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terça-feira, 27 de março de 2007

Memórias do Lumiar


Janela da casa da minha avó, no Paço do Lumiar. Edifício do século XIX.

Pormenor da fachada de um dos vários palacetes do Paço do Lumiar. Este era pertencente à família dos banqueiros Espírito Santo.

Painel de azulejos (sec.XIII) na Quinta dos Azulejos, localizada nos terrenos pertencentes ao Colégio Manuel Bernardes no Paço do Lumiar.

Largo da Igreja do Lumiar (sec.XIII), com a fachada do Museu do Traje como pano de fundo.

Rua Direita do Paço do Lumiar. Um bom exemplo de alguns restauros que têm sido feitos em imóveis do bairro.

Capela de S.Sebastião (sec.XVII), no Paço do Lumiar. Necessita de urgentes obras de restauro.

O belo Parque Monteiro Mor, anexo ao Museu do Traje. Um óptimo lugar para relaxar um pouco, namorar ou lêr um bom livro.

Uma das poucas colectividades de bairro que resistiram à modernidade.

Azinhaga do Jogo da Bola - Paço do Lumiar

Este é um dos meus bairros preferidos de Lisboa. Aqui reside a minha avó e grande parte da minha família materna. Outrora foi local de residência da nobreza, facto comprovável pela existência de vários palacetes e aqui se localizava a zona rural da cidade, onde se cultivavam vários produtos que abasteciam os mercados da capital. Os anos foram passando, as urbanizações cresceram, o campo foi dando lugar ao betão, mas algumas áreas ainda conservam aquela magia de uma Lisboa de outros tempos. Aqui morei os primeiros dois anos da minha existência. Uns anos mais tarde, incentivado pelo meu avô, fui aprendendo a dar os meus primeiros pontapés numa bola e surge a minha paixão pelo Sporting, com as primeiras idas ao Estádio de Alvalade que fica logo ali ao lado. Doces memórias...

quinta-feira, 22 de março de 2007

Vamos jantar?



Numa das colinas de Lisboa, perto de jardins verdejantes e zonas de típica arquitectura, a fachada simples do Restaurante Clara encerra um espaço de calma e requinte onde se cruzam a melhor tradição e a necessária modernidade.
Além de uma variada cozinha - algumas vezes premiada - e de um serviço de superior qualidade, o Clara oferece uma espaçosa sala (aquecida no Inverno por uma acolhedora lareira), que se prolonga num aprazível jardim, sempre apetecido nos dias de calor.
Como alternativa, a gerência põe à disposição dos seus clientes um luxuoso bar, ideal para encontros de negócios, e uma sala privada para situações em que se requer maior intimidade.
Hoje apetecia-me reunir um simpático grupo de amigos, para um jantar e ficar horas a fio na conversa. Esta seria a minha escolha para este dia. Um excelente restaurante que tive o previlégio de conhecer na minha última viagem a Portugal. A simpatia, o charme e a arte de bem receber da sua proprietária Célia Pimpista são apenas um bónus para uma noite bem passada. Na impossibilidade de me deslocar até Lisboa neste momento, que tal ficarmo-nos por um brinde virtual?

Restaurante Clara
Campo Mártires da Pátria, nº49 - Lisboa

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Quando os euros não pagam as expectativas



"Marco, Paula, Margarida, Inês e Bruno não constam do número de licenciados inscritos nos centros de emprego. Eram 42 mil em 2005. Marco, Paula, Margarida Inês e Bruno têm entre 23 e 30 anos, têm uma licenciatura, têm um emprego, mas nenhum dos cinco exerce a função para a qual recebeu formação. Rima. Rima também com frustração e uma lista de sacrifícios para que ao fim do mês sobre alguma coisa e não falte estímulo para continuar à procura de um lugar compatível e que alguns, apesar de tudo, acham que o mercado ainda tem para lhes dar.
Escusado será dizer que, dos cinco, nenhum tem é independência. Essa não se compra com 300, 400, 500 ou mesmo 600 euros, sobretudo quando se vive em Lisboa e se quer comprar casa e carro. Nenhum conseguiu. Apesar do curso superior, o tal canudo que, como refere Inês, "os governantes e os pais" lhes vendem como garante de um futuro mais digno.
Marco, Paula, Margarida, Inês e Bruno são uma pequena amostra num imenso universo que falta quantificar. Sentem-se rejeitados por um mercado que não os aceita como trabalhadores, mas que os aliciou com o eldorado que poderia representar uma licenciatura. Licenciaram-se e agora trabalham como caixa em supermercado, vendem material de escritório, desgravam entrevistas que outros fazem, trocam o dinheiro que outros têm. Houve quem no meio de tudo isso, desta lengalenga que é o entra e sai em trabalhos precários, descobrisse outros gostos, outras motivações, mas as habilitações continuam a ser a mais para o menos que levam para casa ao fim do mês.
Marco, Paula, Margarida, Inês e Bruno são um retrato. Pessoal. Irrepetível por si. Mas têm reflectidas neles as frustrações de outros.


Margarida Ferra
Transcrição de entrevistas
300 euros
29 anos
Licenciatura em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa


Quando tenta arranjar um termo que defina o trabalho que faz, Margarida Ferra, 29 anos, recorre à expressão de um amigo. "Ele diz que sou uma mulher-a-dias do texto." Complexo de inferioridade? Nenhum. "Não encontro melhor definição", atira, no sorrir aberto de quem se incomoda pouco em limpar impurezas e repetições, em lidar com as palavras dos textos dos outros que sabe não serem, muitas vezes, as que usaria se a assinatura fosse sua. Mas não é. Ela ouve e transcreve. Tal qual. Expressão a expressão. Excepto quando lhe dão liberdade para fazer alguma tarefa de edição e livrar-se da "palha", substantivo que nestes domínios designa o que não acrescenta nada à mensagem. Mas Margarida acaba por confessar: "Estou nos bastidores, mas gostava de estar um bocadinho mais à frente..."
Margarida desgrava entrevistas, depoimentos, dissertações. Ganha à hora. Uma hora de gravação equivale a... pouco. Defina-se, então, "pouco": em 2005 ganhou cerca de 400 euros por mês, em 2006, a média, somados todos os recibos verdes que passou, não foi além dos 300. Não se queixa. "Este ano está a aparecer mais trabalho." Talvez chegue aos 400 euros novamente. Confessa que precisaria de mais 200 para conseguir "comprar umas roupas, ir mais vezes jantar...". O seu orçamento dá uma pequena ajuda em casa. Com o grosso das despesas a cargo do marido, ela paga à empregada para lhe "organizar a casa uma vez por semana", paga para lhe passarem a roupa a ferro, paga a conta do telemóvel e a Segurança Social. O que sobra? Nada. "É incrível ter de pagar 150 euros por mês por ter facturado em 2004 o equivalente a nove salários mínimos. É um convite a não fazer nada", indigna-se.
Como trabalha em casa, não gasta em transportes e tem tempo para os dois filhos. Bebés de dois anos e quatro meses, respectivamente. A Alice e o Pedro, que dormem a sesta numa tarde de chuva em que não se houve um ruído no apartamento onde vivem, num bairro popular de Lisboa.
Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, Margarida, na hora de escolher uma especialização, soube o que não queria. E não queria a vertente "jornalismo", sentia que não tinha "bagagem" para se aventurar no cinema, e a televisão não era um projecto que encarasse. Optou por "comunicação e cultura", coisa vaga, concede, mas que lhe permitia não se afastar do que gostava. Os livros.
E enquanto fazia o curso, foi fazendo outras coisas. Trabalhou no IPJ, escreveu para várias publicações, como o Jornal de Letras ou a revista dos Artistas Unidos, fez revisão de texto. Ganhava à peça. Fixo, só quando foi para uma galeria de arte ou esteve na Clepsidra, livraria especializada em poesia, com porta aberta em Massamá. Era lá que Margarida fazia o que mais gosta. Vender livros, aconselhar, falar de livros mesmo com quem nada sabe deles. Mais tarde haveria de ir para a Barata, de Campo de Ourique, fazer o mesmo até que se cumpriu o princípio do seu grande projecto: "Ser mãe de dois filhos antes dos 30." No início de 2005 nascia Alice. No Verão de 2006 haveria de nascer Pedro.
O projecto cumpriu-se. Além de lidar com as palavras dos outros, Margarida gostava agora de apostar nas dela. Até porque de tanto desgravar entrevistas foi aprendendo a técnica de as fazer. E gostava de tentar a reportagem. Escrever em casa, por agora, enquanto Pedro faz a sesta e Alice fica no infantário... Ah!, e se pudesse, fazia uma pós-graduação em Letras e um curso de espanhol, porque descobriu que gosta de traduzir, e...

Marco Afonso
Funcionário de uma casa de câmbios
650 euros
27 anos
Licenciatura em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE, terminada em 2006


O tempo está contado. Uma hora e 15 minutos de bocejo em que Marco funciona como um autómato. Gestos mecanizados que o levam de um barco a um autocarro e, finalmente, a um comboio. Começa no Barreiro, acaba no Cacém. Doze horas depois, regressa. O ciclo repete-se. Mais uma hora e 15 minutos de sonolência para um percurso inverso em que a música do leitor de MP3 sempre ajuda a matar o que resta de um dia que começou bem cedo, antes das sete da manhã.
Feitas as contas, são doze horas diárias de trabalho numa casa de câmbios - horário sem pausa -, a que há a somar mais duas horas e meia de transportes. Prosseguindo nas contas, 14 horas e meia resultam em 650 euros no fim do mês, mais prémio menos prémio, e descontados os impostos.
Pouco dinheiro? Demasiado tempo? Tudo depende das expectativas. As de Marco Afonso, 27 anos, eram maiores. Não tanto em relação ao salário, nem ao dispêndio de um tempo que dá para pouco mais do que cabecear junto às várias janelas que ligam um su-búrbio a outro e sem reter vistas da cidade. "Já tentei ler, mas não há concentração possível. O cansaço vence-me", desabafa. Sobram-lhe as folgas para fazer o que gosta. "Dois dias de trabalho dão direito a dois dias livres", diz, com o sorriso da "compensação possível" para quem queria era poder ter uma palavra a dizer em matéria de "programação cultural".
Licenciado em História Moderna e Contemporânea pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Marco Afonso "queria mesmo era trabalhar numa autarquia", confessa, manuseando um cigarro que não acende, mas do qual não retira o olhar. É refúgio para uma frustração que o riso vai temperando. "Mandei uns 15 currículos para outras tantas autarquias e tive apenas duas respostas." Um, não obrigado, dito duas vezes. Pouco eco para quem esperava pelo menos a convocação para uma conversa. Não houve. E um amigo arranjou-lhe um emprego para ganhar algum dinheiro, poder sustentar-se. Até...
É que Marco Afonso teve 13 mensagens sem feedback e duas respostas negativas, mas isso não chega para o fazer desistir do que quer. "O meu sonho é trabalhar no departamento de cultura da Câmara Municipal do Barreiro". E o cigarro lá continua a mudar de uma mão para outra, sem que o sorriso se desfaça. "Acho que vou conseguir." Não sabe quando. Por enquanto trabalha dois dias sim, dois dias não a lidar com o dinheiro dos outros e a gerir o seu. Dos 650 euros que leva para casa, 220 vão para a prestação do carro, que optou por não levar para o trabalho. "Se fosse de carro gastava uns 120 euros em gasolina. Nos transportes gasto 50 euros, preço do L123". Depois há o resto. O tabaco, um ou outro CD, cinema, algumas saídas à noite. A casa e a alimentação ficam por conta dos pais, com quem vive, fora os dias em que fica com a namorada. No fim do mês sobra sempre qualquer coisa. Uns 80 euros e a certeza de "ter de" comprar uma casa sua... "Mais tarde", atira. Afinal, há colegas meus que conseguem..." É que a vida dá muitas voltas, tantas quantas o cigarro deu nas suas mãos.

Inês
Relações Públicas
560 euros
30 anos
Licenciatura em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, terminada em 2001


Inês gosta do que faz. Mas Inês não diz o resto do nome. Chama-se Inês e trabalha com livros. Resumo biográfico para uma identidade inconformada. Inês gosta do que faz e vai sempre sublinhando esse gostar num discurso onde a mágoa fica por conta dos sacrifícios que tem de fazer só por fazer o que gosta. Lengalenga. É que as vezes a vida é uma lengalenga. E Inês olha a sua um pouco assim.
Não foi para trabalhar com livros que Inês, 30 anos, fez uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Não. Inês queria mesmo era ser jornalista e ainda andou pelos regionais. Aliás, só andou pelo regionais. Jornais regionais que pagavam mal e exigiam disponibilidade total. Sempre assim. "Ah, e invariavelmente pagavam mal." Impossível para quem tem aspirações a uma vida além de uma secretária e de um computador que lhe garantia ao fim dos mês 423 euros. Por isso Inês foi saltitando. Sempre na esperança de encontrar um sítio mais estável. "O que é isso?" Ela pergunta, mas ela nunca chegou a saber a resposta. Pelo menos no jornalismo. Por isso não hesitou em aceitar lugar numa editora quando essa oportunidade lhe surgiu.
Relações públicas, copy, assessora de imprensa... Os livros são o seu metier de segunda a sexta, das nove às cinco, com meia hora para almoço. Gosta. Diz mais uma vez. Nunca pensou gostar tanto, insiste. Mas não flecte. Não se curva ao facto de receber 560 euros que leva limpos de impostos. Não lhe chegam, por exemplo, para viver na casa que comprou, "sabe lá com que dificuldade! Que banco dá crédito a quem ganha o que eu ganho?" Conseguiu um apartamento de 85 mil euros, na Moita, que está a pagar a 46 anos, a meias com o namorado, e que lhe leva uma prestação mensal de 400 euros.
Uma casa muito longe de Cascais, onde sempre viveu e onde vive ainda durante a semana, em casa da avó, porque o que ganha não lhe daria para os transportes, nem para as contas que sustentam uma casa própria. Vai pagando a prestação e juntando o que sobra para ir comprando móveis para a casa da Moita onde por enquanto só passa os fins- -de-semana.
Inês tem 30 anos e gostaria de não ter de viver assim. Porque, afinal, trabalha no que gosta e gostaria de poder continuar a fazer o mesmo: Edição. Mesmo assim revolta-se. Contra um "sistema" que lhe fez acreditar no que veio a confirmar ser uma impossibilidade. "Quem tira uma licenciatura pensa que é garantia para qualquer coisa de bom. Era isso o que nos diziam os governantes, era isso que nos incutiam os nossos pais."
Inês, a Inês que trabalha com livros e gosta do que faz, só não gostou que lhe tivessem "mentido" um dia quando lhe fizeram crer que podia ser jornalista e viver bem disso. "Bem é com dignidade", define. Sem ter de contar todos os tostões nem poder pensar em fazer grandes projectos. Os normais na vida. Casar, ter filhos...
Inês, que trabalha com livros, sente-se enganada e faz-se ouvir nesse protesto. Apesar de ter descoberto que pode haver gosto em fazer outra coisa, acha que as habilitações que tem, o investimento que fez na sua formação, lhe dariam para ter a tal "dignidade". Não pensar duas vezes quando lhe apetece comprar uma revista, não poder passar um fim-de-semana fora... "A taxa de esforço é bastante grande. No fim do mês não sobra nada..."

Bruno Leonardo
Vendedor
675 euros
23 anos
Licenciatura em Sociologia pelo ISCTE e frequência de mestrado em Comunicação


"As minhas namoradas têm sorte. Às vezes escrevo-lhes poemas e elas ficam sempre um pouco espantadas." Bruno confessa a poesia como se de um segredo. Um dom, a palavra que lhe sai sempre fluida, sem gaguez ou hesitação, escrita ou falada. E não há poemas sobrepostos porque namoradas, só uma de cada vez. O riso é de puto, mas o discurso sai coeso.
Bruno queria escrever, fazer jornalismo, mas, acima de tudo "queria comunicar". Na televisão, de preferência. Nada de surpreendente na sua geração. Mais inusitada "é a cena da poesia". Inesperada, pelo menos, para quem a recebe, sem aviso, de um rapaz de 23 anos, roupa desportiva, olhar irrequieto, adrenalina de sobra para trabalhar, fazer um mestrado em Comunicação e praticar desporto diariamente e ainda sair quando dá, andar sempre a correr. "Se não for agora..."
Quando será que Bruno Leonardo conseguirá cumprir o seu sonho? "Ser jornalista desportivo." Não estabeleceu prazos. Encolhe os ombros, mexe nos dedos, que parecem poucos para acompanhar o ritmo com que vai desfiando vontades. É que pelo meio de um percurso tão curto - começou a trabalhar em Setembro - descobriu que pode fazer carreira numa empresa começando como vendedor e sem se sentir frustrado com isso. "Lá está...", diz. E é à facilidade de comunicação - "a tal" - a que se refere. É que um sonho pode levar a outro. Basta que a ambos se apliquem os argumentos que justificam a escolha de um modo de vida. E à comunicação junta-se aqui a vantagem de ser dono do seu próprio tempo, o que só depende da capacidade que tiver para gerir os clientes que encontrar.
Licenciado em Sociologia pelo ISCTE, Bruno está a frequentar um mestrado que o há-de preparar para trabalhar em comunicação. Espera. Aí entram "jornalismo, televisão, rádio, cultura tecnológica da informação". É também no ISTE. "Uma especialização depois de um curso de que não gostei." Assim. Confessado sem um único mas, porque o arrependimento também se finta e afinal sempre houve alguma coisa que se aproveitou ao longo de uma licenciatura que aconteceu não ser a que escolheu. "Não entrei por uma décima na Escola Superior de Comunicação Social." Precisava de 16,5. Teve 16,4. E o que se aproveitou então na Sociologia segundo a experiência de Bruno: os inquéritos. "Disso gostei." De resto, a matéria foi feita de "coisas que não têm muito a ver comigo. Demasiada teoria".
Agora a prática é a de vender material de escritório numa empresa onde pensa que tem meios para progredir. "Fazer carreira", como diz. Porque não? A pergunta é dele. A resposta também. "Tento não idealizar. Ser racional e se me der bem por aqui..." Faz uma pausa, mas não espera perguntas. Prossegue. "Tenho humildade para ver os mais velhos, aprender com eles, e a vantagem de ter mais habilitações. Afinal, sempre tenho uma licenciatura e isso pode ajudar na progressão."
Se financeiramente justificar, Bruno está disposto a sacrificar a escrita, o "trabalho com as palavras para o qual até dizem que tenho jeito" pela carreira comercial. Ganha à comissão. Tira uns 675 euros e pode juntar a isso uns prémios. No mês passado foram mais 300 euros e vai dando para as despesas fixas. Pagar o portátil, o carro, o seguro e as mensalidades do mestrado, que deve andar pelos 2500 euros na totalidade. Como vive com os pais, ainda lhe dá para ir ao cinema, sair à noite e ficar com uns 250 euros de reserva."

Artigo de Isabel Lucas in DNOnline (18/02/2007)

domingo, 28 de janeiro de 2007

Lugares homónimos


E esta iguaria bem que poderia ser servida neste restaurante, que descobri numa das minhas navegações pela internet. Fica localizado em Lagos - Algarve. Parece ser um local bem castiço...