
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Lisboa sem preconceitos (e sem roupa)

A carteira recheada de dinheiro abre as portas a uma noite única, num mundo diferente e ilusório. Mulheres, muitas mulheres, bonitas, elegantes e bem arranjadas, são a companhia ideal para homens solitários. Normalmente o ambiente é seleccionado, o que torna difícil encontrar alguém com trajes menos formais. Muita gravata, muito fato de bom corte e bastantes cabelos com gel. O cheiro a perfume também se sente a cada pessoa que passa. As próprias meninas vestem de forma diferente. Os vestidos são provocante q.b., mas têm nível. A forma como elas abordam o cliente também demonstra que têm "escola" e sabem perfeitamente quem é que devem atacar. Geralmente, as presas mais apetecíveis são os famosos ou os que aparentam ser mais edinheirados. A esses, elas pedem bebidas caras e tentam sempre convencê-los a passar uma hora diferente longe dali. Os preços variam, mas nunca abaixo dos 100 euros. O sotaque brasileiro ouve-se em todos os recantos, intercalado aqui e ali pela pronúncia carregada de algumas beldades do Leste Europeu. As bebidas são bastante inflaccionadas e os clientes habituais normalmente optam pela aquisição de uma garrafa de whisky cujos preços oscilam entre os 100/150 euros. Tentei elaborar deste modo, um guia completo da noite de Lisboa claramente vocacionada para o público masculino. Devo adiantar às feministas mais inflamadas que jamais recorri a serviços de prostituição. Todavia, fui durante algum tempo frequentador assíduo de alguns destes estabelecimentos. Movia-me a curiosidade mórbida pelo lado obscuro da noite e a companhia de alguns colegas de trabalho que eram habitués de longa data. Actualmente prefiro locais mais saudáveis e menos dispendiosos. A ordem deste roteiro do red light district lisboeta é perfeitamente aleatória e onde misturei casas com filosofias bastante diferentes. Escusado será dizer, que optei apenas por abordar os estabelecimentos mais credenciados e deixando de parte outros tantos que faço questão de não conhecer.
Elefante Branco - Rua Luciano Cordeiro, 83-A, ao Campo de Santana
Para além dos jantares que serve, onde pontificam excelentes bifes, o Elefante Branco é um mito da noite lisboeta. Durante anos a fio, dominou o mercado, mas recentemente começou a sofrer forte concorrência de outras casas nas proximidades. Contudo, a clientela é selecccionada e a cada esquina do "trombinhas" pode encontrar-se uma cara famosa. O que facilmente se pode constatar pelo parque automóvel estacionado na porta da boite. As moças são topo de gama mas a decoração está completamente obsoleta, fazendo-nos recuar à década de 80. Aqui teve início a derrocada de muitos futebolistas da nossa preça.
Champagne Club - Rocha Conde de Óbidos, armazém 115, Alcântara
Os espectáculos das Champagne Girls em palco são apenas de topless. Quem quiser ver tudo terá que pagar uma onerosa dança privada. A casa orgulha-se de já ter trazido a Portugal uma das maiores strippers do mundo, a norte-americana Roxy Le Roux. Com quase dois metros, esta loira arrastou multidões durante três dias. Ambiente seleccionado e preços exagerados. Bastante frequentado por futebolistas depois dos jogos e numerosos grupos de adeptos de equipas europeias que vêm jogar a Lisboa.
Passerelle - Av. Óscar Monteiro Torres, 8B, ao Campo Pequeno
Outra boite especializada em striptease que foi ganhando fama ao longo do tempo. As bailarinas são todas oriúndas do Leste Europeu e abundam grupos de homens que celebram despedidas de solteiro e empresários nortenhos de visita a Lisboa. Existe um estabelecimento homónimo dedicado ao público feminino. E pelo que consta, também está sempre a rebentar pelas costuras.
Gallery - Av. Duque de Loulé, 47, ao Marquês de Pombal
Estabelecimento de grande sucesso nos últimos anos e que se tornou o principal concorrente do Elefante Branco. Decoração requintada, atendimento personalizado, mulheres escolhidas a dedo e preços pouco simpáticos. Muitos empresários, profissionais liberais, dirigentes desportivos e vendedores de automóveis. Bastante difícil encontrar alguém sem gravata.
Night and Day - Av. Duque de Loulé, 51
Um grande clássico da noite lisboeta. O ambiente é mais popular, elas são pouco seleccionadas e a escuridão assusta um pouco. A decoração ainda deve ser dos anos 70 mas as bebidas têm preços moderados. Frequentado por uma clientela deveras herogénea: taxistas, jornalistas, donos de restaurantes, polícias, informantes e diversos grupos de chineses, cuja presença assídua nunca entendi muito bem.
Tamila - Av. Duque de Loulé, 43
Um discreto clube de striptease que possui das melhores bailarinas de Lisboa. Decoração agradável, ambiente tranquilo e preços inflaccionados. Não são muito receptivos a grupos numerosos.
Boite San-Payo - Rua Rodrigues Sampaio, 36
Nunca simpatizei muito com o local. Um striptease de segunda linha que faz a delícia dos burocratas do eixo Marquês Pombal-Av. República que se desculpam em casa com serões no escritório.
Royal Maxime - Praça da Alegria, 58
Uma autêntica antiguidade da noite alfacinha. Fado, folclores e strip! Dá para acreditar? Muito frequentado por actores da velha guarda e estrangeiros hospedados nos hotéis da Av. da Liberdade.
Hipopótamo - Av. António Augusto de Aguiar, 3A
Um dos sítios de "meninas" com mais tradições. A decoração é a mesma desde 1970 e acredito que muitos dos nossos pais já tenham passado por lá após algum jantar de negócios. As mulheres são de terceira categoria.
Black Tie - Rua Martens Ferrão, 11, ao Saldanha
Um local que recomendo apenas aos mais afoitos. O after-hours onde convergem os piores espécimes da noite lisboeta. Homens visívelmente embriagados, muitas mulheres irritadas porque ainda não fizeram dinheiro e alguma máfia nacional vigiada por agentes da PJ infiltrados. A entrada dá-se por volta das 04h e encerra pelas 08h. Um espaço estéticamente agradável que é estragado por um ambiente extremamente pesado. Os porteiros são uns atrasados mentais que insistem em pedir 25 euros para entrar neste "buraco".
Bar da Tina - Av. Marginal, Estoril
Uma simpática proposta fora do perímetro urbano de Lisboa. As bailarinas de leste são de nível médio, o ambiente quase familiar e a decoração um pouco descatualizada faz lembrar um pub inglês. Os preços também são um pouco salgados. Uma vez disseram-me que era propriedade da esposa do cantor Vítor Espadinha. Será verdade?
Muito mais poderia escrever sobre este tema, mas a prosa já vai demasiadamente longa. A publicação deste post neste mês não é casual. Por estes dias ocorrem sempre os tradicionais jantares de Natal promovidos por grande parte das empresas. Todos sabemos que estas celebrações constituem sempre um excelente pretexto para homens comprometidos e não só, darem uma espreitadela nestes locais. Estou a mentir? Aproveitem bem, mas não se descuidem com gastos excessivos!
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Hotel Lusitano

Na qualidade de guia turístico virtual, publico uma trilogia de posts que retratam as unidades hoteleiras na cidade de Natal. Os hotéis de maior envergadura ficam na designada Via Costeira, que é uma espécie de marginal que circunda a área urbana. Quem se hospeda por lá, depende dos translados privados ou dos próprios hóteis para chegar em Ponta Negra, o principal ponto turístico da cidade. Alugar um carro ou um buggy é a melhor opção, pois as principais atracções localizam-se em municípios vizinhos.
Iniciando este périplo hoteleiro, terei que falar obrigatoriamente do Pestana Beach Resort. Um edifício de grandes dimensões localizado na Via Costeira e que foi considerado até há bem pouco tempo o hotel mais luxuoso da região. A unidade pertencente ao prestigiado grupo português, foi recentemente destronado por uma unidade do poderoso conglomerado espanhol Sehrs inaugurado em Novembro 2005.
Trata-se de um estabelecimento com 189 quartos, dispõe de todas as mordomias inerentes a um hotel de cinco estrelas e possui uma praia em regime semi-privado. Pelas informações que disponho, está disponível em vários pacotes turísticos comercializados em Portugal com preços bastante competitivos.
Hotel de Charme


O Grupo Pestana que me perdoe, mas esta é a minha grande preferência na cidade e que normalmente aconselho aos meus amigos. O Manary Praia Hotel oferece um serviço diferenciado e acolhedor. Construído de acordo com os padrões da arquitectura regional, possui apenas 24 quartos personalizados com uma decoração requintada e de extremo bom gosto. Possui a vantagem de estar localizado no centro nevrálgico de Ponta Negra, defronte da praia e permite uma maior privacidade aos seus hóspedes que os grandes hotéis não possibilitam. A tabela de preços não é muito simpática e desconheço se a unidade faz parte dos pacotes comercializados no nosso país.
Pousada de Juventude


Para os mais jovens de espírito e com orçamento limitado, aconselho o simpático Albergue Lua Cheia. Trata-se da única pousada de juventude na região e, como tal, dispóes de quartos duplos e para grupos com WC sem grandes pretenções. Serão recebidos por uma equipa jovem e dinâmica e trata-se de um local que permite uma grande interactividade com outros viajantes. Na minha primeira incursão em Natal fiquei aqui hospedado e, ao final do primeiro dia já estava integrado num heterogéneo grupo que tinha como integrantes um excêntrico surfista esloveno, uma escocesa em plena volta ao mundo durante um ano, um paulista obcecado por Fernando Pessoa e um francês pertencente aos Médicos Sem Fronteiras.
Um dos atractivos do estabelecimento é a sua curiosa arquitectura que recria um castelo medieval e estar situado numa rua onde estão localizados diversos bares que agitam a noite local. O albergue possui um agradável claustro interior que permite a leitura de um bom livro nas horas de maior calor, um enorme terraço e uma cozinha que permite o preparo de pequenas refeições.
O preço de uma diária é irrisório e ainda oferecem um pequeno almoço magnânime.
Anotem as recomendações e tenham uma boa estadia na Cidade do Sol!
domingo, 10 de dezembro de 2006
Made in Brazil

Como qualquer homem que se preze, sou um verdadeiro apaixonado por automóveis. Os primeiros sintomas ocorreram no final da adolescência e intensificaram-se uns anos mais tarde por razões profissionais. No entanto, não me sinto atraído pelas autênticas montras tecnológicas que povoam o mercado actual com as suas inúmeras siglas: ABS, EBD, GPS, VSC, airbags laterais,etc. As minhas preferências pessoais focalizam-se essencialmente em viaturas todo-o-terreno puros e duros, automóveis clássicos e os requintados modelos suecos da Volvo e Saab. Infelizmente, o meu orçamento nunca foi o suficiente para adquirir um destes últimos...
O mercado brasileiro é bastante mais limitado em termos de marcas comercializadas e versões disponíveis, um carro importado atinge preços exorbitantes e em termos locais, a posse de uma pick-up é sinónimo de elevado estatuto social. Contudo, fiquei desde logo fascinado pelo Troller T4 de fabrico 100% brasileiro claramente inspirado no Jeep Wrangler. O modelo apresenta as linhas clássicas dos todo-o-terreno mais rústicos que sempre me agradaram e uma potente motorização diesel. O litoral nordestino e os trilhos do interior constituem um autêntico parque de diversões para este veículo que tem um desempenho notável fora de estrada, com ângulos de ataque deveras impressionantes. Aliás, os automóveis não são os brinquedos dos homens crescidos?
sábado, 9 de dezembro de 2006
The Cure 1979-2006
Hoje gostaria de prestar homenagem à minha banda preferida de todos os tempos, os britânicos The Cure, desde sempre liderados pelo carismático Robert Smith. Donos de uma longa carreira, iniciada em 1979, os Cure atingem o apogeu da fama no final da década de 80 com as suas canções melancólicas, que influenciaram milhares de jovens por todo o mundo.
A banda soube sempre trabalhar de forma sublime a sua própria imagem, apostando em vídeoclips que nos fazem mergulhar num mundo de fantasia e rapidamente se tornaram um ícone da cultura pop.
Neste vídeo apresento uma restrospectiva fotográfica da carreira do grupo que também poderia ser a banda sonora de muitos momentos da minha vida.
The Cure - Festival 2005

Acaba de ser editado o novo DVD da banda de Robert Smith - Festival 2005. Trata-se de uma compilação de 30 temas interpretados ao vivo em diversos festivais europeus. Apesar dos longos anos de estrada, fica mais uma vez evidente o poderio da banda em palco, numa excelente colectânea de temas mais recentes intercalados com os grandes clássicos da década de 80. Um bom presente para os vossos amigos que gostavam de se vestir de negro nos tempos de liceu.
01. OPEN 02. FASCINATION STREET 03. alt.end 04. THE BLOOD 05. A NIGHT LIKE THIS 06. THE END OF THE WORLD 07. IF ONLY TONIGHT WE COULD SLEEP 08. THE KISS 09. SHAKE DOG SHAKE 10. US OR THEM 11. NEVER ENOUGH 12. THE FIGUREHEAD 13. A STRANGE DAY 14. PUSH 15. JUST LIKE HEAVEN 16. INBETWEEN DAYS 17. FROM THE EDGE OF THE DEEP GREEN SEA 18. THE DROWNING MAN 19. SIGNAL TO NOISE 20. THE BABY SCREAMS 21. ONE HUNDRED YEARS 22. SHIVER AND SHAKE 23. END Encores 24. AT NIGHT 25. M 26. PLAY FOR TODAY 27. A FOREST 28. PLAINSONG 29. DISINTEGRATION 30. FAITH
Filmado em Espanha/Bélgica/França/Suiça/Itália/Hungria/Alemanha/Grécia/Turquia
Duração:155 minutos
Presentes com charme

Para os mais retardatários nas costumeiras compras de Natal, gostaria de aconselhar uma visita ao Centro Português de Serigrafia, com o intuito de procurarem um presente de charme para os vossos entes mais queridos.
Não sou um profundo conhecedor de arte, apenas sensível ao que me agrada ou desagrada em termos estéticos, mas considero bastante interessante oferecer algo que perdure na vida daqueles que mais amamos. Todos sabemos, que não são raras as vezes que presentes comuns ficam esquecidos numa gaveta ou a acumular pó numa estante.
O C.P.S. para além de ser editor de obra gráfica artística: Serigrafia, Gravura e Litografia desde 1985, funciona também em regime associativo. Os sócios, usufruem de variados benefícios mediante o pagamento de uma quota simbólica que lhes permite o acesso simples e económico à obra de artistas nacionais e estrangeiros.
No caso de estarem interessados, sugiro que se desloquem à filial do Picoas Plaza onde poderão beneficiar do aconselhamento profissional do meu grande amigo João Matias. Digam que vão de minha parte e talvez tenham a felicidade de obter um desconto extra. E desenganem-se aqueles que pensarem que todas as obras possuem preços demasiadamente elevados. Passem por lá e surpreendam-se...
Para esclarecimentos adicionais e listagem de artistas, visitem a página abaixo indicada:
http://www.cps.pt
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
A minha fiel amiga

Na pacata região da cidade de Apolda, famosa também por ser a cidade natal de Lutero, havia uma grande feira de cães na praça municipal. Um cobrador de impostos chamado Ludwig von Dobermann necessitava de um cão de guarda que o protegesse nas suas andanças com muito dinheiro, que fosse rápido e ágil, inteligente e uma poderosa mordida.
Começou para tanto, na procura para o cão de guarda perfeito, iniciou com seus pinschers médios, que cruzou com um weimaraner e posteriormente com um pastor preto e com marcações alouradas, um tipo primitivo de rottweiler, supondo também que houvesse uma presença de pastor alemão no sangue.
Com a morte de herr Dobermann dez anos após o início da criação da raça, seu amigo, Otto Goeller, continuou o refinamento e introduziu o greyhound no sangue, que deu a importantíssima velocidade. Com isso surgira um cão com patas largas, porte avantajado e exepcional faro (weimaraner), coloração negra e poderosa mordida (rottweiller), pêlo curto e atenção a estranhos (pinscher), inteligência, docilidade e adestrabilidade (pastor alemão) e velocidade, capaz de atingir 55 km/h(greyhound).
Aparência:
Tamanho médio, construção quase quadrada, forte e musculoso. Linhas elegantes, postura erecta e orgulhosa.
A pelagem é simples, curta, dura, espessa e bem assentada. Pele retesada e aderente, enaltecendo sua modelagem seca e refinada. A cor varia entre preto, marrom escuro e azul, com marcação castanho, claramente definida, isenta de pêlos pretos: no focinho; lábios; uma em cada bochecha e acima de cada olho; na garganta; duas marcas no antepeito; pernas e patas: na face interna das coxas e sob a cauda.
Temperamento:
Temperamento firme, expressão determinada e capaz de sacrificar a vida pelo pelo dono. É o quinto na classificação canina de inteligência.
Começou para tanto, na procura para o cão de guarda perfeito, iniciou com seus pinschers médios, que cruzou com um weimaraner e posteriormente com um pastor preto e com marcações alouradas, um tipo primitivo de rottweiler, supondo também que houvesse uma presença de pastor alemão no sangue.
Com a morte de herr Dobermann dez anos após o início da criação da raça, seu amigo, Otto Goeller, continuou o refinamento e introduziu o greyhound no sangue, que deu a importantíssima velocidade. Com isso surgira um cão com patas largas, porte avantajado e exepcional faro (weimaraner), coloração negra e poderosa mordida (rottweiller), pêlo curto e atenção a estranhos (pinscher), inteligência, docilidade e adestrabilidade (pastor alemão) e velocidade, capaz de atingir 55 km/h(greyhound).
Aparência:
Tamanho médio, construção quase quadrada, forte e musculoso. Linhas elegantes, postura erecta e orgulhosa.
A pelagem é simples, curta, dura, espessa e bem assentada. Pele retesada e aderente, enaltecendo sua modelagem seca e refinada. A cor varia entre preto, marrom escuro e azul, com marcação castanho, claramente definida, isenta de pêlos pretos: no focinho; lábios; uma em cada bochecha e acima de cada olho; na garganta; duas marcas no antepeito; pernas e patas: na face interna das coxas e sob a cauda.
Temperamento:
Temperamento firme, expressão determinada e capaz de sacrificar a vida pelo pelo dono. É o quinto na classificação canina de inteligência.
Fonte: Wikipédia
Esta sempre foi umas das minhas raças preferidas mas, em Portugal nunca tive oportunidade de possuir nenhum devido às limitações de espaço que um apartamento acarreta. No Brasil, tratei de procurar um espécime para companhia e vigilância da casa, verificando desde logo que muitos mitos que existem em torno da raça são completamente falsos. Ainda não completou um ano, é um pouco impulsiva por ser jovem, mas extremamente dócil para os donos. Contudo, revela-se bastante hostil aos estranhos que se aproximam do portão, tem ódio de gatos e insiste em destruir a flora do quintal para desgosto da minha mãe. Apresento-vos a minha fiel amiga - a Pipa.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
Leitura na Bagagem


Um dos grandes interesses que tenho na vida são as viagens. Considero extremamente interessante conhecer novas paisagens, contactar com outros modos de vida, ouvir dialectos diferentes e conhecer novas pessoas. No entanto, nunca fui apreciador de viagens de grupo ou da compra de pacotes turísticos com horários e roteiros pré estabelecidos. Optei sempre por viajar de modo independente, planear o meu próprio trajecto, escolher alojamentos mais económicos, previligiando o contacto de perto e viver de perto o quotidiano das populações locais.
Já tive a felicidade de realizar algumas viagens extremamente enriquecedoras e ainda alimento o sonho de percorrer todos os territórios lusófonos. Nunca senti o apelo das grandes metrópoles nem dos destinos mais convencionais, pois tenho verdadeiro pavor de locais infestados de turistas acometidos de síndrome fotográfica compulsiva.
Nestas minhas aventuras, sempre me socorri da ajuda de guias de viagem estrangeiros que, oferecem informação bastante detalhada dos locais mais remotos que possam imaginar. Tenho clara preferência pelos guias da Lonely Planet e Rough Guides pelo seu elevado grau de detalhe. Sugiro a aquisição de qualquer um destes livros, para todos aqueles que pretendem visitar o Brasil nos próximos meses. Também poderá ser um presente natalício de extrema utilidade para os vossos amigos que possuam planos semelhantes. Encontram-se disponíveis nas secções de turismo/viagens de qualquer boa livraria.
Boa viagem!
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Filmes para Adultos

Hoje gostaria de abordar uma temática que geralmente causa algum incómodo a muitas pessoas - a pornografia. Quantas vezes num círculo de amigos, vocês ouviram alguém admitir apreciar ou consumir pornografia? Quem nunca se apercebeu de alguém que espera o vídeoclube ficar vazio para se dirigir à secção de filmes para adultos? Quantos de vocês já admitiram para o vosso parceiro/a que apreciam o género ou já tiveram a ousadia de assistir a dois?
Normalmente, costumo associar a temática da pornografia com a masturbação. Todos o fazem, mas poucos o admitem...
No que me diz respeito, nunca tive preconceitos em me assumir como apreciador deste tipo de filmes e não entendo o enorme tabu que existe em relação ao assunto. É óbvio que se trata de um tipo de ficção primária, sem grandes cuidados estéticos ou arte de representação e obrigatoriamente repetitivos. As telenovelas e outros produtos de entretenimento não possuem estas mesmas características e uma ampla aceitação social?
Longe vão os tempos de produções arcaicas como Garganta Funda e as películas protagonizadas pelo mítico John Holmes. Na actualidade, esta indústria milionária tem evoluído de modo surpreendente, os filmes são mais sofisticados e surge uma infinidade de sub-genéros mais ou menos bizarros. Os grandes estúdios apostam em super-produções de época ou em cenários paradisíacos, as actrizes (?) modeladas a bisturi e silicone movimentam-se num sistema de estrelato secundário e existem diversos festivais e prémios dedicados ao género.
Não sou assinante do Sexy Hot ou qualquer outro canal análogo, mas continuarei a assistir às últimas novidades do sector com curiosidade. Aos leigos na matéria, aconselho qualquer filme da Private ou algumas produções brasileiras, para que tenham uma ideia do melhor que se faz actualmente dentro do género.
Para os mais cépticos ou moralistas, devo acrescentar que acredito seriamente que este tipo de filmes possam ter alguns atributos terapêuticos para alguns casais ou mesmo celibatários, não tendo por isso que ser adjectivados como algo nojento ou doentio.
Entendo que estas temáticas muitas das vezes são do foro íntimo de cada um, mas mesmo assim, gostaria de saber a vossa opinião sobre o assunto.
terça-feira, 5 de dezembro de 2006
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
CAMARATE

A queda, ainda não totalmente esclarecida, do Cessna que transportava Sá Carneiro e Amaro da Costa sobre Camarate, um bairro contíguo ao aeroporto de Lisboa, foi um acontecimento brutal.
Tão brutal que, para ser assimilado por uma sociedade recém-entrada na democracia, muito menos descrente nos seus políticos e instituições do que a actual, era preciso uma explicação. A explicação apareceu de imediato - tudo se resumira a um acidente.
Mas nunca se percebeu bem que acidente foi aquele, dadas as muitas falhas reveladas sobre a investigação que foi sendo feita ao longo dos anos. Com o tempo, e sem que nada viesse iluminar os cantos escuros do caso, o trauma foi-se transformando em mal estar. Uma história mal contada, portanto.
Tão brutal que, para ser assimilado por uma sociedade recém-entrada na democracia, muito menos descrente nos seus políticos e instituições do que a actual, era preciso uma explicação. A explicação apareceu de imediato - tudo se resumira a um acidente.
Mas nunca se percebeu bem que acidente foi aquele, dadas as muitas falhas reveladas sobre a investigação que foi sendo feita ao longo dos anos. Com o tempo, e sem que nada viesse iluminar os cantos escuros do caso, o trauma foi-se transformando em mal estar. Uma história mal contada, portanto.
O filme "Camarate", de Luís Filipe Rocha, conta essa história com princípio, meio e fim, mas à sua maneira, ou seja, à luz de uma conspiração envolvendo as autoridades - do governo à polícia, do Ministério Público aos tribunais - para matar não Sá Carneiro, mas Adelino Amaro da Costa, evitando assim que o ministro da Defesa fosse por diante com a investigação exaustiva que mandara realizar à forma como foram gastos os milhões do Fundo de Defesa do Ultramar. Esta também é, para muitos portugueses, a chave do mistério.
No papel principal está uma magistrada do Ministério Público, Luísa Ramos (Maria João Luís), que, já no final dos anos 90, tem que decidir se arquiva o processo por falta de provas de que se tratou de um atentado, ou deduzir acusação.
Contra a opinião dos amigos, a magistrada resolve reabrir o processo de Camarate, que estava arquivado - armazenado em caixotes empilhados numa antiga cozinha, que faz parte do tribunal, num retrato bastante vivo das instalações judiciais portuguesas. Luísa Ramos toma a decisão depois de receber a visita de um personagem misterioso, outro juiz, Manuel Mesquita, colocado em Macau e que vem a Lisboa pô-la a par daquilo que, na sua opinião, motivou o atentado.
A conspiração contra o ministro da Defesa, Amaro da Costa, e a investigação que ele mandara fazer ao Fundo de Defesa Militar do Ultramar, na sua dependência, é relatada por este juiz a Luísa Ramos, que enquadra todas estas movimentações num pano de fundo, a Guerra Fria, e, mais concretamente, a guerra Irão-Iraque, o embargo de venda de armas ao Irão e o papel de Portugal como plataforma no fornecimento clandestino de armamento aos dois países em guerra. Depois de ouvir esta versão do juiz de Macau, a magistrada aceita a ajuda do pai, um antigo professor de direito (Filipe Ferrer), para estudar o processo. E é mais uma vez através dos diálogos entre os dois que se percebe o que aconteceu, que ela é informada sobre os relatórios que desapareceram, as pessoas que pareciam ser testemunhas-chave do processo e nunca foram ouvidas, as peritagens que ficaram por fazer, as provas materiais que se julgava estarem a salvo e que nunca mais foram vistas; que não houve investigação, em resumo.
Falta drama a tudo isto, é evidente, e o assunto é árido. Em termos de tensão dramática, o filme é, portanto, pouco complexo, apesar dos ingredientes a que o argumentista (o próprio Luís Filipe Rocha) deitou mão: Luísa Ramos é obrigada a abortar por razões de saúde, há ainda um triângulo amoroso em que ela é o centro, tendo de um lado o namorado actual - um juiz, interpretado por Virgílio Castelo - e, do outro, o namorado antigo, um deputado, interpretado por José Wallenstein. Este namorado está implicado no problema das viagens fantasmas da Assembleia da República e tenta envolvê-la nesse enredo, mais uma originalidade do argumento que, deste modo, chama a atenção para uma realidade muito portuguesa: neste país, nunca nada se esclarece definitivamente, por isso também nunca nada sai da ordem do dia, nem a tragédia da morte de um primeiro-ministro há 26 anos, nem um escândalo político acontecido há 17.
O final de "Camarate" não é apoteótico, apenas muito lógico, acaba com a magistrada a conseguir demonstrar na prática que o Cessna pode voar com o motor da asa esquerda desligado, num convite ao espectador para que tire as suas conclusões. E a verdade é que voa mesmo.
O filme é de ver? Sim, sem dúvida, é inteligente, sério e bem interpretado. Também é um filme emotivo e contido. É de ver na mesma medida em que é de ler "O Crime de Camarate", do advogado Ricardo Sá Fernandes. Um livro, primeiro, e um filme a seguir, ajudarão sem dúvida a fazer o luto que faltou a seguir a 4 de Dezembro de 1980, quando toda a gente preferiu, simplesmente, esquecer a tragédia daquela noite. A ver ou rever obrigatoriamente neste dia.
Título Original: Camarate
País de Origem/Ano de Produção: Portugal (2000)
Realização: Luís Filipe Rocha
Elenco: Maria João Luís
Virgílio Castelo
Filipe Ferrer
José Wallenstein
Adriano Luís
Luís Esparteiro...
domingo, 3 de dezembro de 2006
Fim de semana trágico

O campeonato brasileiro da série A terminou hoje e, ao contrário das minhas previsões, o Vasco da Gama classificou-se em 6º lugar e não conseguiu conquistar a vaga para a Copa Libertadores da América. Em Lisboa, o Sporting perde em casa frente ao seu arquirival da Luz. O que dizer? Foi um fim de semana trágico em termos desportivos! Para me animar um pouco neste momento de desalento, só mesmo a companhia desta bela adepta vascaína que atende pelo nome de Vanessa Andrade. Na seu cadastro, consta que tem a simpática idade de 25 anos, 1,67m de altura e pesa uns singelos 53kg. Tem como hobby preferido dançar e sonha terminar a sua licenciatura em Direito. No entanto, desconfio que a moça nunca tenha assistido a uma única partida em São Januário... Dedico este post ao meu caro amigo e comentador residente, Paulo Cunha Porto.
sábado, 2 de dezembro de 2006
O Bar do Lar

Já que o Tom Cruise não aceita fazer um biscate de barman na vossa casa, impressionem as "amigas" montando um bar de alto nível. Não serei um mestre na matéria, mas apresento-vos uma configuração mínima para causarem boa impressão.
Whisky- Oito garrafas de marcas de qualidade. Oito, 12, 15 e 21 anos. Um puro malte e um do tipo bourbon. Um clássico que fica sempre bem em qualquer ocasião.
Vodka - Duas garrafas. Quem sabe se não têm sorte com uma stripper russa?
Gin- Duas garrafas. Para mulheres com fleuma...
Conhaque - Armagnac e Brandy. Excelentes para serem degustados frente à lareira!
Rum- Um mais barato para cocktails, e outro de qualidade superior.
Tequila - Uma garrafa. Ela pode ter passado as últimas férias em Cancún, certo?
Porto - Três garrafas: Tawny, Rubi e Branco. Para donzelas nacionalistas.
Cachaça - Uma garrafa. Para aquelas que passam férias no Brasil ou amigas provenientes do país-irmão.
Licor- Quatro garrafas de diferentes sabores. Obrigatório para meninas tímidas.
Campari, Steinhager e Sakê - Uma garrafa de cada.
Vermute - Duas garrafas de tinto e uma de branco. Pode-vos sempre surgir alguma bond-girl por casa...
Champagne - Um francês genuíno e um prosecco. Bebida fetiche para mulheres sofisticadas.
Vinho - Duas garrafas de marcas diferentes de tinto seco e duas de vinho branco. Marcas portuguesas são altamente aconselháveis.
Cervejas- Três marcas divididas em garrafas e latas
Águas minerais/Sumos/Refrigerantes - Meia dúzia de cada. Para efectuar misturas, cocktails ou para oferecer a moças abstémias.
Lembrem-se de que o alcool é um excelente desinibidor para o sexo oposto, mas evitem abusos porque não é uma atitude elegante digna de um cavalheiro. No caso de ela se exceder, proíbam-na de conduzir e façam o convite para ela dormir na vossa casa em plena segurança.
Divirtam-se!
Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal:
Faz muitos anos que eu não te escrevo e, desde já gostaria de apresentar as minhas desculpas por este terrível lapso de minha parte. Durante este ano tentei comportar-me da melhor forma, obedeci à minha mãe e tentei não fazer muitas tropelias com as meninas que costumam brincar comigo. Por isso mesmo, acho-me no direito de lhe fazer um pedido mais ambicioso que lhe poderá causar um forte rombo orçamental e também bastante difícil de transportar no seu trenó.
Durante os últimos meses andei a fazer uma intensa pesquisa no mercado náutico e deparei-me com o brinquedo que gostaria de receber neste Natal. Trata-se doJeanneau Sun Odyssey 42DS com 13 metros de comprimento e 4m de boca. Caso satisfaça o meu pedido, prometo que não irei passear ao largo com meninas em top-less nem fazer outras maldades desse tipo.
Desta forma, também poderei fazer uma visita aos meus amigos de Portugal e desembarcar em grande estilo na Doca de Belém. Sim, porque isto de e-mails e blogues é uma coisa muito complicada para um rapaz que nunca foi muito dado a virtualidades.
Por agora não tenho nada a acrescentar e despeço-me com amizade. Caso o senhor não possa atender ao meu pedido, posso sempre apelar aos meus amigos para fazerem uma "vaquinha" para me presentearem com este modesto presente.
Abraço!
Capitão-Mor da Capitania do Rio Grande do Norte
sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
Restauração da Independência

A morte de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, sem deixar descendência e outros motivos de natureza vária concorreram para a perda da Independência de Portugal. Sem um sucessor directo, a coroa passou para Filipe II de Espanha. Este, aquando da tomada de posse, nas cortes de Leiria, em 1580, prometeu zelar pelos interesses do País, respeitando as leis, os usos e os costumes nacionais. Com o passar do tempo, essas promessas foram sendo desrespeitadas, os cidadãos nacionais foram perdendo privilégios e passaram a uma situação de subalternidade em relação a Espanha. Esta situação leva a que se organize um movimento conspirador para a recuperação da independência. A 1 de Dezembro de 1640, um grupo de fidalgos introduz-se no Paço Real, mata Miguel de Vasconcelos, representante da coroa espanhola, e vêm à janela proclamar D. João, Duque de Bragança, rei de Portugal. Termina, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal.
Este sempre foi um dos meus feriados predilectos. O dia em que mostrámos a nuestros hermanos quem realmente manda em solo lusitano, por muito que lhes doa no ego. E urge recordar a nossa História com orgulho, visto que hoje em dia esta data está mais associada ao Dia Mundial do Combate Contra a SIDA...
quarta-feira, 29 de novembro de 2006
CARNATAL

O Nordeste brasileiro é bastante fértil em carnavais fora de época que têm servido como atractivo extra, para os visitantes que demandam a região. Amanhã, terá início por aqui o Carnatal que é a mais antiga e afamada destas festividades que se realiza anualmente durante os primeiros dias do mês de Dezembro.
São 3,8 km de extensão do corredor da folia e 800 mts de arquibancada para a agitação de 10 blocos que irão pular ao som de potentes trios eléctricos. Um público esperado de 6500 pessoas nos camarotes e 9000 nas bancadas por noite tendo o Brasil de olho na maior e mais organizada micareta do país.
Não sou grande apreciador deste tipo de eventos, mas tenho que admitir a sua importância para o turismo estadual, dada a grande afluência de turistas nacionais e estrangeiros durante este período.
terça-feira, 28 de novembro de 2006
Batmobile


Eis uma versão moderna e estilizada dos tradicionais buggys que povoam as estradas e praias do Nordeste brasileiro. São ruidosos, um pouco desconfortáveis mas bastante divertidos de conduzir. Logo na minha chegada ao Brasil, não resisti ao apelo de circular de cabelos ao vento e foi o primeiro carro (?) que tive por aqui. Passado algum tempo, as moças começaram a apresentar vigorosos prostestos por ficarem com os penteados desfeitos e vi-me obrigado a optar por uma viatura mais convencional. Apesar de surgirem estas versões mais modernas que abandonam o tradicional formato de barcaça, estes veículos continuam a ser propulsionados pelo tradicional motor 1600cc da Volkswagen que, durante anos a fio locomoveu os carismáticos carochas. Possuem também um eixo traseiro equipado com pneus de grande dimensão que lhes permitem ter um desempenho notável nas dunas e uma carroceria em fibra de vidro de forma a evitar a corrosão provocada pela maresia.
Maria, não andas a fazer uma pesquisa de mercado para aquisição de um novo bólide? Que tal importares um destes para acelerares nas ruas de Lisboa e passeares nos areais do Meco? Uma viatura digna de um Batman! :)
Maria, não andas a fazer uma pesquisa de mercado para aquisição de um novo bólide? Que tal importares um destes para acelerares nas ruas de Lisboa e passeares nos areais do Meco? Uma viatura digna de um Batman! :)
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
O gajo está de volta!

O actor português, Ricardo Pereira, está de regresso ao Brasil para mais participação numa telenovela da rede Globo. Desta feita, interpreta o papel de Thiery, um jovem francês que é um dos personagens da novela Pé na Jaca transmitida diariamente no horário das 19h. O pretenso galã lusitano insiste em manter um estranho sotaque brasileiro e continua a esbanjar simpatia deste lado do Atlântico.
Contudo, rezam as más línguas, que lgo na sua chegada ao Rio de Janeiro, surpreedeu a sua "suposta" namorada Danielly Suzuki a jantar com outro rapazote. E o pior de tudo é que Danielly também faz parte do elenco desta telenovela e, ao que parece, o ambiente nos estúdios ficou ligeiramente tenso.
Mas não te preocupes Ricardo! És bem parecido, mulheres há muitas e lembra-te que no teu regresso a Portugal, serás mais uma vez reverenciado como um Pedro Álvares Cabral da actualidade, pelos teus feitos grandiosos em terras de Vera Cruz.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









