A Carnaval!!! Por aqui, costuma-se dizer que o Brasil só começa a funcionar em pleno após a Quarta-Feira de Cinzas...
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Ronda Nocturna - Music Club










Sexta-feira é dia de Music! Na minha opinião, esta é melhor discoteca de Natal alternando a música ao vivo com sets dos melhores DJ´s do país. Uma das casas nocturnas mais bem frequentadas da cidade. São raros os turistas que passam por lá, sendo a escolha número um dos filhos da elite local. Para dançar até de manhã...
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
O mistério da Miss Brasil

"FLORIANÓPOLIS - A ex-miss Brasil Taíza Thomsen, que está desaparecida há cinco meses, deve estar em Londres. O titular da Polícia Federal em Joinville, delegado Marcos David Salem, informou nesta quarta-feira, 31, que há provas de que ela embarcou dia 14 de abril de 2006, pelo vôo 246 da British Airways, partindo de São Paulo.
Salem disse ainda que está centrando as investigações na capital britânica, onde Taíza teria sido vista pela última vez. Na tentativa de descobrir o paradeiro da ex-Miss, os policiais brasileiros contam com a colaboração da Polícia de Londres.
Ao contrário das expectativas da cidade de Joinville, Taíza ainda não foi encontrada. Se não existem provas de que ela esteja viva, também não existe nada que leve a supor o contrário. "Estamos trabalhando no sentido de encontrá-la, e todas as possibilidades estão sendo investigadas", afirma chefe da investigação.
Demonstrando cautela em relação a especulações ou informações não confirmadas, o delegado Salem diz que neste momento está procurando determinar as circunstâncias em que se deu o embarque de Taíza para Londres, se ela viajou sozinha ou não, com que tipo de visto ela entrou no país estrangeiro e como foi paga a passagem.
Segundo ele, não existe nos autos do processo nenhuma informação sobre eventuais motivos para o desaparecimento, "nem seria papel da Polícia Federal deter-se sobre detalhes da vida pessoal dos cidadãos. Por enquanto, há um desaparecimento e indicações de que a pessoa desaparecida estaria em Londres. É isso que estamos investigando".
O temor da família é de que Taíza esteja sendo mantida presa, embora não se imagine quem a estaria impedindo de fazer contato. Em depoimento ontem, a mãe reafirmou a certeza de que a filha já teria dado notícias se pudesse se comunicar."
in Estado de S.Paulo (31/01/2007)
Este é um mistério, que tem intrigado a opinião pública brasileira nestes últimos dias, originando uma séries de especulações. Uma excelente matéria para um romance policial...
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Um é pouco...

O homem que tem apenas um orgasmo por noite é o pesadelo das mulheres francesas.
67% - Consideram que apenas um orgasmo do parceiro é suficiente.
48% - Vivem com parceiros que nunca dão mais de uma a cada noite.
Bravos rapazes lusitanos, uni-vos! Está na hora de marcar uma excursão "de caridade" por terras gaulesas.
O jipe que veio do frio


O Lada Niva ,foi o veículo todo-o-terreno utilizado durante anos pelo Exército Soviético. Uns anos após o colapso comunista, foi convertido à vida civil e exportado para a Europa Ocidental. No entanto, o seu aspecto espartano e a sua robustez fora de estrada mantiveram-se inalteráveis. Em Portugal, o modelo nunca obteve sucesso nas vendas, foi retirado do mercado em 2001 e será difícil encontrar algum a circular nas nossas estradas.
Este automóvel russo, também foi comercializado no Brasil, embora também já seja uma raridade por aqui. Contudo, eu até gostaria de adquirir um Lada Niva para restaurar cuidadosamente a meu gosto. Afinal de contas, trata-se de uma relíquia motorizada dos tempos da Guerra Fria. Tenho de admitir que tenho um gosto bem pouco convencional para carros!
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Luís da Câmara Cascudo - 1898/1986

Memorial de Câmara Cascudo na Cidade Alta - Natal/RN
Escritor e folclorista, nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, em 1898 e faleceu na mesma cidade, em 1986. É um dos mais importantes pesquisadores das raízes étnicas do Brasil.
Aos seis anos já sabia ler. Estudou Latim durante três anos com o mestre João Tibúrcio. Em 1922, aprendeu a ler inglês, para acompanhar os viajantes por África e Ásia. É dele a tradução comentada do livro Travels in Brazil, de Henry Koster, viajante inglês, obra das mais valiosas para o conhecimento e interpretação do Brasil, no início do século XIX.
Entrou para a Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador, mas foi abrigado a abandonar o curso por causa de dificuldades financeiras.
Em 1928, formou-se pela Faculdade de Direito do Recife, concluindo também no mesmo ano, o curso de Etnografia, na Faculdade de Filosofia, do Rio Grande do Norte.
Publicou seu primeiro livro aos vinte e três anos de idade, Alma Patrícia (1921), um estudo crítico e biobibliográfico de 18 escritores e poetas norte-rio-grandenses ou radicados no Estado.
Foi professor de Direito Internacional Público, na Faculdade de Direito do Recife e de Etnologia Geral, na Faculdade de Filosofia, em Natal.
Escreveu sobre os mais variados assuntos. Sua especialização foi na etnografia e no folclore, mas sua predileção era pelas áreas de história, geografia e biografia, especialmente do Rio Grande do Norte.
Foi considerado o Papa do folclore brasileiro. Publicou, entre outros, as seguintes obras:
Alma patrícia (1921); Joio: página de literatura e crítica (1924); Conde D´Eu (1933); Vaqueiros e cantadores: folclore poético do sertão de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará (1939); Antologia do folclore brasileiro (1943); Geografia dos mitos brasileiros (1947); Os holandeses no Rio Grande do Norte (1949); Meleágro: depoimento e pesquisa sobre a magia branca no Brasil (1951); Dicionário do folclore brasileiro (1954); História do Rio Grande do Norte (1955); Geografia do Brasil holandês (1956); Jangadas: uma pesquisa etnográfica (1957); Rede de dormir (1959); A cozinha africana no Brasil (1964); Made in Africa: pesquisa e notas (1965); História da República no Rio Grande do Norte (1965); Prelúdio da cachaça (1968); História da alimentação no Brasil (1967-1968); Ensaios de etnografia brasileira (1971); Sociologia da açúcar: pesquisa e dedução (1971); A vaquejada nordestina e suas origens (1974); Antologia da alimentação no Brasil (1977).
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Turismo Sexual

Os portugueses, a par com os italianos, são os principais clientes do turismo sexual no Brasil. De acordo com um estudo realizado durante seis meses em todo o território brasileiro, os nossos compatriotas e os italianos somam mais de 50 por cento de todos os turistas do mundo que vão ao Brasil especificamente à procura de sexo. Os turistas sexuais têm geralmente idades entre os 20 e 40 anos.
Segundo o estudo, realizado pela Organização Mundial do Turismo (OMT), os turistas sexuais chegam ao Brasil em voos fretados, têm uma situação financeira confortável, são geralmente atraentes e têm, na sua maioria, entre 20 e 40 anos.
Esse dado destrói um mito antigo, segundo o qual o turista sexual era homem de meia-idade ou mais, sem muita beleza ou dinheiro.
Os turistas sexuais que chegam ao Brasil, ainda de acordo com o estudo, procuram sobretudo sexo com adultos. Segundo a socióloga Mirtes Albuquerque, uma das coordenadoras do estudo, os dados colhidos entre prostitutas, turistas e outros intervenientes nesse mercado dão conta de que apenas 10 por cento dos estrangeiros procuram mulheres com menos de 18 anos.
A seguir aos portugueses e italianos, os holandeses, norte-americanos e, em menor grau, os ingleses e espanhóis, são os que mais fazem turismo sexual no Brasil. E, de entre todas as grandes capitais brasileiras, as mais procuradas por esses turistas continuam a ser as de estados do Nordeste, como Recife, em Pernambuco, Salvador, na Bahia, e Fortaleza, no Ceará. Aqui em Natal, o turismo sexual também já se vai tornando um flagelo social, que tem sido combatido de forma incorrecta e as redes internacionais de tráfico de mulheres são facilmente identificáveis. È com algum embaraço, que muitas vezes vejo alguns compatriotas a terem comportamentos pouco dignos por estas paragens. Muitos deles até são caras conhecidas da nossa praça, que aproveitam a passagem pelos trópicos para extravasar as suas taras. Ou serão frustrações!?
domingo, 28 de janeiro de 2007
Lagosta à Capitão-Mor

Desde que descobri, que o sexo oposto fica visívelmente impressionado com os dotes culinários masculinos, decidi aprofundar os meus conhecimentos teóricos e prácticos desta arte. Iniciei-me nestas lides com pratos mais simples, mais tarde arrisquei a confecção de pratos mais elaborados e lentamente fui inventando algumas receitas próprias. Hoje, decidi partilhar uma destas receitas convosco. Bem sei que o preço da lagosta nestas paragens é bem mais acessível, mas vale sempre a pena investir um pouco mais num jantar romântico a dois. Não concordam?
INGREDIENTES:
1 kilo de lagosta ao natural
10 dentes de alho (grandes) ou 2 colheres de pasta de alho
sal a gosto
1 colher de sopa de ervas variadas a gosto
2 cebolas picadas
1 pimentão verde picado
1 pimentão vermelho picado
4 tomates maduros picados
4 raminhos de coentro picados
1/2 chávena de azeite
MODO DE PREPARO:
Cozinhem a lagosta numa panela de pressão durante dez minutos, usando pouca água e colocando um fio de azeite.
Depois de cozida escorram toda a água e deixem arrefecer.
Separem a carne da casca e retirem a veia de fel na parte superior do corpo.
Acrescentem o alho amassado, juntamente com as ervas.
Deixem apurar o gosto por, no mínimo, trinta minutos.
Fervam o óleo em fogo brando e fritem os pedaços de lagosta.
Sirvam ainda quente.
Os demais ingredientes devem ser refogados no óleo usado para a fritura e servidos como complemento.
Procedam da mesma forma para com o lombo da lagosta, que apenas deve ser cozido por vinte minutos em panela normal, também acrescentando um fio de azeite, escorrendo toda a água após a fervura.
Tempo de preparo: 1.00h
Vinhos aconselhados: Muralhas de Monção (verde) ou Bucelas (branco maduro) bem gelados.
Lugares homónimos
sábado, 27 de janeiro de 2007
A Grande Família - O Filme

A casa de Nenê (Marieta Severo) e Lineu (Marcos Nanini) e a pastelaria do Beiçola (Marcos Oliveira) estão visivelmente ampliadas e com novas cores. A residência de Agostinho (Pedro Cardoso) e Bebel (Guta Stresser) também passou por reformas. E até o salão de Marilda (Andréia Beltrão), como diz a actriz, ganhou um up-grade, ou seja, tornou-se uma simpática casinha duplex. A série "A Grande Família", que já tem 6 anos no ar, e audiência de novelas das 20h - a série mantém a média de 45 pontos - veio parar nas telas de cinema - com a trupe completa e, com direito a muitas confusões. A história do filme gira em torno da notícia de que Lineu - O patriarca da família Silva, interpretado por Marco Nanini - poderá estar com cancro no pulmão. Ao retornar do enterro de um colega de repartição, Lineu (Marco Nanini) sente-se mal e vai ao médico, de onde sai com a certeza quase absoluta de que morrerá em breve. Deprimido, ele esconde a situação da família e desiste de ir ao tradicional baile onde começou a namorar Nenê (Marieta Severo). Sem entender o que está a acontecer, Nenê decide provocar o marido e convida um ex-namorado, Carlinhos (Paulo Betti), para o baile. A chegada de Carlinhos atiça Agostinho (Pedro Cardoso) e Tuco (Lúcio Mauro Filho), que buscam algum meio de se aproveitarem dele, além de atrair a atenção de Marilda (Andréa Beltrão), que deseja conquistá-lo. A situação piora ainda mais quando Mendonça (Tonico Pereira), colega de trabalho de Lineu, tenta melhorar o seu ânimo ao tentar envolvê-lo com uma nova funcionária, Marina (Dira Paes).
Esta é uma das raras séries que gosto de ver na televisão pública brasileira, habitualmente exibida na rede Globo todas as quintas-feiras. Em Portugal, creio que podem assistir a algumas trapalhadas desta alegre família no canal GNT da TVCabo. Esta versão cinematográfica, estreou ontem nas salas de cinema de todo o Brasil.
Título Original: A Grande Família - O Filme
País de Origem/Ano de Produção: Brasil (2006)
Realização: Maurício Farias
Elenco: Marcos Nanini
Marieta Severo
Andréa Beltrão
Lúcio Mauro Filho
Pedro Cardoso...
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Serra da Estrela

Apesar das modas mais recentes, apontarem a Sierra Nevada como um dos destinos de neve mais populares destes últimos anos, eu continuo a preferir a nossa Serra da Estrela. Esta escolha não se baseia apenas numa atitude nacionalista. As infraestruturas melhoraram bastante, existem boas unidades hoteleiras, fica mais perto e a gastronomia local é de fazer crescer água na boca. Este fim de semana apetecia-me dar um saltinho até lá para brincar um pouco com a neve. Gostava de sentir um pouco de frio, uma sensação física que esqueci quase por completo em mais de dois anos de trópicos.
Sandboard
Neve foi algo nunca visto por estas latitudes. Na impossibilidade de se praticarem os tradicionais desportos de inverno, aproveitam-se as numerosas dunas da região para fazer sandboard.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Ronda Nocturna - Seven Pub









Este é um dos espaços da cidade que previligia a música ao vivo. Tem apenas o inconveniente de ser um espaço fechado, que se torna bastante quente em noites de maior agitação.A melhor quinta-feira de Natal. Hoje, também vou colocar algumas fotografias de uns rapazotes mais ou menos apresentáveis para regalo da ala feminina.
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Em semana de BTL...
Quem se deslocar ao certame é bem capaz de ver algumas destas imagens. O Turismo do Brasil aposta sempre forte no evento de Lisboa, visto que Portugal já é o principal mercado emissor de turistas para o Nordeste brasileiro.
Investimentos portugueses no Brasil

Estudo do ICEP revela que já existem 666 empresas nacionais no mercado brasileiro .
As 666 empresas portuguesas que actuam no Brasil já deverão ter investido cerca de 20 mil milhões de dólares naquele mercado e já são responsáveis pela criação de 110 mil postos de trabalho, revelam as projecções de um estudo realizado por uma equipa de investigadores e patrocinado pelo Instituto do Comércio Externo de Portugal (ICEP). As estatísticas só contabilizam 11,2 mil milhões de dólares investidos, mas só contam com os investimentos realizados a partir de Portugal e não registam os recursos enviados pelas empresas portuguesas a partir de outros países ou mesmo de paraísos fiscais, pelo que o investimento real deverá ser bem superior.
O portuguesas no Brasil actuam em todos os sectores da economia, mas actualmente é o turismo na região Nordeste do Brasil o grande receptor de investimentos nacionais. Trata-se da terceira vaga de investimentos, que decorre de 2002 até à actualidade, marcada por pequenos e médios investidores. A primeira fase caracterizou-se pelos investimentos de um grupo reduzido de empresas que, isoladamente, se foram estabelecendo no Brasil, entre os anos de 1960 a 1995. Nesse grupo, destaca-se o Banco Espírito Santo (BES), que está desde 1975 no Brasil, país onde actualmente o grupo financeiro mantém o maior volume de investimentos no estrangeiro.
A segunda vaga e a maior delas em termos de volume de investimentos registou-se entre 1996 e 2001, período em que o Brasil promoveu as privatizações de grandes empresas públicas, nomeadamente nos sectores de telecomunicações e de energia. Época em que Portugal foi o maior investidor estrangeiro per capita, com o Brasil a receber 42% de todo o investimento português no exterior.
Os grupos Portugal Telecom (PT) e EDP - Energias de Portugal lideraram os investimentos nesse período, ao vencerem concursos públicos de privatização de operadoras de telefonia móvel, como a Telesp Celular, e de distribuidoras de energia eléctrica, como a Bandeirante, Escelsa e Enersul. O grupo Pestana também assinalou a sua entrada no Brasil nesse período, ao adquirir um hotel no Rio de Janeiro. Actualmente, a rede hoteleira detém sete unidades, representando um investimento total de cerca de 100 milhões de euros naquele mercado. A meta é atingir a marca de dez hotéis até 2007, segundo o presidente do grupo, Dionísio Pestana.
Um terço das empresas portuguesas no Brasil registou uma facturação 50% superior no ano passado, face a 2003, o que faz com que 71,4% delas estejam actualmente em processo de expansão da actividade, salienta o estudo. E as subsidiárias brasileiras já contribuem em média com a 25% do seu volume total de negócio. Instadas a responder à questão sobre se "voltariam a investir hoje no Brasil", 96% das empresas responderam afirmativamente. Mas a recente valorização da moeda brasileira tem levado algumas delas a fazerem o caminho inverso. No fim de Setembro, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) encaixou 638,9 milhões de euros com a venda da participação que detinha no Unibanco, a terceira maior instituição privada brasileira.
O grande desafio do futuro é fazer com que os investimentos portugueses estimulem o aumento das exportações para o Brasil, actualmente em torno de 250 mil milhões de dólares. O comércio bilateral ascendeu a mais de mil milhões de dólares no ano passado, o maior de sempre, com um saldo francamente favorável ao Brasil
Fontes: ICEP/Agência Lusa
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
O problema dos brasileiros
Na semana passada, numa das minhas navegações pela internet, deparei-me com um artigo bastante interessante do advogado Miguel Reis que sintetiza da melhor forma, as actuais relações diplomáticas entre Portugal e Brasil. Não concordo com todos os pontos de vista apresentados, mas vale a pena reflectir sobre os problemas que provocam sérias divergências entre os dois supostos países irmãos.
O que foi anunciado em termos de acordo entre Portugal e o Brasil para,
alegadamente, resolver o problema dos brasileiros que vivem irregularmente em Portugal não augura nada de bom para as relações entre os dois países. Os brasileiros são doces na fala mas não brincam em trabalho e já estou a imaginar como vão reagir os quadros portugueses que forem obrigados a esperar em Buenos Aires ou em Santiago os dias compensatórios da espera que o governo português promete, em Vigo ou em Sevilha, para os brasileiros da Costa da Caparica.
Esta de ter que ir ali ao lado para colher um visto, que só pode ser concedido depois de consultar Lisboa, não passa pela cabeça de ninguém.
Há por aí uns génios que continuam a imaginar um Brasil em que as pessoas andam de tanga e falam guarini. Esse Brasil já não existe; o Brasil real tem muitos aspectos em que a administração pública é superiormente evoluída por relação à portuguesa.
O problema do relacionamento entre Portugal e o Brasil é muito delicado e começa no modo como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras vem tratando os cidadãos brasileiros que chegam a Portugal, mesmo os que são considerados emigrantes pela lei portuguesa.Mesmo que os brasileiros continuem a sorrir com aquele seu ar superdelicado, esse mau tratamento pode vir a ter implicações gravíssimas para as comunidades de portugueses residentes no Brasil.
"No Brasil, um português só não pode ser Presidente da República". De resto encontramo-los por todo o lado, desde a magistratura judicial à do ministério público, passando pelos governos dos estados e pelas autarquias.
Portugal não sabe quantos portugueses há no Brasil, pela simples razão de que nunca quis adoptar um mecanismo idóneo de recenseamento. O que conta para os números oficiais são as inscrições consulares que, paradoxalmente, não podem fazer-se pelo correio, pela internet ou no quadro de uma cooperação com as dezenas de associações de emigrantes portugueses existentes no Brasil.
É, porém, pacifico que os emigrantes portugueses no Brasil - considerando os que como tal são classificados pela lei - são mais de três milhões. Uns são portugueses, outros são binacionais e outros (filhos de portugueses) têm apenas a nacionalidade brasileira.
Uns têm a sua situação regularizada de acordo com as leis da imigração brasileira. Outros, entre os quais muitos quadros de empresas portuguesas, vivem no Brasil em situação irregular.
O tratamento que está a ser dado aos brasileiros que aportam a Portugal é vexatório e é aí que reside a raiz do problema. Os portugueses entram à vontade no Brasil, sem que alguém lhes pergunte o que vão fazer, que lugares vão visitar, o que é que sabem dos pontos turísticos do Brasil. Cada brasileiro que entra em Portugal, se não se tiver preparado muito bem para responder aos agentes do SEF corre o risco de ser detido e devolvido à procedência no próximo avião.
O modo como é feito o inquérito, aproveitando o efeito surpresa e não facultando ao detido (porque é de uma efectiva detenção que se trata) a assistência de advogado é absolutamente incompreensível para pessoas que, pese embora algumas deficiências que o Brasil ainda tem, estão habituadas a um nível de garantismo muito superior ao nosso.
Os brasileiros têm o direito de entrar no País sem visto, podendo aqui permanecer durante noventa dias.
É certo que a lei prevê que possa ser impedida a sua entrada, se o cidadão for suspeito de querer imigrar. Parece-me, porém, que esta medida só deve ser adoptada se as suspeitas existirem antes da própria entrada do cidadão no território nacional e não em consequência do interrogatório a que o visitante é sujeito depois da detenção.
Os brasileiros são muito ciosos da sua dignidade e da sua independência e não tolerarão esta injúria por muito tempo. É muito provável que se repitam a breve prazo situações de recusa de entrada a portugueses que viagem para o Brasil, usando os mesmos métodos que são usados pelo SEF e acabando com a liberdade de circulação que nos tem sido outorgada. Anoto a propósito, que o número de viajantes transportados pelos operadores turísticos continua a ser muito inferior ao dos que se deslocam ao Brasil apoiando a sua estadia nos familiares e nos amigos.
O drama está em que esse caminho pode abrir uma tragédia para as comunidades de portugueses residentes no Brasil.Conversei recentemente com um membro do Congresso, que me deu conta de que está em preparação um projecto visando "o estabelecimento de uma rigorosa reciprocidade de direitos", o que passa, desde logo, pela eliminação dos normativos da Constituição Federal que discriminam positivamente os portugueses. Disse-me esse congressista, por acaso descendente de portugueses, que as medidas devem ir mais longe.
Na hipótese de haver expulsão de brasileiros de Portugal por se encontrarem em situação irregular, entende ele que devem ser expulsos do Brasil os portugueses que também estão em situação irregular, a começar por muitos quadros das companhias portuguesas que operam no Brasil.Mas, para além disso há quem entenda que devem ser anulados para o futuro todos os privilégios de que os portugueses beneficiaram, a não ser que eles renunciem à nacionalidade portuguesa e adquiram, se para tanto tiverem condições, a nacionalidade brasileira.
Para além de milhares de funcionários públicos em posições que os brasileiros nunca poderiam ocupar em Portugal, volta a falar-se da questão das equivalências universitárias.
O Brasil reconhece a maioria dos diplomas emitidos por universidades portuguesas. Em contrapartida, uma boa parte dos cursos universitários mais reputados no Brasil não têm reconhecimento prático em Portugal.
Sem prejuízo da necessidade de regular, de uma forma mais rigorosa as condições da imigração, Portugal só tem a ganhar se aproximar as facilidades concedidas aos brasileiros daquelas que o Brasil concede aos portugueses, ainda que, em muitos casos, de modo quase informal. Pensar de modo diverso é afectar de forma muito grave a situação da numerosa comunidade portuguesa no Brasil, que continua a crescer todos os dias, aliás com emigrantes ilegais, como são quase todos os que se instalaram para investir nos últimos anos no Nordeste.
A questão de fundo é simples de adivinhar numa conversa solta com qualquer político brasileiro. Eles gostam de nós quando somos solidários com eles e não usam as palavras adequadas para classificar esta magna questão. Mas dá para entender que pensam que Portugal continua a portar-se, nalguns aspectos, com o síndroma da velha potência colonial.Por isso - dizem - se inventam cada vez mais anedotas de portugueses. O singular é que elas deixaram de falar dos Manoeis do Brasil, para falar dos Manueis de Portugal.
Sutilesas, como dizem os brasileiros.
Artigo de Miguel Reis (Advogado) in Portugal Expresso (Junho 2006)
O que foi anunciado em termos de acordo entre Portugal e o Brasil para,
alegadamente, resolver o problema dos brasileiros que vivem irregularmente em Portugal não augura nada de bom para as relações entre os dois países. Os brasileiros são doces na fala mas não brincam em trabalho e já estou a imaginar como vão reagir os quadros portugueses que forem obrigados a esperar em Buenos Aires ou em Santiago os dias compensatórios da espera que o governo português promete, em Vigo ou em Sevilha, para os brasileiros da Costa da Caparica.
Esta de ter que ir ali ao lado para colher um visto, que só pode ser concedido depois de consultar Lisboa, não passa pela cabeça de ninguém.
Há por aí uns génios que continuam a imaginar um Brasil em que as pessoas andam de tanga e falam guarini. Esse Brasil já não existe; o Brasil real tem muitos aspectos em que a administração pública é superiormente evoluída por relação à portuguesa.
O problema do relacionamento entre Portugal e o Brasil é muito delicado e começa no modo como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras vem tratando os cidadãos brasileiros que chegam a Portugal, mesmo os que são considerados emigrantes pela lei portuguesa.Mesmo que os brasileiros continuem a sorrir com aquele seu ar superdelicado, esse mau tratamento pode vir a ter implicações gravíssimas para as comunidades de portugueses residentes no Brasil.
"No Brasil, um português só não pode ser Presidente da República". De resto encontramo-los por todo o lado, desde a magistratura judicial à do ministério público, passando pelos governos dos estados e pelas autarquias.
Portugal não sabe quantos portugueses há no Brasil, pela simples razão de que nunca quis adoptar um mecanismo idóneo de recenseamento. O que conta para os números oficiais são as inscrições consulares que, paradoxalmente, não podem fazer-se pelo correio, pela internet ou no quadro de uma cooperação com as dezenas de associações de emigrantes portugueses existentes no Brasil.
É, porém, pacifico que os emigrantes portugueses no Brasil - considerando os que como tal são classificados pela lei - são mais de três milhões. Uns são portugueses, outros são binacionais e outros (filhos de portugueses) têm apenas a nacionalidade brasileira.
Uns têm a sua situação regularizada de acordo com as leis da imigração brasileira. Outros, entre os quais muitos quadros de empresas portuguesas, vivem no Brasil em situação irregular.
O tratamento que está a ser dado aos brasileiros que aportam a Portugal é vexatório e é aí que reside a raiz do problema. Os portugueses entram à vontade no Brasil, sem que alguém lhes pergunte o que vão fazer, que lugares vão visitar, o que é que sabem dos pontos turísticos do Brasil. Cada brasileiro que entra em Portugal, se não se tiver preparado muito bem para responder aos agentes do SEF corre o risco de ser detido e devolvido à procedência no próximo avião.
O modo como é feito o inquérito, aproveitando o efeito surpresa e não facultando ao detido (porque é de uma efectiva detenção que se trata) a assistência de advogado é absolutamente incompreensível para pessoas que, pese embora algumas deficiências que o Brasil ainda tem, estão habituadas a um nível de garantismo muito superior ao nosso.
Os brasileiros têm o direito de entrar no País sem visto, podendo aqui permanecer durante noventa dias.
É certo que a lei prevê que possa ser impedida a sua entrada, se o cidadão for suspeito de querer imigrar. Parece-me, porém, que esta medida só deve ser adoptada se as suspeitas existirem antes da própria entrada do cidadão no território nacional e não em consequência do interrogatório a que o visitante é sujeito depois da detenção.
Os brasileiros são muito ciosos da sua dignidade e da sua independência e não tolerarão esta injúria por muito tempo. É muito provável que se repitam a breve prazo situações de recusa de entrada a portugueses que viagem para o Brasil, usando os mesmos métodos que são usados pelo SEF e acabando com a liberdade de circulação que nos tem sido outorgada. Anoto a propósito, que o número de viajantes transportados pelos operadores turísticos continua a ser muito inferior ao dos que se deslocam ao Brasil apoiando a sua estadia nos familiares e nos amigos.
O drama está em que esse caminho pode abrir uma tragédia para as comunidades de portugueses residentes no Brasil.Conversei recentemente com um membro do Congresso, que me deu conta de que está em preparação um projecto visando "o estabelecimento de uma rigorosa reciprocidade de direitos", o que passa, desde logo, pela eliminação dos normativos da Constituição Federal que discriminam positivamente os portugueses. Disse-me esse congressista, por acaso descendente de portugueses, que as medidas devem ir mais longe.
Na hipótese de haver expulsão de brasileiros de Portugal por se encontrarem em situação irregular, entende ele que devem ser expulsos do Brasil os portugueses que também estão em situação irregular, a começar por muitos quadros das companhias portuguesas que operam no Brasil.Mas, para além disso há quem entenda que devem ser anulados para o futuro todos os privilégios de que os portugueses beneficiaram, a não ser que eles renunciem à nacionalidade portuguesa e adquiram, se para tanto tiverem condições, a nacionalidade brasileira.
Para além de milhares de funcionários públicos em posições que os brasileiros nunca poderiam ocupar em Portugal, volta a falar-se da questão das equivalências universitárias.
O Brasil reconhece a maioria dos diplomas emitidos por universidades portuguesas. Em contrapartida, uma boa parte dos cursos universitários mais reputados no Brasil não têm reconhecimento prático em Portugal.
Sem prejuízo da necessidade de regular, de uma forma mais rigorosa as condições da imigração, Portugal só tem a ganhar se aproximar as facilidades concedidas aos brasileiros daquelas que o Brasil concede aos portugueses, ainda que, em muitos casos, de modo quase informal. Pensar de modo diverso é afectar de forma muito grave a situação da numerosa comunidade portuguesa no Brasil, que continua a crescer todos os dias, aliás com emigrantes ilegais, como são quase todos os que se instalaram para investir nos últimos anos no Nordeste.
A questão de fundo é simples de adivinhar numa conversa solta com qualquer político brasileiro. Eles gostam de nós quando somos solidários com eles e não usam as palavras adequadas para classificar esta magna questão. Mas dá para entender que pensam que Portugal continua a portar-se, nalguns aspectos, com o síndroma da velha potência colonial.Por isso - dizem - se inventam cada vez mais anedotas de portugueses. O singular é que elas deixaram de falar dos Manoeis do Brasil, para falar dos Manueis de Portugal.
Sutilesas, como dizem os brasileiros.
Artigo de Miguel Reis (Advogado) in Portugal Expresso (Junho 2006)
domingo, 21 de janeiro de 2007
NIP/TUCK

Nip/Tuck é uma polémica série dramática norte-americana. Foi criada por Ryan Murphy para o canal a cabo FX Networks e logo se tornou um fenómeno de audiência.
Nip/Tuck segue a vida de dois cirurgiões plásticos de Miami, Sean McNamara (Dylan Walsh) e Christian Troy (Julian McMahon). A série, embora não seja estritamente uma telenovela, apresenta alguns “story arcs” (tramas que se desenvolvem ao longo da série e que se ligam ao longo dos episódios). Na sua estréia, Nip/Tuck foi a série de maior audiência na TV cabo americana, e o maior índice de audiência de séries de TV cabo entre telespectadores de 18-49 e 25-54 anos de idade. A primeira temporada teve uma média de 3,25 milhões de telespectadores por espísodio. A série tem atraído críticas de grupos como o Parents Television Council e outros devido às suas cenas explícitas de procedimentos cirúrgicos e actos sexuais.
Esta é a minha série preferida da actualidade, que sigo religiosamente todas as semanas. No Brasil, é transmitida via cabo pela FOX e no canal aberto SBT (Domingos -23h,horário de Brasília). Em Portugal creio que é transmitida pela FOX Life aos fins de semana. As caixas das primeiras temporadas, também já se encontram disponíveis para aluguer e venda directa. Abaixo, traço as linhas gerais das duas personagens principais.
Dr. Sean McNamara (Dylan Walsh) - Um cirurgião plástico perto da meia idade tentando aceitar as escolhas que tomou na sua vida. É co-fundador da clinica de cirurgia plástica McNamara/Troy e tem como sócio seu melhor amigo, Christian Troy. Casou com a sua namorada de faculdade Julia McNamara por 17 anos (atualmente estão divorciados). Tem dois filhos, Matt McNamara e Annie McNamara.
Dr. Christian Troy (Julian McMahon) - Um cirurgião plástico mulherengo a entrar na meia idade. O melhor amigo de Sean McNamara e parceiro de negócios. Pai biológico de Matt McNamara. Tem uma namorada “vai e volta” chamada Kimber Henry. E tem uma paixão secreta pela mulher do seu melhor amigo.
sábado, 20 de janeiro de 2007
Tambaba


Esta é a única praia oficial de nudismo em todo o Nordeste brasileiro, pequena, cercada por rochas e falésias. Homens desacompanhados de mulheres não podem entrar, nem é permitido fotografar ou filmar os frequentadores do local. Pelo acesso principal, asfaltado, existe um trecho para quem usa trajes de banho. Fica localizada a cerca de 225Km de Natal, no estado da Paraíba, nas proximidades de sua capital João Pessoa. Trata-se de uma das praias mais bonitas da região, com extensas áreas desertas, suas enormes falésias avermelhadas e sem qualquer tipo de urbanização.
Aos que se derem ao trabalho de visitar a página deste balneário paraíbano, chamo a atenção para a pousada Dom Quinzote onde o nudismo é obrigatório para todos os hóspedes. Uma pequena dúvida...Onde é que este pessoal guarda a carteira?
www.tambaba.com.br
88º Campeonato Estadual


O ano de 2007, começa cheio de entusiasmo e expectativas para a abertura do Campeonato Estadual de Futebol Profissional de 2007. Este sábado, terá início a 88ª edição do campeonato estadual do Rio Grande do Norte que terá como principais atractivos, a eterna rivalidade entre os dois principais clubes da cidade - América/RN e ABC e observar o comportamento de algumas equipas do interior do estado que causam bastantes surpresas. Este ano, o América após a disputa do estadual e Copa RN, irá participar da série A do campeonato brasileiro, conquistada na época passada, após dez anos de ausência na divisão primidivisionária.
Este ano participam doze clubes dentre eles, ABC, AMÉRICA, ALECRIM FC, ASSU, CORINTIANS DE CAICÓ, SÃO GONÇALO, MACAU, SANTA CRUZ, POTIGUAR(PARNAMIRIM),POTIGUAR(MOSSORÓ), BARAÚNAS E GUAMARÉ.
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