terça-feira, 6 de novembro de 2007

Corpos à Venda

Actualmente, existem mais de 30.000 pessoas à espera de um transplante de rim no Brasil. É uma extensa lista de espera, que demora entre três a dez anos para ser superada. Quem encara essa espera são doentes renais que não têm parentes ou amigos com orgãos compatíveis e dispostos a doá-los. Essa dificuldade tem vindo a estimular o comércio de orgãos, que encontrou na internet, um caminho aberto para as negociações. Os rins são oferecidos, em média, por 80.000 reais. Mas há quem se arrisque a pedir até 500.000 reais. Mas a lei é clara ao proibir este tipo de comércio. Para evitar que o desespero seja um combustível poderoso nas mãos dos traficantes de orgãos, o Governo precisa agir bem rápido.

5 comentários:

foryou disse...

É algo que sempre me fez imensa confusão... enfim, eu seria incapaz de vender o meu corpo, acho eu...

Mas vendo bem... de repente isto fez-me reflectir... já tive de pagar o sangue que outros doaram... e curiosamente, neste momento isso torna-se uma coisa estranha.
Por outro lado já doei medula uns anos atrás e verdade se diga, nunca interroguei se pagarm por ela...

Gi disse...

Muito complicado mesmo. Ainda há pouco tempo passou pela nossa televisão um programa que abordava esta temática. Mostraram inclusivé zonas (creio que no Sudoeste Asiático) em que populações de algumas aldeias apresentavam quase na sua totalidade uma cicatriz. Vender um orgão para eles é uma questão de sobrevivência ... e há sempre quem se aproveite da miséria alheia. Acho que nãoé só no Brasil ... devem andar por todo o lado.

beijinhos

(ando um pouco afastada por falta de tempo, estou mesmo assoberbada. Não estranhes a minha falta da assiduidade at´s os posts são menos que o habitual , compenso com o tamanho :) )

AnadoCastelo disse...

Aqui não chegámos a tanto, mas a lista de espera também não tem nada de agradável. Infelizmente a todos os níveis.
Bjs

marta disse...

A GI tem razão.
Muito complicado mesmo.

O Réprobo disse...

Meu Caro Capitão-Mor,
Há que evitar a todo o custo as situações denunciadas. Se é para vender o corpo, que seja por inteiro, como noutras práticas. Esquartejá-lo é repugnante e devemos evitar as situações de carência que levam a tal mutilação, mesmo que continue a ser possível um funcionamento mais ou menos normal do organismo...
Abraço