
A queda no movimento do turismo internacional fez os empresários do turismo reunirem-se há dias para reagir à crise. A representação estadual da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH RN) convidou hoteleiros e o secretário estadual de Turismo, Fernando Fernandes, para definir metas “urgentes”, como divulgação, e de longo prazo para o sector, com o planejamento estratégico. Fernandes, porém, acredita que o que falta é maior participação do empresariado na responsabilidade sobre a actividade no estado.
A ABIH RN levantou dados junto à Infraero nos quais Natal regista a terceira maior queda entre os 15 aeroportos mais representativos do país. Os números comparam o ano passado com 2006 e dizem respeito a desembarques internacionais. De acordo com eles, enquanto os terminais de Recife e Salvador tiveram crescimento de 3% e 10,2%, respectivamente, em Natal a queda foi de 12%, perdendo apenas para Campo Grande (MS, -48%) e Maceió (-18%).
Outras informações da estatal colhidas pela ABIH RN dizem que, nos vôos charters, as estatísticas do primeiro trimestre de ano, em comparação ao mesmo período de 2007, mostram que o Aeroporto Augusto Severo registrou queda de 26% do fluxo de passageiros nos pousos internacionais e de 10% nos nacionais. Segundo a ABIH RN, são nos charters onde está “a base do turismo”, aqueles turistas que contratam hospedagem mais longa, transporte e passeios.
Para o presidente da entidade, Enrico Fermi, os números mostram que Pernambuco e Bahia vêm tendo sucesso no uso do planejamento estratégico para o turismo, que o RN ainda não tem. “Isso mostra que quem está tendo êxito é quem está com planejamento, essencial para qualquer tipo de negócio”, comentou. Esse plano foi definido na reunião como principal meta em médio e longo prazo. “É preciso que se faça um planejamento estratégico no mínimo para 10 anos. Não é um plano de governo, é um plano do sector”.
Admite-se que houve queda no fluxo de turistas internacionais, mas com percentuais menores - a pesquisa da Setur de 2007 aponta para uma queda de 14,4% no movimento total de visitantes de outros países, especialmente devido à desvalorização do dólar e da concorrência acirrada com outros países com as mesmas características do Nordeste. Além disso, segundo ele, Recife cresceu porque seus resultados antes eram muito fracos e Salvador baseia-se numa cultura de planeamentos que já dura 20 anos.
"Os atores que fazem a economia do turismo do RN têm que fazer a sua parte. Inclusive empresários de todas as áreas”. O secretário diz que irá fazer uma convocação geral aos empresários que querem cuidar do futuro do turismo no RN.




























