrita na blogosfera deverá ser encarado de forma despretensiosa e de acordo com os interesses de quem os escreve. No entanto, esta semana, a minha amiga iscspiana Rubina decidiu distinguir-me com uma menção honrosa na sua lista de blogues preferidos ou que pelos menos a fazem pensar um pouco. Quero expressar aqui o meu agradecimento, porque nunca acreditei que esta anarquia de de ideias e conteúdos fosse alvo de tanta atenção. Para completar esta espécie de jogo, eu terei que nomear cinco blogues do meu interesse. Contudo, após uma breve reflexão, esta tarefa não se revelou muito simples. Existem blogues aos quais me sinto ligado por amizade pessoal com os seus autores, outros que fui descobrindo ao longo destes meses, uns outros tantos que me divertem e por fim, um restrito número de páginas que estão intímamente relacionadas com os meus gostos e interesses pessoais. Curiosamente e, por razões de isenção, as minhas nomeações fazem parte deste último lote. São blogues que visito assíduamente, embora os comente de forma esporádica. Todos eles fazem parte da minha lista de links e gostaria que vocês os descobrissem, dada a qualidade estética, de conteúdos e escrita que revelam. E os nomeados são:

- 31 da Armada

- Brava Dança

- Claras em Castelo

- Império dos Sentidos

- Sexo na Noite

Segundo as regras, penso que os autores destes blogues teriam que nomear os cinco blogues que os fazem pensar, mas não acredito que o façam...

domingo, 8 de abril de 2007

Orkutmania

Se a senhora Buyukkokten tivesse baptizado o filho de John - ou quem sabe de Paul, ele provavelmente não teria criado uma rede de relacionamentos com o próprio nome. Mas talvez aquela mãe turca tenha sentido que o seu rebento estava predestinado a diferenciar-se dos outros. Por isso chamou-o de Orkut. Em Janeiro de 2004, quase três décadas depois do seu nascimento, o jovem Orkut Buyukkokten, então programador do Google, lançou um site em que as pessoas poderiam fazer amigos e criar as suas comunidades. Para entrar, só sendo convidado, o que garantiria uma ligação confiável entre todos os seus membros. Se Orkut desconfiava que isso iria transformar-se num vício de alguns e a febre de tantos, não se sabe. O certo é que ele nunca imaginou que a língua portuguesa dominaria a sua criação. Hoje dos 16 milhões de pessoas que exibem os seus perfis em www.orkut.com, 70% são brasileiras. Este site funciona mais ou menos nos mesmos moldes do Hi.5 que é mais difundido em Portugal. A única diferença é que o Orkut tornou-se uma verdadeira psicose do povo brasileiro, que passa horas a fio a espiar a vida alheia.

O site consegue despertar o voyeur que existe dentro de todos nós. Sim, porque o Orkut faz aflorar uma curiosidade absurda. Quando menos se espera, a pessoa já está a espiar os perfis pessoais, lendo os scraps, ou seja, os recados que as pessoas deixam nas páginas pessoais e os álbuns de fotografias que ficam ali para que todos possam ver. Claro que dá para apagá-los, mas isso é quase como ir contra o que o Orkut propõe: que a vida seja um livro aberto. No entanto, o site funciona de modo algo psicótico. Se a pessoa decidir navegar pelas ondas orkutianas para ler perfis alheios e (re)encontrar pessoas que nos interessaram em algum momento da vida, incluído ex-namoradas e afins, arriscamo-nos a passar por alguns embaraços. Todos ficam a saber que andámos a bisbolhotar nas suas páginas. Isso porque, nos últimos tempos, foi criado um recurso que permite ver quem visitou a nossa página, assim como avisa os outros quando nós entramos na deles. Para quem quer navegar livremente sem ser descoberto, resta uma alternativa que para a mioria é bastante irritante: a criação de um perfil falso.
Essa estratégia da dissimulação é bastante usada pelos que querem descobrir se o namorada ou esposa troca mensagens picantes com outras pessoas. Aliás, não é de hoje que o Orkut é responsabilizado pelo fim de relacionamentos, pelo ciúme doentio e por descobertas nem sempre agradáveis.

Os que só entraram no Orkut para reencontrar amigos do passado acham que ele perde a graça depois que isso acontece. Mas, para os que gostam de encontros inusitados e procuram parceiros sexuais, a empolgação mantém-se por mais tempo.
A busca de uma identidade e a sensação de pertencer a um grupo é mais do que normal, é quase necessária. E isso não vai mudar nunca, daí o sucesso dos sites de relacionamento. No entanto, o mundo não é apenas feito de pessoas de boa índole e muitos usam a internet para falar mal dos outros, lançar ofensas ou mesmo procurar informações nefastas. Há pouco tempo, os jornais noticiaram um jovem que matou a namorada depois de trocar informações numa comunidade do Orkut sobre armas. Existem casos de fotografias de mulheres que, são manipuladas em fotomontagens e colocadas posteriormente em sites pornográficos. Existem vários especialistas em sequestro que fazem pesquisas intensivas nos perfis para identificar os locais que a pessoa frequenta, a casa onde mora e ter uma noção do seu estilo de vida. È por essas e por outras que os peritos em Orkut aconselham: não publiquem fotos de corpo inteiro e prefiram ângulos que fujam do convencional. Fotos de filhos e crianças nem pensar. Apesar da página inicial do Orkut defini-lo como uma comunidade online que conecta pessoas por intermédio de uma rede de amigos confiáveis, lembrem-se que são milhões de pessoas. E nem todos são bisbilhoteiros inocentes como nós.