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segunda-feira, 16 de abril de 2007

Macau


A praia ao cair da noite.

Uma bela miragem.

A energia eólica tem sido uma das apostas na cidade.

As famosas salinas da região.

Um dos barcos da numerosa colónia de pescadores.

A entrada da cidade.

Localiza-se na Microrregião Salineira, a 180 km de Natal, sendo o maior produtor de sal do Brasil e um dos maiores do mundo, com alta qualidade e pureza. As monumentais pirâmides de sal marinho formam um belo e inesquecível cenário, que encantam turistas e inspiram poetas. Do solo macauense brota petróleo nas bacias marítima e terrestre, tornando a região salineira pólo de investimentos.
Macau possui praias calmas e límpidas, formando, assim, um complexo natural e paradisíaco para a prática de banhos e de desportos náuticos. Para os amantes da gastronomia, Macau possui uma rica e eclética culinária marinha a base de camarões, lagostas, sururus, ostras, búzios, caranguejos, siris e peixes para todos os gostos, que formam um delicioso e inesquecível cardápio.
O turista poderá encontrar no destino colónias de pescadores, onde terão um contacto directo com os nativos, suas tradições e costumes. O município tem uma vocação festiva, realizando um dos maiores carnavais do Rio Grande do Norte, além de duas grandes festas do calendário religioso: a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Agosto e a de Nossa Senhora da Conceição, em fins de Novembro e início de Dezembro. Realiza, ainda, a Festa do Sal e do Reencontro, comemorada no período de 01 a 09 de Setembro, juntamente com a emancipação política de Macau.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Touros


Vista nocturna da praia.

Farol do Calcanhar.

Jangada típica do litoral nordestino.

Panorâmica da praia.

Marco de Touros, colocado durante a expedição de Gaspar de Lemos que fazia parte da esquadra de Pedro Álvares Cabral.

Canhões coloniais no centro da cidade.

Pousada Sino dos Ventos, propriedade do cantor Rui Veloso.

Este município tem lugar assegurado na história como o local em que foi implantado o primeiro e mais antigo monumento de colonização lusitana em território brasileiro, o Marco de Touros, segundo a opinião recente de vários historiadores. O passado e futuro fundem-se no cenário que ilustra um dos polos turísticos mais promissores do estado do Rio Grande do Norte. A 89 Km da capital, pela BR 101, Touros tem uma localização geográfica privilegiada, situada exactamente na esquina do continente. Tem as costas da América Latina mais próximas da Europa e da África. Palco de acontecimentos épicos, o município de Touros guarda relíquias e monumentos que remontam a época da colonização portuguesa. Esse paraíso tropical foi baptizado de Touros porque os colonizadores, ao se aproximarem da costa, avistaram uma grande falésia, rochedo negro conhecido hoje como "tourinho", que dava a impressão de esculpir a cabeça de um touro.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Areia Branca









Areia Branca é um dos municípios do Rio Grande do Norte, localizado a cerca de 320km da capital Natal, bem perto da divisa com o Ceará. A sua economia centra-se na extracção de sal marinho e alguma actividade portuária. Apesar de possuir belas e amplas praias, o turismo ainda se encontra relativamente subdesenvolvido, apresentando amplas oportunidades para os mais aventureiros. A grande concentração de veraneantes, dá-se por altura do Carvanal que é um dos mais animados da região. Sejam bem-vindos à Costa Branca.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Ser estrangeiro

Acredito que até agora, tenho transmitido a ideia de um Brasil essencialmente pitoresco e turístico. Muitos de vocês devem-me imaginar com uma vida edílica, percorrendo praias ensolaradas, a repousar na sombra de um coqueiro, rodeado de belas mulheres e com um quotidiano tranquilo.
No entanto, a realidade é um pouco diferente e verifico que a minha adaptação aos trópicos ainda não foi totalmente bem sucedida a caminho de três anos.
A minha visão do Brasil era algo mitificada pelos meus conhecimentos de História, pela literatura e pelas minhas viagens turísticas. Desde logo, verifiquei que o meu estabelecimento por aqui seria árduo e necessitaria de esforços redobrados. O primeiro grande obstáculo, foi a obtenção do visto de residência por intermédio de investimento, que se arrastou por quase um ano, num verdadeiro embate com a complexa burocracia brasileira que não cede um milímetro. O segundo grande choque foi a nível cultural, educacional e de mentalidades. Eu costumo dizer que a única semelhança existente entre o Nordeste brasileiro e Portugal, é o uso de uma língua comum, embora com diferenças substanciais. Natal, foi até meados dos anos 90, uma pacata cidade do litoral nordestino que foi descoberta pela indústria do turismo. As mudanças nos hábitos locais foram algo bruscas e foi com alguma apreensão que verifiquei que uma grande parte da população não soube adaptar-se à nova realidade. Muitos deles revelam-se bastante adversos à introdução de novos elementos culturais e, por vezes, chegam a ser hostis em relação aos estrangeiros residentes. A própria palavra estrangeiro é pronunciada, algumas vezes, num tom claramente depreciativo.
Acredito que seja um sentimento de inferioridade cultural e económica que os faz agir deste modo absurdo.

A cidade cresceu bastante nestes últimos anos e consequentemente surgiram alguns males sociais, muitas vezes associados ao grande fluxo de turistas estrangeiros na região, sobretudo no que diz respeito ao tráfico de drogas, prostituição e aumento do custo de vida. Mesmo aqueles que trabalham directamente no sector turístico evidenciam algum preconceito e uma hospitalidade postiça. Normalmente, o estrangeiro é bem recebido enquanto turista que vem gastar divisas por aqui, mas quando tenta estabelecer a sua vida na região, o cenário muda um pouco de figura, esquecendo-se que muitas das vezes são esses próprios estrangeiros que através dos seus investimentos possibilitam a criação de empregos a nível local. Muitas coisas têm que ser obtidas por troca de favores ou dinheiro, onde a dualidade de critérios é evidente. Aliás, considero extremamente irritante o hábito local de "tirar vantagem", quando qualquer pessoa com quem se lida quer sempre lucrar alguma coisa no mínimo serviço que presta.

O mito da hospitalidade e alegria espontânea do brasileiro, deixa um pouco a desejar nesta região. Os nordestinos são bastante calados, desconfiados e sisudos e notoriamente racistas em relação a negros. Habitualmente, apenas se aproximam de estranhos por conveniência e a própria cidade funciona num estranho processo de conhecimentos pessoais, familiares e troca de favores, onde a corrupção é mais que evidente. Devo confessar, que neste período de tempo, fiz um círculo de amigos muito restrito porque o choque de mentalidades é bastante profundo. Grande parte dos nordestinos são profundamente ignorantes nem se esforçam por conhecer novas realidades, não possuem hábitos culturais, o machismo impera e bebem em demasia, tendo uma noção de lazer e divertimento algo bizarra, sob a minha perspectiva. Mais estranho ainda é que os hábitos mais pacatos e os bons modos europeus são facilmente cofundidos com arrogância e snobismo.

Outro facto que me deixou algo desgostoso, foi verificar que a propagada amizade luso-brasileira tem pouco entusiastas por aqui. Ao contrário de outras regiões do Brasil, que convivem com comunidades imigrantes há muitos anos, o Nordeste teve mais contacto directo com europeus muito recentemente. Noto que existe uma certa inveja do poder aquisitivo que possuímos, das mulheres que se aproximam com mais facilidade e por vezes ainda escuto piadas sobre os supostos abusos cometidos no período colonial português.
O nordestino é pouco solidário com os menos favorecidos e as classes mais abastadas desprezam profundamente a pobreza, revelando um egoísmo extremo. Ainda fico chocado com om tratamento que dão aos empregados domésticos e revelam-se completamente obcecados pelos bens materiais. Existe um verdadeiro culto da ostentação e torna-se extremamente monótono estabelecer um diálogo com essas pessoas. São capazes de ficar horas a fio a falar sobre a casa que compraram, do carro que tencionam comprar ou sobre a herança que receberam, tudo isto com cifões fornecidos ao pormenor. Creio que esta atitude é fruto de uma certa ignorância, de pessoas vazias que desconhecem que este tipo de diálogo é deselegante e enfadonho. E eu que pensava que os portugueses eram o supra-sumo do novo riquismo!

A sociedade local demonstra ser conservadora e fechada em relação às coisas mais insignificantes. Será difícil encontrar apreciadores de música estrangeira, cinéfilos, são incapazes de experimentar uma gastronomia diferente e ainda olham de viés para pessoas que apresentem um visual menos convencional.
Não quero que fiquem com a ideia de um discurso racista e xenófobo. Acho que seria altura de conhecerem o reverso da medalha de um europeu que escolhe viver no Nordeste brasileiro. È óbvio, que também conheci pessoas maravilhosas e educadas, mas é pena que sejam uma pequena minoria. As coisas boas vocês já sabem: um clima estupendo, lindas paisagens, um custo de vida acessível e a possibilidade de serem empreendedores com mais facilidade.
Contudo, costuma-se dizer que as vitórias são mais saborosas em terreno hostil. È isso que tenho tentado fazer, mostrando os meus princípios, educação e valor profissional. E acreditem que nunca imaginei que um português se pudesse sentir "tão estrangeiro" por terras de Vera Cruz. Tenho a sensação que vou desiludir bastante aqueles que ainda têm a ideia de um paraíso tropical deste lado do Atlântico e terei que aceitar comentários adversos dos leitores brasileiros. Acredito que sempre fiz um esforço para me adaptar a uma nova realidade, mas não me podem pedir para abdicar de ser eu próprio...

"Mas hoje, nesta primeira noite, não te quero falar disso. Queria apenas dar-te conta da primeira impressão que sente um inocente português que sai directamente do Chiado para uma aldeia metida dentro da selva e deixada à deriva no meio do Atlântico, à latitude do Equador: sente-se esmagado pela chuva, derretido pelo calor e pela humidade, comido vivo pélos mosquitos, espantado pelo medo.
E sinto, João, uma imensa e desmedida solidão."
in Equador, Miguel Sousa Tavares (Pag.147)

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Em semana de BTL...

Quem se deslocar ao certame é bem capaz de ver algumas destas imagens. O Turismo do Brasil aposta sempre forte no evento de Lisboa, visto que Portugal já é o principal mercado emissor de turistas para o Nordeste brasileiro.