quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Literatura Pop
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Lisboa sem preconceitos (e sem roupa)

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Hotel Lusitano

Hotel de Charme


Pousada de Juventude


domingo, 10 de dezembro de 2006
Made in Brazil

sábado, 9 de dezembro de 2006
The Cure 1979-2006
Hoje gostaria de prestar homenagem à minha banda preferida de todos os tempos, os britânicos The Cure, desde sempre liderados pelo carismático Robert Smith. Donos de uma longa carreira, iniciada em 1979, os Cure atingem o apogeu da fama no final da década de 80 com as suas canções melancólicas, que influenciaram milhares de jovens por todo o mundo.
A banda soube sempre trabalhar de forma sublime a sua própria imagem, apostando em vídeoclips que nos fazem mergulhar num mundo de fantasia e rapidamente se tornaram um ícone da cultura pop.
Neste vídeo apresento uma restrospectiva fotográfica da carreira do grupo que também poderia ser a banda sonora de muitos momentos da minha vida.
The Cure - Festival 2005

Acaba de ser editado o novo DVD da banda de Robert Smith - Festival 2005. Trata-se de uma compilação de 30 temas interpretados ao vivo em diversos festivais europeus. Apesar dos longos anos de estrada, fica mais uma vez evidente o poderio da banda em palco, numa excelente colectânea de temas mais recentes intercalados com os grandes clássicos da década de 80. Um bom presente para os vossos amigos que gostavam de se vestir de negro nos tempos de liceu.
01. OPEN 02. FASCINATION STREET 03. alt.end 04. THE BLOOD 05. A NIGHT LIKE THIS 06. THE END OF THE WORLD 07. IF ONLY TONIGHT WE COULD SLEEP 08. THE KISS 09. SHAKE DOG SHAKE 10. US OR THEM 11. NEVER ENOUGH 12. THE FIGUREHEAD 13. A STRANGE DAY 14. PUSH 15. JUST LIKE HEAVEN 16. INBETWEEN DAYS 17. FROM THE EDGE OF THE DEEP GREEN SEA 18. THE DROWNING MAN 19. SIGNAL TO NOISE 20. THE BABY SCREAMS 21. ONE HUNDRED YEARS 22. SHIVER AND SHAKE 23. END Encores 24. AT NIGHT 25. M 26. PLAY FOR TODAY 27. A FOREST 28. PLAINSONG 29. DISINTEGRATION 30. FAITH
Filmado em Espanha/Bélgica/França/Suiça/Itália/Hungria/Alemanha/Grécia/Turquia
Duração:155 minutos
Presentes com charme

Para os mais retardatários nas costumeiras compras de Natal, gostaria de aconselhar uma visita ao Centro Português de Serigrafia, com o intuito de procurarem um presente de charme para os vossos entes mais queridos.
Não sou um profundo conhecedor de arte, apenas sensível ao que me agrada ou desagrada em termos estéticos, mas considero bastante interessante oferecer algo que perdure na vida daqueles que mais amamos. Todos sabemos, que não são raras as vezes que presentes comuns ficam esquecidos numa gaveta ou a acumular pó numa estante.
O C.P.S. para além de ser editor de obra gráfica artística: Serigrafia, Gravura e Litografia desde 1985, funciona também em regime associativo. Os sócios, usufruem de variados benefícios mediante o pagamento de uma quota simbólica que lhes permite o acesso simples e económico à obra de artistas nacionais e estrangeiros.
No caso de estarem interessados, sugiro que se desloquem à filial do Picoas Plaza onde poderão beneficiar do aconselhamento profissional do meu grande amigo João Matias. Digam que vão de minha parte e talvez tenham a felicidade de obter um desconto extra. E desenganem-se aqueles que pensarem que todas as obras possuem preços demasiadamente elevados. Passem por lá e surpreendam-se...
Para esclarecimentos adicionais e listagem de artistas, visitem a página abaixo indicada:
http://www.cps.pt
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
A minha fiel amiga

Começou para tanto, na procura para o cão de guarda perfeito, iniciou com seus pinschers médios, que cruzou com um weimaraner e posteriormente com um pastor preto e com marcações alouradas, um tipo primitivo de rottweiler, supondo também que houvesse uma presença de pastor alemão no sangue.
Com a morte de herr Dobermann dez anos após o início da criação da raça, seu amigo, Otto Goeller, continuou o refinamento e introduziu o greyhound no sangue, que deu a importantíssima velocidade. Com isso surgira um cão com patas largas, porte avantajado e exepcional faro (weimaraner), coloração negra e poderosa mordida (rottweiller), pêlo curto e atenção a estranhos (pinscher), inteligência, docilidade e adestrabilidade (pastor alemão) e velocidade, capaz de atingir 55 km/h(greyhound).
Aparência:
Tamanho médio, construção quase quadrada, forte e musculoso. Linhas elegantes, postura erecta e orgulhosa.
A pelagem é simples, curta, dura, espessa e bem assentada. Pele retesada e aderente, enaltecendo sua modelagem seca e refinada. A cor varia entre preto, marrom escuro e azul, com marcação castanho, claramente definida, isenta de pêlos pretos: no focinho; lábios; uma em cada bochecha e acima de cada olho; na garganta; duas marcas no antepeito; pernas e patas: na face interna das coxas e sob a cauda.
Temperamento:
Temperamento firme, expressão determinada e capaz de sacrificar a vida pelo pelo dono. É o quinto na classificação canina de inteligência.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
Leitura na Bagagem


quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Filmes para Adultos

terça-feira, 5 de dezembro de 2006
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
CAMARATE

Tão brutal que, para ser assimilado por uma sociedade recém-entrada na democracia, muito menos descrente nos seus políticos e instituições do que a actual, era preciso uma explicação. A explicação apareceu de imediato - tudo se resumira a um acidente.
Mas nunca se percebeu bem que acidente foi aquele, dadas as muitas falhas reveladas sobre a investigação que foi sendo feita ao longo dos anos. Com o tempo, e sem que nada viesse iluminar os cantos escuros do caso, o trauma foi-se transformando em mal estar. Uma história mal contada, portanto.
O filme "Camarate", de Luís Filipe Rocha, conta essa história com princípio, meio e fim, mas à sua maneira, ou seja, à luz de uma conspiração envolvendo as autoridades - do governo à polícia, do Ministério Público aos tribunais - para matar não Sá Carneiro, mas Adelino Amaro da Costa, evitando assim que o ministro da Defesa fosse por diante com a investigação exaustiva que mandara realizar à forma como foram gastos os milhões do Fundo de Defesa do Ultramar. Esta também é, para muitos portugueses, a chave do mistério.
No papel principal está uma magistrada do Ministério Público, Luísa Ramos (Maria João Luís), que, já no final dos anos 90, tem que decidir se arquiva o processo por falta de provas de que se tratou de um atentado, ou deduzir acusação.
Contra a opinião dos amigos, a magistrada resolve reabrir o processo de Camarate, que estava arquivado - armazenado em caixotes empilhados numa antiga cozinha, que faz parte do tribunal, num retrato bastante vivo das instalações judiciais portuguesas. Luísa Ramos toma a decisão depois de receber a visita de um personagem misterioso, outro juiz, Manuel Mesquita, colocado em Macau e que vem a Lisboa pô-la a par daquilo que, na sua opinião, motivou o atentado.
A conspiração contra o ministro da Defesa, Amaro da Costa, e a investigação que ele mandara fazer ao Fundo de Defesa Militar do Ultramar, na sua dependência, é relatada por este juiz a Luísa Ramos, que enquadra todas estas movimentações num pano de fundo, a Guerra Fria, e, mais concretamente, a guerra Irão-Iraque, o embargo de venda de armas ao Irão e o papel de Portugal como plataforma no fornecimento clandestino de armamento aos dois países em guerra. Depois de ouvir esta versão do juiz de Macau, a magistrada aceita a ajuda do pai, um antigo professor de direito (Filipe Ferrer), para estudar o processo. E é mais uma vez através dos diálogos entre os dois que se percebe o que aconteceu, que ela é informada sobre os relatórios que desapareceram, as pessoas que pareciam ser testemunhas-chave do processo e nunca foram ouvidas, as peritagens que ficaram por fazer, as provas materiais que se julgava estarem a salvo e que nunca mais foram vistas; que não houve investigação, em resumo.
Falta drama a tudo isto, é evidente, e o assunto é árido. Em termos de tensão dramática, o filme é, portanto, pouco complexo, apesar dos ingredientes a que o argumentista (o próprio Luís Filipe Rocha) deitou mão: Luísa Ramos é obrigada a abortar por razões de saúde, há ainda um triângulo amoroso em que ela é o centro, tendo de um lado o namorado actual - um juiz, interpretado por Virgílio Castelo - e, do outro, o namorado antigo, um deputado, interpretado por José Wallenstein. Este namorado está implicado no problema das viagens fantasmas da Assembleia da República e tenta envolvê-la nesse enredo, mais uma originalidade do argumento que, deste modo, chama a atenção para uma realidade muito portuguesa: neste país, nunca nada se esclarece definitivamente, por isso também nunca nada sai da ordem do dia, nem a tragédia da morte de um primeiro-ministro há 26 anos, nem um escândalo político acontecido há 17.
O final de "Camarate" não é apoteótico, apenas muito lógico, acaba com a magistrada a conseguir demonstrar na prática que o Cessna pode voar com o motor da asa esquerda desligado, num convite ao espectador para que tire as suas conclusões. E a verdade é que voa mesmo.
O filme é de ver? Sim, sem dúvida, é inteligente, sério e bem interpretado. Também é um filme emotivo e contido. É de ver na mesma medida em que é de ler "O Crime de Camarate", do advogado Ricardo Sá Fernandes. Um livro, primeiro, e um filme a seguir, ajudarão sem dúvida a fazer o luto que faltou a seguir a 4 de Dezembro de 1980, quando toda a gente preferiu, simplesmente, esquecer a tragédia daquela noite. A ver ou rever obrigatoriamente neste dia.
domingo, 3 de dezembro de 2006
Fim de semana trágico

sábado, 2 de dezembro de 2006
O Bar do Lar

Carta ao Pai Natal

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
Restauração da Independência

quarta-feira, 29 de novembro de 2006
CARNATAL

terça-feira, 28 de novembro de 2006
Batmobile


Maria, não andas a fazer uma pesquisa de mercado para aquisição de um novo bólide? Que tal importares um destes para acelerares nas ruas de Lisboa e passeares nos areais do Meco? Uma viatura digna de um Batman! :)
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
O gajo está de volta!

sábado, 25 de novembro de 2006
Glorioso Mecão

A partida acabou com um empate (2-2), após estarem a perder por dois tentos a zero e tendo conhecimento que o Paulista estava em vantagem no jogo disputado em Brasília. No final do jogo foi a explosão de alegria na cidade, com os adeptos americanos a festejar de forma ruidosa nas ruas e bares da cidade.
Esta última jornada da série B, também fica marcada pela manutenção milagrosa da Portuguesa dos Desportos que "dançou o vira" em cima do Sport Recife fora de casa, com uma vitória por 3 a 2 num jogo impróprio para cardíacos.
Eu fiquei bastante satisfeito, porque finalmente vou poder assistir a jogos com os principais clubes brasileiros por estas paragens.
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Tecnologia Lésbica

As lésbicas levam uma vantagem sobre os homens na hora de seduzir uma mulher: Elas convivem intimamente com o parque de diversões que é o corpo feminino desde o berço. Por isso mesmo, quando elas decidem opinar sobre o assunto, é conveniente prestar atenção. O livro Segredos Sexuais das Lésbicas que Todo o Homem Deveria Saber (editora Record) revela algumas técnicas:
1- Não considere o quanto uma mulher está molhada como determinante definitivo da sua exitação. Ela pode não parecer molhada e estar realmente excitada com o que vocês estão a fazer. Por outro lado, pode estar toda molhada e isso não ter nada a ver convosco. Pode ter sido o filme que ela viu há uma hora ou uma pequena fantasia que lhe passou pela cabeça.
2- O segredo para preparar um bom beijo é não esperar pelo do encontro para começar a tocá-la. As lésbicas abraçam-se e tocam-se na maior parte do tempo. Isso faz com que a transição para a etapa dos beijos seja mais fácil.
3- Leve um seio ao estado de excitação, em que o bico fica erecto, acariciando-o com os dedos. Na hora em que ela estiver certa que você vai beijar e chupar o bico, deslize os dedos para o outro seio, deixando o primeiro a implorar pelo vosso retorno.
4- Ponham a vossa boca toda em torno do clítoris e chupem como se ele fosse a mais deliciosa das frutas. Não tenham vergonha, não fiquem só a passar a língua. O que vocês achariam se ela nunca fizesse um contacto pleno com o vosso pénis?
5- As lésbicas são muito boas em comentários e elogios quanto à aparência, cheiro e sabor da genitália das suas parceiras. Vocês não gostariam que uma mulher vos dissesse que têm um belo pénis, com um gosto delicioso?
6- O sexo anal não tem de ser uma proposta tipo tudo ou nada. Não se trata da escolha entre fazer ou evitar completamente a área. Vocês podem explorar a região com beijos, lambidelas, massagens e deixar fluir.
7- Estas são as vossas ferramentas sexuais mais importantes: 1) o cérebro; 2) a boca; 3) as mãos; e...o vosso pénis, num distante quarto lugar.
Aprendam rapazes!
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
Boca do Inferno

Já que tratamos de literatura, gostaria de vos sugerir a leitura de um interessante livro que, aborda de forma sublime a época colonial portuguesa no Brasil.
Bahia, século XVII. Um grupo de conspiradores assassina o alcaide-mor da cidade. O crime desperta a ira de poderosos e desencadeia uma série de perseguições que vão revelar a arbitrariedade, a corrupção e a tirania que assolam a Colónia. Uma cidade que "parecia ser a imagem do Paraíso" vai-se revelando pouco a pouco um lugar "onde os demónios aliciavam almas para povoar o Inferno". Aos mesclar ficção e História, Ana Miranda traça um painel do Barroco brasileiro, conduzindo o leitor pelos meandros da política, da religiosidade e do verbo afiado de Gregório de Matos e do Padre António Vieira, personagens deste livro. Boca do Inferno foi incluído na lista dos 100 melhores romances em língua portuguesa do século XX, publicada pelo jornal O Globo, e ganhou o Prémio Jabuti de Revelação em 1990.
Boca do Inferno - Ana Miranda: Companhia das Letras
Desconheço se existe edição portuguesa da obra...
Encontro Natalense de Escritores
A escalação de autores está confirmada com Zuenir Ventura, Rui Castro, Villas Boas-Corrêa, Antônio Cícero, Nelson Motta, Ignácio Loyola Brandão, Heloísa Seixas, Affonso Romano de Sant’Anna, Jorge Mautner, Capinan, Arnaldo Nisker, além da nova safra da literatura nacional e potiguar representada por Antônio Prata, André Laurentino, Marcelino Freire, Pablo Capistrano e a turma dos Jovens Escribas formada por Carlos Fialho, Patrício Júnior e Thiago de Góes. São mais de 40 convidados. Ao todo, 12 debates e lançamentos de livros, além dos shows de Paulinho da Viola, André Mehmari e Ná Ozetti, e Roberta Sá estão confirmados na programação do encontro. O espaço coberto comporta 850 pessoas. A entrada para todas as palestras e shows é gratuita, mas o público deve retirar as senhas antecipadamente nas bilheterias.
Hoje, a partir das 16h, o público vai ouvir o que os convidados tem a dizer sobre “Jovens Escribas - uma nova literatura”, “Novas narrativas - do Blog ao livro”, “Redefinindo o Centro e a Periferia” e “Ficção e não-ficção”. Fechando o primeiro dia, a fineza do samba de Paulinho da Viola."
in Tribuna do Norte (23/11/2006)
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
Excesso de brasileiras
Em 2003, a população cresceu, atingindo 174 milhões de habitantes, com uma diferença de 4,3 milhões entre o número de mulheres (89,1 milhões) e de homens (84,9 milhões). Especialistas explicam que até à idade de 19 anos chegam a existir mais homens que mulheres, na população adolescente (1,2 milhão a mais) ; mas depois disso a chamada sobremortalidade masculina (maior risco de vida para homens, provocado pela violência urbana) trata de inverter as estatísticas. Entre as capitais estaduais, o Rio de Janeiro mantem a maior distância do equilíbrio (86,5 homens para cada cem mulheres), seguido de Recife (89,3), Natal (90,0) e de São Paulo (91,5). Apenas no Estado do Amapá, com 6687 homens a mais, é que as mulheres são minoria.
Agora entendo quando elas dizem: "Arrumar homem hoje em dia significa não sair de cima!". Por outro lado, qualquer tipo de comportamento polígamo por parte dos homens acaba por ser desculpável. Afinal de contas, estamos a falar de estabilidade na ordem social...
terça-feira, 21 de novembro de 2006
REBELDE
Apresento-vos mais um enlatado da pop latino-americana. Chamam-se Rebelde, são mexicanos e arrastam atrás de si uma numerosa legião de adolescentes histéricos que lhes imitam todos os trejeitos. A sua enorme popularidade deve-se em grande parte, a uma telenovela homónima que é transmitida para grande parte da América do Sul que, lhes granjeou uma popularidade sem precedentes. O Brasil não ficou imune a este fenómeno de massas e, a última digressão da banda no país esgotou por completo diversos estádios.
Qualquer semelhança entre RBD e os "nossos" Morangos com Açucar/D´Zert é pura coincidência! Apenas uma enorme diferença em termos de mercado...
Deixo-vos um vídeo, para apreciação de mais uma banda que dentro de algum tempo estará completamente esquecida. Para os apreciadores de lolitas, devo adiantar que as rapariguinhas normalmente surgem na televisão alegres, saltitantes e vestindo diminutos trajes de colegial! :)
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
São Paulo campeão!!!

A duas jornadas do término do campeonato, o São Paulo, sagrou-se campeão brasileiro pela quarta vez no seu historial. Tendo como figura de proa, o soberbo guardião Rogério Ceni, a equipa tricolor demonstrou desde o início da época que tinha o grupo mais homogéneo e uma boa dinâmica de jogo. Também verifico que foi uma das equipas brasileiras que melhor se adaptou às novas realidades da gestão do futebol moderno que, colhe desta forma os seus primeiros frutos.
O meu clube de adopção, Vasco da Gama, deverá ficar colocado em 5º ou 6º lugar que lhe garantirá o acesso à Copa Libertadores da América. Parece que mantenho o espírito masoquista de sempre enquanto adepto de futebol. Já não me bastava sofrer com os desaires do Sporting...
sábado, 18 de novembro de 2006
A segunda mulher na cama
Texto extraído do Consultório Sexual do jornal Tribuna do Norte
Aqui fica exposta uma fantasia típicamente masculina expressa por uma mulher. Não acredito que nenhum homem nunca tenha desejado, nem que seja nos seus pensamentos mais secretos uma situação deste tipo. Não coloquei propositadamente a resposta dada pelo sexólogo e espero que sejam vocês a cumprir esse papel seguindo as vossas convicções sobre este assunto delicado.
Já sei se antemão que muitos elementos do clã masculino não rejeitariam uma parceira tão afoita... :)
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Brinquedos sexuais

Actualmente existe uma enorme parafrenália de artigos sexuais, num negócio que movimenta milhares de dólares anualmente. A procura é crescente e a indústria especializada não cessa de lançar produtos cada vez mais inovadores e bizarros no mercado. Pessoalmente não tenho nada a opor, desde que sirvam para estimular a vida sexual dos casais, sendo utilizados de mútuo acordo e respeitando os sentimentos do parceiro. No entanto, creio que o produto ilustrado na foto poderá fazer as delícias de muitas moças solitárias...Está sempre firme e não correm risco de que ele adormeça após a primeira sessão. Agora gostaria de saber a vossa opinião sobre este curioso mercado. Mas, sem falsos moralismos, ok?
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
Ronda nocturna - Natal by Night




Periodicamente tentarei deixar-vos aqui algumas fotos das noites agitadas aqui do burgo. Imagens gentilmente cedidas pelo site Bobflash.
http://www.bobflash.com.br
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Proclamação da República
Desta forma a República foi o resultado da aliança entre grupos activos da classe média e representantes do sector mais dinâmico da classe senhorial. O Exército identificado com os interesses da classe média, realizou a mudança de regime que deixara de atender às necessidades de parcelas importantes da sociedade brasileira.
Mas na minha opinião, não foi a República que veio resolver os profundos problemas deste país...
terça-feira, 14 de novembro de 2006
Paixões Proibidas

Co-produção com a RTP, Paixões Proibidas, que estreia hoje na Band, custou R$26 milhões à emissora e sua parceira. Com muitas cenas eróticas, a trama, que se desenrola no século XIX, irá para o ar às 22h. Escrita por Aimar Labaki, a história é livremente inspirada em três obras de Camilo Castelo Branco: Amor de Perdição, Mistérios de Lisboa e O Livro Negro do Padre Dinis.
As gravações tiveram início em Portugal, mas o grosso da narrativa tem o Brasil colonial como pano de fundo. Entre os actores portugueses, num total de nove, estão Ana Bustorff, São José Correia, Leonor Seixas, Virgílio Castelo, Pedro Lamares, Henrique Viana entre outros.
O projecto que terá 160 capítulos tem exibição assegurada em Portugal a partir de Janeiro. Nunca fui grande apreciador de telenovelas, mas vou assistir com curiosidade aos episódios iniciais desta interessante produção luso-brasileira.
domingo, 12 de novembro de 2006
Domingo em cheio


Nada melhor que disfrutar de um domingo em pleno contacto com a natureza e mergulhar em águas mornas e cristalinas.
Distante 35 Km de Natal, a Lagoa de Arituba é uma boa opção para banho.Águas claras, a lagoa oferece gaivotas, caiaques, além de restaurante (Papo Amarelo) e barracas na sua margem. Deliciosos peixes, lagostas e pastéis podem ser degustados em mesas à beira da lagoa.
A caminho da lagoa é obrigatória uma passagem por Barra de Tabatinga (segunda foto) onde para além da soberba paisagem da baía, também se podem avistar golfinhos com alguma facilidade.
Assim foi o meu dia. Vá, confessem que até ficaram com alguma inveja! :)
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
Ritual do boteco

Uma das coisas que mais me irritava em Portugal, era o ritmo desenfreado da população da Grande Lisboa. É impressionante o número de pessoas sisudas que saem dos seus locais de trabalho à pressa, para logo de seguida irem enfrentar um trânsito caótico rumo à periferia ou se acotovelarem nos transportes públicos.
Por aqui, o quotidiano tem um ritmo mais doce e pausado. A cidade cresce a um ritmo rápido, o tráfego vai aumentando mas a passagem pelo barzinho depois do expediente é ritual obrigatório. Excelente oportunidade para saborear uma cerveja gelada, conversar com os amigos e observar o mulherio que desfila nas redondezas. Natal é abençoada com uma temperatura anual na ordem dos 30° que facilita o convívio fora de portas, comportamento incompatível com o inverno europeu. De qualquer modo, este será um exemplo a seguir e que torna o final do dia num momento de relaxamento e diversão.
A cerveja é servida na modalidade de chopp ou garrafa de 600ml (!), e normalmente acompanhada por diversos tipos de petiscos, sendo os churrasquinhos na brasa os mais apreciados na região Nordeste.
No meu caso, só me tornei verdadeiramente apreciador de cerveja aqui no Brasil. O clima quente é convidativo e as marcas locais são suaves e com menor graduação alcoólica se comparadas com as cervejas portuguesas.
Alguém se quer juntar a mim na happy-hour?
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
História do Rio Grande do Norte
Vicente Pinzon que tinha como companheiro Colombo e o Capitão Nina em Janeiro de 1500 chegaram a um cabo que lhe denominaram de Santa Maria de La Consolacíon.
De onde se dirigiram-se para noroeste, passando além da foz do rio Amazonas. Posteriormente à notificação oficial do descobrimento do Brasil ao governos da Europa e atendendo aos pedidos da carta de Pero Vaz de Caminhas, foi enviada a primeira expedição portuguesa ao territorio brasileiro no ano de 1501, que ficou conhecida como a expedição exploradora de 1501 comandada por Gaspar de Lemos com a ajuda de Américo Vespucio que chegou à 16 de Agosto ao Cabo de São Roque na praia dos Touros,
Onde fixaram um marco de posse portuguesa em pedra branca contendo os brasões de Portugal.
E a esta seguiram-se muitas outras expedições portuguesas e espanholas ao vasto litoral do Brasil, em diferentes viagens de exploração para a América Central, para o rio da Prata e para as Índias. E as expedições francesas que logo após a descoberta do Brasil começaram a tomar conhecimento das terras e de seus habitantes com os quais traficavam o pau-brasil até o falecimento de Dom Manuel em 1521. Portugal que se limitava a guarda da nova possessão contra as pretensões de outras potências marítimas, deixou de explorar o vasto territorio com que fora enriquecida a coroa portuguesa nas mãos dos contrabandistas franceses, que aproveitaram o intuito mercantil dos índios, estabeleceram estações de permuta nos portos visando lucros imediatos e especulações rendosas, e para combate-lhos em 1530 Portugal enviou a primeira expedição colonizadora sob o comando de Martins Afonso de Souza.
E no ano de 1532, o rei Dom João III, resolveu dividir o Brasil em 15 lotes e entregá-los a 12 donatários, e na divisão das capitanias hereditárias, coube ao honrado Feitor da Casa de Mina e da Índia João de Barros atraves de uma cata de doação a do Rio Grande do Norte com 100 léguas de costa que ia da baia da tradição até as proximidades do rio Jaguaribe, a qual foi aglutinada com 50 léguas doadas a Aires da Cunha e 75 léguas doadas a Fernão Alvares de Andrade que perfizeram um total de 225 léguas de terras, e que devido a sua impossibilidade de participar da empreitada de ocupação de sua capitania em virtude de suas atividades burocratas nas cortes portuguesas, João de Barros autorizou que os seus filhos João e Jerônimo partissem de Lisboa no mês de Novembro de 1535 com destino a capitania de Pernambuco onde receberam eficaz auxilio de Duarte Coelho e rumaram para a capitania do Rio Grande com o propósito de fundarem uma colônia.
Entretanto ao desembarcarem no Rio Grande encontraram forte oposição dos índios potiguares unidos aos corsários franceses.
E devido aos constantes ataques sofridos e pelas grandes perdas de colonos sofridas, resolveram partir do Rio Grande com isto deram grandes oportunidades para que os corsários franceses contrabandeassem livremente o pau-brasil, e no exato momento em que os três caravelões da expedição rumavam para a capitania do Maranhão, acabaram se desgarrando e Aires da Cunha acabou encontrando subitamente a morte no naúgfragio de sua embarcação, e após vagarem vários dias perdidos no mar, e que acabaram sendo socorridos por um navio espanhol que os levou à ilha de São Domingos no Caribe onde acabaram sendo retidos por muito tempo como colonos, João de Barros, só à custa de muito trabalho e de muitas despesas e que pode reaver os seus dois filhos, quase arruinado financeiramente e diante da idéia de não fundar mais vãs esperanças em vir a ser rico, e assim resignou inteiramente toda a idéia de ser senhor donatário do Brasil, e o seu insucesso teve como conseqüência o abandono da donatoria e, mais tarde, a sua reversão à coroa portuguesa, que após ter explorado o litoral e as costas, precisavam firmar de vez o seus domínios ocupando a capitania, e com a consolidação da Paraíba e o interesse que já então despertava todo o norte do litoral brasileiro sob constantes assaltos de diversos povos estranhos especialmente dos franceses, que depois de expulsos do sul se voltaram para o comércio na região, especialmente a capitania do Rio Grande através da aliança firmada com os índios potiguares.
Em 1580, Portugal passou para o domínio espanhol, devido a problemas de sucessão após a morte do Cardeal Dom Henrique, e durante o período que ficou conhecido como união das coroas foi que o Rei da Espanha Felipe II mandou fundar o forte dos Reis Magos (na foto)
E ao iniciar o seu governo no Brasil em 1591 Dom Francisco de Souza, julgou imprescindível a conquista da capitania do Rio Grande do Norte, após reiteradas ordens da metrópole através das cartas régias de 1596 e 1597 para evitar a presença francesa na região foi que o governador geral organizou uma expedição armada, cabendo ao Capitão-mor de Pernambuco Manuel Mascarenha Homem com ajuda de Feliciano Coelho que organizaram uma frota composta de seis navios e cinco caravelões sob o comando do Capitão-mor Francisco de Barros Rego que tinha em sua companhia o Almirante Antônio da Costa Valente e os Capitães João Paes Barreto, Francisco Camelo, Pedro Lopes Camelo e Manuel da Costa Calheiros que se juntaram a frota organizada na capitania da Paraíba, e por terra seguiram três companhias sob o comando dos Capitães Jerônimo de Albuquerque, Jorge de Albuquerque e Antônio Leitão Mirim e uma brigada de cavalaria sob o comando de Manuel Leitão, que levaram consigo o Padre Gaspar de São João Peres que por ser grande arquiteto e engenheiro estava encarregado de traçar a fortaleza e a povoação, o Frei Bernardino das Neves grande perito na língua brasílica e muito respeitado entre os índios potiguares, que enfrentaram durante a marcha uma epidemia de doença de varíola que contaminou e dizimou muitos integrantes da expedição que devido ao fato teve que retornar. Quando ao chegar ao porto de Búzios a bordo de caravelão o Capitão-mor Manuel Mascarenha Homem junto ao Capitão Jerônimo de Albuquerque avistaram algumas embarcações francesa comerciando junto aos índios potiguares imediatamente ordenou que se fizessem a abordagem e iniciasse a luta, que se desenrolou num clima de muita violência, da qual os franceses acabaram fugindo ao serem derrotados. De imediato Manuel Mascarenhas ordenou que fizessem um reconhecimento do local e atracou a armada e desembarcou o seu pessoal para dar inicio de imediato da construção de um abrigo seguro contra os ataques dos índios potiguares. Não tardou muito dias para que os potiguares acompanhados de alguns franceses que haviam ficado das naus do porto de Búzios, atacassem a fortificação em violenta fúria seguido de terrível combate, do qual a fortificação sustentou o ataque inimigo com um violento contra ataque do qual os atacantes foram obrigados a recuarem desordenadamente e após a batalha da qual resultou em um grande número de perdas para ambos os lados, surgiu no rio uma jangada com o índio Surupibeba que vinha pregar a paz, de imediato os soldados do Capitão-mor Manuel Mascarenhas o prenderam e o levaram a sua presença, e que por persuasão dos padres da companhia, o Capitão-mor Manuel Mascarenha soltou o índio na promessa que o mesmo traria todo o gentio de paz, apesar da opinião contraria do Frei Bernardino, que conhecia bem as traições dos índios potiguares, que um dia atacaram Bento da Rocha e sua patrulha dentro de um mangue, que ao se ver emboscado de imediato mandou pedir socorro a Manuel Mascarenhas, e com o decorrer do tempo os assédios dos potiguares se tornaram freqüentes, acabando por colocar em perigo a construção do forte, e em vista do perigo Feliciano Coelho partiu em socorro da Paraíba na companhia dos Capitães Antônio Valadares e Miguel Álvares Lobo que no caminho atacaram algumas aldeias potiguares. Com o socorro recebido da Capitania da Paraíba.
Manuel Mascarenhas tratou de acabar com a construção do forte e organizou uma expedição que atacaram uma aldeia potiguar perto da construção, e ao termino da obra do forte ele foi intitulado como Forte dos Reis e o seu comando foi entregue a Mascarelhas e a Jerônimo de Albuquerque, que logo após a partida de Feliciano Coelho foi violentamente atacado pelos índios potiguares em uma batalha sangrenta, onde a valentia do índio Tavira e de seus companheiros sustentaram a posse do Forte dos Reis até a chegada dos Capitães Rui de Aveiro e Bento da Rocha e seus soldados que forçaram os potiguares a desistirem da luta, porém alguns dias depois os potiguares retornaram a cercar o forte com um número bem maior que a guarnição ali estacionada, porém devido a bravura do soldado Henrique Duarte que era natural de Serra da Estrela que defendeu o forte valorosamente em um violento combate até a chegada do Capitão Bento da Rocha que foi morto em pleno ardor da luta ao ser atingido pelas flechas potiguares. Diogo de Siqueira Alferes do Capitão Rui de Aveiro Falcão ao ver a bandeira de Bento da Rocha jogada ao chão, a levantou, e se pôs a florear com ela no campo da luta entre as flechas dos potiguares em uma violenta carga contra os atacantes, que fugiram desordenadamente do campo de batalha, e que pelo seu gesto de heroísmo foi agraciado pelo Capitão-mor Manuel Mascarenhas com o hábito de cavaleiro. Após a sangrenta batalha onde se feriram o Capitão Miguel Álvares Lobo, Diogo Miranda, e deixaram muitos mortos estava concretizada a conquista da capitania do Rio Grande e a partir deste momento ia começar a obra de colonização, quando Capitão-mor Feliciano Coelho se foi com os seus para Pernambuco.
Diz a lenda que Jerônimo de Albuquerque, chegou em Pernambuco na companhia de seu cunhado Duarte Coelho, e que no final do ano de 1547 distinguiu-se nas famosas lutas que se seguiram ao início da colonização após ter derrotado os invasores de Olinda e Iguaraçu e que em Janeiro de 1548, caiu em poder dos indígenas que o condenaram ao sacrifico de antropofagia, todavia a filha de Arco Verde (Ubirã-Ubi), chefe da horda vencedora ao se apaixonar por Jerônimo de Albuquerque, conseguiu de seu pai o perdão do cativeiro e à vingança dos seus subordinados, e desta maneira “o rei do coração da enamorada filha do morubixaba” dominou por ela os selvagens, que vivendo em paz duradoura, deram mais tarde aos portugueses um apoio decisivo na conquista de todo o norte. Jeronimo de Albuquerque ao se casar com a filha de Arco Verde que ao se batizar recebeu o nome de Maria do Espirito Santo e que teve como filhas Catarina de Albuquerque que se casou com o fidalgo florentino Felipe Cavalcanti e, Brites de Albuquerque que se casou com o também fidalgo florentino Sibaldo Lins.
Jerônimo de Albuquerque que se tornou o primeiro Capitão-mor do Rio Grande e o glorioso conquistador do Maranhão, que cursou as aulas do Colégio dos Jesuítas em Olinda, onde aprendeu toda a sua instrução literária sem jamais esquecer a sua língua primitiva Tupi, que foi a de sua infância.
Bravo, indômito e soberbo, era, pelo nome de seu pai, muito respeitado pelos portugueses; e, pelo de seu avô materno, objeto prestigioso do amor e do orgulho dos índios amigos, e que estendeu a sua fama e o temor de seu braço pelas tabas dos selvagens ainda não submetidos. Lutou valorosamente na Paraíba e com o correr dos tempos, aureolou-o justo renome de heróico combatente, de que o perigo não o intimidava, pelo contrário, afervoravam-no na bravura e no devotamento com que sempre serviu à sua pátria, e devido aos seus méritos pessoal e as suas ligações com os indígenas, de que descendia pelo seu lado materno, garantiram os sucessos de seus esforços na colonização da Capitania do Rio Grande.
Nesta época os potiguares ocupavam a região do litoral compreendido entre os rios Paraíba e Jaguaribe, senhoreando portanto as costas do Rio Grande e com eles e que se deram os primeiros atritos dos colonizadores.
Nação forte e poderosa, inimiga dos Tabajaras e grande aliada dos franceses que os estimulavam para a guerra. Submetê-los era uma necessidade; apesar de não uma tarefa muito fácil, e para isto Jerônimo de Albuquerque tentou realizá-la com o auxilio do grande feiticeiro Ilha Grande que se encontrava preso e que dispunha de grande influência entre os indígenas e por conta disto Jerônimo de Albuquerque mandou solta-lo e que fosse induzir a paz entre os potiguares, que para os quais Ilha Grande falou-lhes a linguagem da prudência, os convencendo a conveniência de cessarem as hostilidades contra os portugueses. Dom Francisco de Souza ao se sentir tranqüilo quanto aos índios em conseqüência das pazes com eles celebradas, imediatamente determinou que a paz fosse solenemente celebradas e que Jerônimo de Albuquerque fundasse uma povoação nas proximidades do Forte dos Reis que tomou em 25 de Dezembro de 1599 o nome da Cidade de Natal, e em Janeiro de 1600 o Governador Geral Dom Francisco de Souza nomeou João Rodrigues Calaço para exercer os cargos de comandante do forte e capitão-mor que eram ocupados por Jerônimo de Albuquerque por delegação de Manuel Mascarenhas, e ao ser investido em suas funções, João Rodrigues Calaço de acordo com as ordens do Governador Geral Dom Francisco de Souza imediatamente tratou de povoar o solo e de incentivar o cultivo das terras da capitania para a consolidação da conquista com largas concessões de sesmarias que atingiram pelo lado do sul o rio Curumatáu onde a corrente colonizadora era natural e lógica devido a derrota e expulsão dos potiguares e dos franceses, e pelos pontos já explorados pelas colunas expedicionárias de Feliciano Coelho e de Manuel Mascarenhas e pelo norte não iam além de duas a três léguas do Forte dos Reis, e para o seu desenvolvimento era necessário grandes esforços de seus conquistadores, e para o interior, estendiam-se ao longo das margens dos rios, e na cidade de Natal poucos foram os colonos que requereram as sesmarias do sitio da cidade e por conta disto pouco progrediu, e durante o seu governo Calaço teve em sua capitania um português que fora degredado para o Brasil pelo bispo de Leiria, que escreveu em sua sentença “ vá para o Brasil donde tornará rico e honrado”.
Entre 3 de Julho e 8 de Agosto de 1603 Jerônimo de Albuquerque retornou ao Brasil, após ter viajado para Lisboa onde pleiteou o cargo de capitão-mor efetivo e assumiu o exercício de suas funções por um período de 6 anos, prazo este que excedeu, em virtude da patente real, com isto teve o tempo necessário para tomar mais fecunda a sua ação, a qual soube aproveitar maravilhosamente pois ordenou que percorressem todo litoral para o norte até às salinas de Macau, explorou a costa sul e organizou expedições exploradoras ao interior, e desta época e que se tem conhecimento dos primeiros engenhos de açúcar na capitania, os quais foram fundados nas sesmarias que Jerônimo de Albuquerque havia concedido a seus filhos Antônio e Matias Albuquerque em 2 de Maio de 1604, as quais compreendiam cinco mil braças quadradas na várzea do Cunhaú e duas léguas na localidade de Canguaretama e que posteriormente foram consideradas como exorbitantes pelo rei, que por provisão de 28 de Setembro de 1612 mandou que fossem reduzidas pela metade apesar de Alexandre de Moura Capitão-mor de Pernambuco e o ouvidor que o executaram o cumprimento legal em 1614 de terem encontrado o engenho construído e as terras cultivadas, porém anos a metrópole reconsiderou o que fora disposto na citada provisão e confirmou integralmente a concessão primitiva pelo alvará de 2 de Agosto de 1628.
Jerônimo de Albuquerque que mantinha a máxima preocupação em fortalecer a aliança com os índios potiguares, de alargar a área da colonização da capitania, e devastar o sertão e de concorrer para que as armas portuguesas levassem além das fronteiras de sua capitania em busca do extremo setentrional o prestigio de seu valor, viu em 1 de Abril de 1602 Dom Diogo Botelho assumir o governo geral do Brasil e ser substituído de seu cargo em 1607 por Dom Diogo de Meneses e Siqueira, que durante o seu governo se deu a nova divisão da colônia em dois governos gerais, quando ficou em sua jurisdição as capitanias do norte as quais administrou de maneira hábil, enérgico e operoso, o qual foi de grande importância para Jeronimo de Albuquerque pela assistência solicita que lhe dispensou, e através de uma carta patente de 21 de Agosto de 1609 Lourenço Peixoto Cirne assumiu o governo do Rio Grande no lugar de Jerônimo de Albuquerque até o ano de 1613 quando Francisco Caldeira Castelo Branco assumiu o governo da capitania e fez algumas concessões de sesmarias no sitio da cidade para aqueles que as quisessem povoar e cultivar as terras, todavia o seu governo não foi além de Junho de 1615, devido ter sido comissionado por Dom Gaspar de Souza para seguir no comando de uma frota armada em socorro a capitania do Maranhão onde chegou em Santa Maria de Guaxemduba para firmar a trégua com La Ravardiere e dali seguiu para tratar dos negócios do governo em Portugal. E o seu sucessor a frente da capitania Rio Grande foi Estêvão Soares de Albergania que permaneceu até 1617 quando foi substituído por Ambrósio Machado, que em sua administração terminou as obras da igreja matriz da capitania que havia sido iniciada nos tempos da conquista, e que no ano de 1621 foi substituído por André Pereira Temudo que em 1623 foi sucedido por Bernardo da Mota que não chegou a governar a capitania e seu substituto foi Francisco Gomes de Melo que em 1624 achava-se em Lisboa, quando da ocupação da Bahia pelos holandeses, fato este que alarmou o governo e o povo, por ser uma ameaça a todas as colônias espanholas e portuguesas da América, e para isto foi armada uma poderosa esquadra sob o comando de Dom Fadrique de Toledo para socorrer a Bahia e as demais praças que se encontravam desaparelhadas para a resistência.
Em 26 de Maio de 1625 o Almirante holandês Hendriksoon, ao chegar a Bahia com uma poderosa esquadra para reforçar os seus compatriotas que ocupavam aquela cidade, obteve a noticia de que os forças holandesas ali estacionadas haviam se rendido
E que a cidade da Bahia estava em poder das forças restauradoras do domínio português; imediatamente o almirante batavo seguiu para o norte até a baia da Tradição onde fundeou sua esquadra e organizou diversas explorações pelo litoral até atingir o Engenho Cunhaú; ao ser informado das incursões holandesas à capitania do Rio Grande Matias de Albuquerque imediatamente ordenou que providenciasse o desalojamento dos batavos, e no ano de 1630 Pedro Mendes de Gouveia substituiu Domingos da Veiga Cabral que governava interinamente a capitania do Rio Grande, onde a corrente imigratória estava definitivamente encaminhada com persistentes e intensos trabalhos de desbravamento do solo pelos colonos em seus novos habitat, e as criação prosperando por todas as partes e os engenhos Ferreiro Torto e Cunhaú produzindo açúcar a todo vapor no principal núcleo de população da capitania onde viviam em relativa harmonia com os índios potiguares onde se constituía uma freguesia com juiz, câmara, escrivão e procurador do conselho, escrivão da fazenda e almoxarife procurador dos índios e escrivão das datas e demarcações, embora imperfeito também dispunham de um aparelho governativo do qual era chefe o capitão-mor que também era o comandante do Forte dos Reis, e durante o seu governo a sua capitania foi ocupada em 1633 pela frota holandesa comandada pelo Almirante Linchthardt.
Pena que hoje em dia, os vestígios coloniais nesta região sejam bastante escassos...
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
FestNatal

Decorre durante estes dias a segunda etapa do Festival de Cinema de Natal. Uma boa oportunidade de ver bom cinema brasileiro a preço simbólico. Existe também a oportunidade de participar em alguns workshops gratuitos relacionados com as artes cinematográficas. Relembro ainda que no passado mês de Setembro, foi realizada uma mostra de cinema português com a exibição de uma retrospectiva da obra do cineasta António Pedro Vasconcelos.
http://www.festnatal.com/
terça-feira, 7 de novembro de 2006
Intercâmbio Luso-Brasileiro
"Tempos mais recentes trouxeram ao Brasil vultuosos investimentos de uma e conomia portuguesa que aprendeu, de novo, o caminho da internacionalização, de um país que deixou de ser exportador de mão de obra e importador de capitais, par a passar a ser importador líquido de mão de obra e exportador de capitais", disse o Presidente.
"Investimentos que, com flutuações mais ou menos acentuadas, num sentido o u no outro, mantêm-se, atestando a confiança de Portugal na economia brasileira", salientou o chefe de Estado português.
Cavaco Silva, que falou durante o jantar anual da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, destacou a importância das organizações associativas empresariais para o fortalecimento das relações entre os dois países.
"Portugal e as relações luso-brasileiras precisam de vós, de todos vós: dos que para aqui vieram há muito tempo, dos luso-descendentes e dos que aqui chegaram há menos tempo", disse.
"As câmaras de comércio constituem um instrumento fundamental para a mobilização de todos. Para tanto, é preciso que não esqueçam ninguém, que saibam congregar, federar, reunir", afirmou o presidente.
Cavaco Silva defendeu ainda que as câmaras de comércio devem saber "tirar proveito da experiência de todos" e que não devem hesitar "em renovar-se de forma a atrair novas gerações".
"É essencial apoiar quem chega de novo, ou quem quer empreender, promover o que somos e o que temos para oferecer nos mais variados domínios, estimular parcerias, estar presente na sociedade brasileira", referiu.
Cavaco Silva realçou igualmente os "desafios de grande dimensão" que Portugal tem pela frente, "cuja resposta determinará o país" deixado para as futuras gerações.
O presidente português salientou ainda que o Brasil está "repleto de exemplos da obra que por aqui foram realizando portugueses e seus descendentes, que t anto fizeram - e fazem - pelo engrandecimento das relações entre os dois países".
O jantar foi o primeiro compromisso da visita oficial de dois dias que o presidente português está a realizar a São Paulo.
A programação da deslocação, que decorre na sequência da viagem ao Uruguai, por ocasião da XVI Cimeira Ibero Americana, inclui ainda uma visita ao Museu da Língua Portuguesa e à Bienal de Artes de São Paulo. Cavaco Silva regressa ao fim do dia a Portugal.
Fonte: Agência Lusa
Ora aqui está um exemplo de que Portugal não pode estar unicamente focado na Europa. Um exemplo a seguir e que apenas beneficiará os dois países unidos por laços históricos.
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
Pontapé de saída
Pretendo através deste espaço descrever algumas das minhas experiências em terras de Vera Cruz não esquecendo a realidade portuguesa. Poderei afirmar, que se trata de um blogue que terá um pé em cada lado do Atlântico, numa miscelânea de ideias e conceitos. Não pretendo imprimir nenhuma linha ideológica nem estética e espero que as temáticas sejam do vosso agrado.









