
No domingo passado, fui surpreendido por este trecho da coluna da irreverente jornalista
Eliana Lima, publicada na
Tribuna do Norte.
Solução
Diante da falta de homens – com H, diga-se - na cidade, cresceram ainda mais as vendas de apetrechos para, digamos assim, carreira-solo, em sex-shop.
Não só em Natal, mas de outras cidades - algumas mulherres carentes aproveitam viagens para trazer na bagagem mimos que saciam desejos...
Viiixeee...
Dificuldade
A situação está tanta que até hoje não se descobriu quem afanou os vibradrores da Secretaria de Saúde, que serviam para demonstração do uso correto da camisinha, nas atividades do programa DST (doenças sexualmente transmissíveis) Aids.
Prazer
E dia desses, a Abelhinha estava na fila para passar sua bagagem de mão no raio-x do aeroporto.
Ficou curiosa com a cara de espanto do funcionário ao abrir a bagagem de uma conhecida da sociedade, e lançou seus olhos antes do fechamento rápido da bagagem, e entendeu o tamanho do susto: um vibrador bem-dotado de modelo original...
A dona? Vermelha de vergonha...
Hum-rum... Depois de retomar o fôlego, decidi analisar com maior profundidade este fenómeno de carência sexual que está a deixar as mulheres potiguares à beira de um ataque de nervos.
Antes de mais, convém salientar que, em dez anos, a diferença entre o número de mulheres e homens cresceu para 4,3 milhões no Brasil (57% em relação há dez anos atrás), segundo os últimos dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Deixando de parte as estatísticas, existem diversas hipóteses que será conveniente analisar. Logo à partida, estas informações parecem ser pouco abonatórias para a ala masculina da cidade. Das duas uma. Ou existe um número excessivo de mulheres ou os homens não estão a dar conta do recado. Assim sendo, nos próximos tempos, temo que haja um aumento do número de lésbicas em Natal, ou então, o comércio de artigos eróticos terá um enorme crescimento. Sinceramente, prefiro a segunda hipótese e tudo indica que encontrei um excelente nicho de mercado que poderei explorar no futuro. Não se espantem então que, daqui a pouco tempo, eu vos comunique a minha mudança de ramo de actividade.
Porém, a minha vivência social por aqui faz-me acreditar que esta síndrome talvez não seja provocada pela falta de homens ou fraco desempenho sexual dos mesmos. Na realidade, o que uma parcela destas mulheres lamenta profundamente é que o seu princípe encantado não apareça montado num carro importado, não possua moradia em bairro nobre e não tenha um rendimento acima da média. Esta tríade de elementos ainda é um poderoso afrodisíaco por estas paragens em detrimento da inteligência, beleza, bons modos ou elegância que elas tanto gostam de enumerar. Esse parece-me ser o grande problema que está a motivar tamanha carência, porque homens voluntariosos e mínimamente decentes não deverão faltar.
Como se costuma dizer: "Para o Inferno só de carruagem". Enquanto isso, as sex-shops vão facturando na Cidade do Sol...