
Mark Simpson, o jornalista que inventou a metrossexualidade, descobriu um novo conceito estético - Sporno - que descreve como pornografia homossexual inspirada no desporto. O Sporno nasceu da combinação do mundo do desporto com o mundo da publicidade. Os novos modelos são desportistas conscientes do potencial que têm no mundo gay e dispostos a venderem o corpo como objecto sexual. Simpson diz que "Sportsmen on this side of the Atlantic are increasingly openly acknowledging and flirting with their gay fans". Os grandes spornos são David Beckman e Fredrik Ljungberg (que Simpson descreve como "the man who actually looks the way Beckham thinks he looks", descrição maravilhosa porque eu sempre achei o Beckman irritante e amaricado), mas também a selecção italiana de futebol (na publicidade D&G dentro do balneário) e selecção francesa de rugby (que fez um calendário deveras sugestivo).
Embora virado sobretudo para o público gay, parece-me que as mulheres, até hoje incapazes de criar uma verdadeira indústria pornográfica feminina, podem aproveitar muito bem este novo homem. Eu por mim falo: o metrossexual, excessivamente preocupado com a moda, que usa cremes faciais a mais, que se olha constantemente ao espelho e que até usa maquilhagem masculina do Gautier nunca me convenceu. Um homem é um homem. Estes sporno stars, apesar da proximidade aos metrossexuais, considero-os mais convincentes porque, ao serem pornográficos, são mais decadentes, mais imperfeitos, mais humanos e, sobretudo, mais sexuais.






























