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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Laranjinha


Agora acredito que o Pedro Passos Coelho ganhe as eleições para a liderança do PSD. Apresento-vos a Mandatária para a Juventude da sua candidatura. Se eu fosse social-democrata, o meu voto estaria garantido. Fui seduzido pela franja da menina!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O Tratado da Treta


Se este livrinho não existe, alguém o devia escrever. De certeza que se vendia como pão quente.

Via Jantar das Quartas

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Enfermeiras de Luxo


Gosto deste governo. É verdade que os implantes mamários nas enfermeiras podem não resolver os problemas das listas de espera, mas tornam a espera muito mais tolerável.
Com enfermeiras destas até eu vou para as listas de espera!

Via 31 da Armada, a propósito desta notícia

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Euroalternativos

Islândia

O Portugal pós-UE tornou-se um lugar estranho para mim. O facto do progresso ter passado ao lado do país é ilustrada pela mistura de eléctricos antigos e bombas de incêndio dos anos 20 com a invasão maciça de automóveis topo de gama. A tardia mas inteiramente merecida oportunidade de actualização, simpaticamente apoiada pelos parceiros europeus, veio aniquilar boa parte das qualidades do Portugal tradicional. Em meados da década de 80, os governantes foram incapazes de conceber um projecto nacional, no sentido de ter um pensamento substancial e estratégico para Portugal. Que país depois do final do Império e na conjectura interna e externa dessa década? Não só que economia, mas que política, que defesa, que aliados, que função, que grandes objectivos? E qual a linguagem mobiliadora? E que valores sociais?
Decidiu-se apostar na adesão europeia como cura para todos os males. Porém, tudo isto foi feito em jogadas de bastidores, longe do debate público e total ausência de referendos. Paralelamente, vários fenómenos culturais foram afectando a sociedade portuguesa de modo nocivo. A cultura tradicional que exaltava, genuinamente, valores comunitários - generosidade, abnegação e solidariedade - substitui-se uma cultura glorificadora de padrões de mediocridade, consumismo, de egoísmo, que tem a sua tradução para as massas, na vulgaridade da produção televisiva "popular".
A pátria portuguesa e o Estado são um valor. Mas entre 1580 e 1640, Portugal, no quadro da união real com Castela, estava subordinado aos interessses globais da monarquia hispânica que lhe sairam caro. Do mesmo modo que em 1974-75, as convulsões político-ideológicas foram pagas com graves prejuízos políticos e económicos, especialmente com uma coisa a que chamram "descolonização exemplar". E actualmente? Será que não estaremos a ser prejudicados por uma entidade supranacional regida por euro-burocratas que não descansaram enquanto não destruíram por completo o nosso frágil aparelho produtivo?
Ilhas Faroé

Os valores, mesmo os políticos, podem, enquanto categorias - a Pátria, a Ordem, a Justiça - transcendem a História.
O importante é que o pensamento português, regressando às grandes linhas e ideiais comunitários, actue com consciência crítica e orientadora das soluções e projectos necessários à Nação.
Não serei um adepto do orgulhosamente sós ou da transformação do país numa espécie de Albânia da época comunista. No entanto, contra a corrente, mantenho-me firme nos meus ideais nacionalistas, tradicionalistas e grande apologista da alternativa atlântica como espaço económico alternativo. Para muitos serei um extremista, portador de ideologias perigosas ou um mero utópico.
Mesmo assim, ainda consigo apontar alguns exemplos no cenário europeu que me agradam no seu modelo governativo, independência e apego às tradições. Todos eles têm origem no Norte gelado e longe de serem territórios de grande importância geopolítica.
Em primeiro lugar indico a Islândia, povoada por descendentes de colonos noruegueses que ocuparam esta ilha situada no meio do Atlântico Norte antes do ano 1000. Os islandeses, os menos de 300.000 que o são, vivem num isolamento esplendoroso e não querem ter nada a ver com a União Europeia. Falam o norueguês antigo, a língua dos vikings, tratam-se pelo nome próprio (e é assim que estão registados na lista telefónica) e comem testículos de carneiro que empurram com uma poção violenta chamada "Morte Negra". Que eu saiba, não são regidos por nenhum ditador e toda a população ususfrui de um bem estar material muito satisfatório.
Outros exemplos curiosos, são os territórios atlânticos da Gronelândia e das Ilhas Faroé pertencentes à Dinamarca. Ambos possuem o seu próprio parlamento local, sendo Copenhaga responsável pela defesa, pela política externa e pela moeda comum. Os gronelandeses aderiram à UE em 1973, tendo-a abandonado seis anos depois, enquanto os cerca de 40.000 habitantes das Ilhas Faroé nunca aderiram. Será isto independência excessiva?!
Obviamente que são regiões em nada comparáveis a Portugal mas servem como testemunhos da existência de vias alternativas de construção europeia. Afinal de contas, existe vida, harmonia e prosperidade fora da influência dos radares de Bruxelas e Estrasburgo.
Gronelândia

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Quem te viu e quem te vê...


Na década de 90, aderi entusiasticamente ao CDS/PP juntamente com alguns amigos meus. Fomos seduzidos pela dupla dinâmica Monteiro-Portas que tinha tomado de assalto, a direcção de um partido praticamente moribundo. Os discursos nacionalistas e anti-federalistas faziam todo o sentido naquela época. "Uma Europa de Nações", bradavam os jovens turcos. Em matéria de defesa, segurança e luta contra o crime, o CDS/PP advogava os princípios que faziam parte de uma tradição realista e conservadora.
Na política social, a exigência de um mínimo ético de solidariedade, que todos devemos aos nossos compatriotas - exigência cristã e de elementar compaixão e humanidade - equilibrava-se com uma forma realista e responsável de financiar tais gastos com equidade.
Estas bases programáticas e a confiança nas convicções dos líderes do CDS na época, fizeram-nos abraçar uma militância activa. Após as eleições de outubro de 1995, em primeira análise, a não obtenção dos dois dígitos percentuais, que fora uma espécie de marca simbólica de sucesso, foi compensada, por uma ultrapassagem do PCP, tornando-se o terceiro partido nacional. Passada a barreira da sobrevivência, que tinha de ser alcançada como foi - com agressividade, com risco, algum popularismo e partir de loiça - não se conseguiu construir uma imagem sólida de partido de direita. Preferiu-se enveredar pela espectacularidade táctica, acrobacias mediáticas, vedetismos e o partido estilhacou-se em diversas facções que e canibalizaram entre si.

No final da década de 90, ficou claro para mim e para os que me acompanhavam, que a pequena política que se fazia no Largo do Caldas não era compatível com a nossa noção de ética e de vida partidária. As pequenas vaidades, a sabotagem e intrigas absurdas fizeram-nos desacreditar no partido que nos mobilizara. No entanto, optei por um recuo táctico e aguardar que novos ventos soprassem nas hostes populares. De nada adiantou. A gota de água que viticinou o meu afastamento total - embora ainda tenha o meu cartão de militante - deu-se quando vi figuras execráveis como João Almeida, João Rebelo ou até mesmo uma figura obscura como José Lino Ramos - ex-Governador civil de Lisboa - assumirem posições de destaque.
Anos mais tarde, digamos que a prestação dos populares no Governo de coligação com o PSD também não foi particularmente brilhante e o partido foi-se afundando cada vez mais. O avanço prematuro de Paulo Portas para mais uma liderança está-se a revelar desastroso, os quadros de valor debandaram e jamais se conseguirá reunir as condições favoráveis de 1995.
Sou um homem de direita, este panorama não me agrada mas prevejo que o CDS/PP não irá sobreviver às eleições de 2009. As cores azuis e amarelas serão varridas do mapa político português. Lamento, porque acredito que os partidos políticos são a necessariamente locais de debate, de planeamento e a única forma democrática de atingir o poder. Actualmente, considero-me orfão político e não me consigo rever em nenhuma cor partidária, numa época em que o país necessita, mais do que nunca, de políticos de fibra para evitar o declínio total de Portugal ainda embriagado por uma falsa noção de grandeza que a UE nos injectou.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Clodovil Hernandez


Quarto deputado federal mais votado de São Paulo na eleição de 2006, com 439951 votos, destaca-se pelas inúmeras polémicas que tem causado no congresso brasileiro. Gay assumido e figura mediática, evidencia dificuldades para conter a sua língua viperina. Porém, não são raras as vezes, em que se excede nas suas declarações absurdas. Destaco um depoimento dado a uma rádio sobre o 11 de Setembro. Clodovil disse que o ataque foi arquitectado pelos próprios norte-americanos: "Evidente que foi armado pelos americanos. É como o Holocausto: você acha que não tinha nenhum judeu manipulando isso por debaixo do pano?"
O que esperar da política de um país onde existem estes seres bizarros?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Prémio "Declaração do Ano"


"Machista alagoano, o bobo do Renan Calheiros não fez vasectomia e dançou. Agora foi se esconder debaixo da saia da mulher. Bobocas, cuidado com elas, nós somos "gastosos" e não gostosos. Pelo menos façam vasectomia. Eu já fiz."
Roberto Jefferson, Presidente do PTB

domingo, 6 de maio de 2007

O Polvo Socialista


O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, foi citado por um dos empresários portugueses detidos no Rio de Janeiro, no âmbito da ‘Operação Furacão’, que desmantelou uma rede de branqueamento de capitais, conforme anunciou o Expresso on-line. Fonte da secretaria de Estado disse que António Braga conhecia Licínio Soares Bastos (um dos detidos) de quem tinha as “melhores referências”.
Jaime Garcia Dias, advogado e um dos detidos pela Polícia Federal (PF) brasileira no caso da "máfia das sentenças", foi escutado a conversar com o pai, dizendo a este que o secretário António Braga poderia ser um contato para desembargar uma obra em Portugal.
Na conversa, que consta do relatório da PF a que o jornal Expresso teve acesso, foi feita uma referência a um presidente de câmara socialista da região de Braga. No processo foram detidos dois portugueses: Laurentino Santos e Licínio Soares Bastos, nomeado, em 2006, Cônsul Honorário em Cabo Frio (onde reside um número insignificante de portugueses, não justificando a implementação de serviços diplomáticos).
O jornal Público divulgou ontem que o PSD deve exigir esclarecimentos por parte do PS “com urgência”, sobre as ligações dos socialistas aos detidos no Rio. O grupo é acusado de, a partir do Brasil, negociar sentenças judiciais e decisões políticas para beneficiar casas de bingo e de máquinas de jogos de azar.
Segundo as investigações, o português Licínio Soares Bastos, é um dos maiores financiadores do PS no Brasil e suportou grande parte das despesas da campanha do candidato socialista ao círculo fora da Europa nas legislativas de 2005, Aníbal Araújo.Licínio é também proprietário do imóvel onde está instalada a sede do PS na Barra da Tijuca (RJ). O empresário viria a ser nomeado cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, um ano depois de José Sócrates chegar ao poder, mas o processo nunca chegou a ser formalizado junto do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
A Polícia Federal brasileira suspeita que o português fosse o intermediário do grupo nas negociações para abrir casinos em Portugal e no Brasil. Numa das escutas anexadas ao processo, outro detido, o advogado e empresário Jaime Garcia Dias, admitia ao vice-presidente da Associação dos Bingos do Rio de Janeiro, José Renato Granado, que estava em Portugal reunido com deputados e que as despesas da estadia estavam a ser suportadas “pelo presidente da câmara”. Na transcrição da escuta, o empresário brasileiro nunca revelava o nome ou o partido dos deputados e do autarca.
José Cesário, deputado do PSD e antigo secretário de Estado das Comunidades, disse que o PS e o Governo têm de “clarificar esta situação com urgência”, referindo que é o nome de Portugal e das comunidades portuguesas “que está em risco”.
Algo vai mal na República Socialista! O rol de mentiras dos governantes está-se a tornar demasiadamente grande. Por enquanto, o agente 0069 mantém-se no terreno, na expectativa de novos acontecimentos nos trópicos.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

O pecado de Paulo Portas


O regresso de Paulo Portas à política activa transformou-se na telenovela preferida da direita portuguesa. Nobre Guedes ameaçava avançar para a liderança do CDS, mas prometia sair da frente assim que Portas aparecesse na esquina. Nuno Melo, líder da bancada parlamentar portista, não escondia, em entrevistas, o inconsolável saudosismo pelos tempos idos do ex-líder.
E até o episodicamente ressuscitado Santana Lopes, trazendo no bolso a ressurreição do famigerado Partido Social Liberal («Admito que possam acontecer mudanças no sistema partidário do centro-direita», avisa, lembrando que não assinou «um contrato de jura eterna com o PSD»), fala num ressurgimento de Portas que poderá dar «origem a fracturas irreversíveis» à direita.
Este sebastianismo recauchutado para o regresso de Portas depara-se, contudo, com três problemas. Primeiro, os portugueses ficaram devidamente vacinados com o espectáculo da dupla Portas/Santana na governação do país. E expressaram-no, de forma exuberante, nas eleições legislativas, ainda recentes, de 2005. Segundo, as próximas legislativas só ocorrem no final de 2009. Alguém, no seu perfeito juízo, como Portas, se daria ao trabalho e ao ónus de fazer cair já Ribeiro e Castro da liderança do CDS, para aí ficar a aboborar e a desgastar-se politicamente durante três anos? Pelos vistos, parece que sim...pela evolução dos últimos meses, sou levado a acreditar que Portas nunca leu A Arte da Guerra.
Terceiro e insuperável problema: Paulo Portas escolheu, ao debutar politicamente, o partido errado. O pequeno CDS nunca poderá satisfazer os limites da sua ambição política. Ambição que o levou a ir para deputado, a depor Manuel Monteiro da chefia do CDS, a aceitar um acordo com o abominável Durão Barroso, a permanecer em palco de braço dado com Santana Lopes. O final não foi feliz.
Mas o pequeno CDS apenas tem para lhe oferecer uma restaurada reposição desse filme menor. E o mesmo papel subalterno. Portas escolheu o partido errado. É esse o seu pecado original.
Eu só sei, que deixei de me rever naquele que foi o meu partido durante vários anos. Nunca tive medo de me assumir como um homem de direita e monárquico, mas sinto-me orfão a nível partidário e creio que assim irei permanecer durante muito tempo. Só lamento o tempo que perdi neste partido, durante o meu período de militância mais activa...

Actualmente, como já deveria ter sido feito em meados da década de 90, urge marcar uma prioridade nacional e não deixar o país avançar (mais ainda?) em caminhos irremediáveis de auto-destruição de soberania - monetária (essa já foi), política ou mesmo militar - por acordos leoninos, por seguidismo bacoco ou optimismo cego, de que seremos defendidos, alimentados, vestidos e apaparicados por nações vizinhas, sem nada em troca!
Nestas coisas, a responsabilidade de risco é fundamental e os efeitos preversos da euforia, deram já, em trinta anos uma "exemplar" descolonização e uma obscura socialização pós-25 de Abril. Hoje, verifico que já se atingiu uma "exemplar" integração europeia que estagnou a economia de Portugal, grande parte por culpa de Governos inoperantes e por uma classe empresarial mal formada.
Durante estes anos, os políticos ignoraram quase por completo a nossa tradicional vocação atlântica que poderia criar uma interessante dinâmica empresarial, em funcionamento paralelo ou alternativo à UE. Acredito que seja mais uma batalha perdida. O Brasil com o seu enorme potencial de mercado e até mesmo os PALOP, já possuem fortes acordos económicos com outros países.
Portugal necessita mais do que nunca, de políticos de fibra e claramente empreendedores. No entanto não será com um CDS/PP com uma indefinição ideológica e eleitoralmente quase moribundo que chegaremos lá. Muito menos com aberrações folclóricas do tipo PNR que pretende ignorar todo o passado histórico de uma nação, colando-se a modelos xenófobos importados de outras paragens.
Faltou-nos um debate sobre um projecto para Portugal. Mas é certo que o "povinho" sempre preferiu alienar-se com futilidades e os governantes foram agindo a seu belo prazer. "A política é uma seca" - diz muita gente da minha geração. Bom, então deixem o barco afundar de vez e depois não se queixem "que isto está mau"...
Bem sei, que me podem acusar de ser um mero expatriado, puramente teórico e que agora se limita a lançar umas bolas para o pinhal. Mas é justamente esse distanciamento que me permite ver com maior clarividência, o abismo em que Portugal se encontra. Apelo aqui a todos, que se preocupem mais com o que se passa à nossa volta a todos os níveis e, que participem pela via política ou cívica de formar a mudar os rumos da nosso país.