quinta-feira, 9 de novembro de 2006

História do Rio Grande do Norte

É impossível fixar com segurança a época exata em que foram pela primeira vez avistada as costas do Rio Grande do Norte, e bem assim quem as avistou, sendo, como é, certo que antes de Cabral outros navegantes, de cujas viagens poucos conhecemos que haviam percorrido o litoral do Brasil, principalmente em sua parte setentrional e dentre os que o fizeram, são hoje constantemente apontados Alonso de Hojeda que em fins de Junho de 1499 navegando em companhia dos célebres pilotos Juan de La Cosa e Américo Vespucio, se encontravam com a terra na latitude de cinco graus ao sul da equinocial.
Vicente Pinzon que tinha como companheiro Colombo e o Capitão Nina em Janeiro de 1500 chegaram a um cabo que lhe denominaram de Santa Maria de La Consolacíon.
De onde se dirigiram-se para noroeste, passando além da foz do rio Amazonas. Posteriormente à notificação oficial do descobrimento do Brasil ao governos da Europa e atendendo aos pedidos da carta de Pero Vaz de Caminhas, foi enviada a primeira expedição portuguesa ao territorio brasileiro no ano de 1501, que ficou conhecida como a expedição exploradora de 1501 comandada por Gaspar de Lemos com a ajuda de Américo Vespucio que chegou à 16 de Agosto ao Cabo de São Roque na praia dos Touros,
Onde fixaram um marco de posse portuguesa em pedra branca contendo os brasões de Portugal.
E a esta seguiram-se muitas outras expedições portuguesas e espanholas ao vasto litoral do Brasil, em diferentes viagens de exploração para a América Central, para o rio da Prata e para as Índias. E as expedições francesas que logo após a descoberta do Brasil começaram a tomar conhecimento das terras e de seus habitantes com os quais traficavam o pau-brasil até o falecimento de Dom Manuel em 1521. Portugal que se limitava a guarda da nova possessão contra as pretensões de outras potências marítimas, deixou de explorar o vasto territorio com que fora enriquecida a coroa portuguesa nas mãos dos contrabandistas franceses, que aproveitaram o intuito mercantil dos índios, estabeleceram estações de permuta nos portos visando lucros imediatos e especulações rendosas, e para combate-lhos em 1530 Portugal enviou a primeira expedição colonizadora sob o comando de Martins Afonso de Souza.
E no ano de 1532, o rei Dom João III, resolveu dividir o Brasil em 15 lotes e entregá-los a 12 donatários, e na divisão das capitanias hereditárias, coube ao honrado Feitor da Casa de Mina e da Índia João de Barros atraves de uma cata de doação a do Rio Grande do Norte com 100 léguas de costa que ia da baia da tradição até as proximidades do rio Jaguaribe, a qual foi aglutinada com 50 léguas doadas a Aires da Cunha e 75 léguas doadas a Fernão Alvares de Andrade que perfizeram um total de 225 léguas de terras, e que devido a sua impossibilidade de participar da empreitada de ocupação de sua capitania em virtude de suas atividades burocratas nas cortes portuguesas, João de Barros autorizou que os seus filhos João e Jerônimo partissem de Lisboa no mês de Novembro de 1535 com destino a capitania de Pernambuco onde receberam eficaz auxilio de Duarte Coelho e rumaram para a capitania do Rio Grande com o propósito de fundarem uma colônia.
Entretanto ao desembarcarem no Rio Grande encontraram forte oposição dos índios potiguares unidos aos corsários franceses.
E devido aos constantes ataques sofridos e pelas grandes perdas de colonos sofridas, resolveram partir do Rio Grande com isto deram grandes oportunidades para que os corsários franceses contrabandeassem livremente o pau-brasil, e no exato momento em que os três caravelões da expedição rumavam para a capitania do Maranhão, acabaram se desgarrando e Aires da Cunha acabou encontrando subitamente a morte no naúgfragio de sua embarcação, e após vagarem vários dias perdidos no mar, e que acabaram sendo socorridos por um navio espanhol que os levou à ilha de São Domingos no Caribe onde acabaram sendo retidos por muito tempo como colonos, João de Barros, só à custa de muito trabalho e de muitas despesas e que pode reaver os seus dois filhos, quase arruinado financeiramente e diante da idéia de não fundar mais vãs esperanças em vir a ser rico, e assim resignou inteiramente toda a idéia de ser senhor donatário do Brasil, e o seu insucesso teve como conseqüência o abandono da donatoria e, mais tarde, a sua reversão à coroa portuguesa, que após ter explorado o litoral e as costas, precisavam firmar de vez o seus domínios ocupando a capitania, e com a consolidação da Paraíba e o interesse que já então despertava todo o norte do litoral brasileiro sob constantes assaltos de diversos povos estranhos especialmente dos franceses, que depois de expulsos do sul se voltaram para o comércio na região, especialmente a capitania do Rio Grande através da aliança firmada com os índios potiguares.

Em 1580, Portugal passou para o domínio espanhol, devido a problemas de sucessão após a morte do Cardeal Dom Henrique, e durante o período que ficou conhecido como união das coroas foi que o Rei da Espanha Felipe II mandou fundar o forte dos Reis Magos (na foto)
E ao iniciar o seu governo no Brasil em 1591 Dom Francisco de Souza, julgou imprescindível a conquista da capitania do Rio Grande do Norte, após reiteradas ordens da metrópole através das cartas régias de 1596 e 1597 para evitar a presença francesa na região foi que o governador geral organizou uma expedição armada, cabendo ao Capitão-mor de Pernambuco Manuel Mascarenha Homem com ajuda de Feliciano Coelho que organizaram uma frota composta de seis navios e cinco caravelões sob o comando do Capitão-mor Francisco de Barros Rego que tinha em sua companhia o Almirante Antônio da Costa Valente e os Capitães João Paes Barreto, Francisco Camelo, Pedro Lopes Camelo e Manuel da Costa Calheiros que se juntaram a frota organizada na capitania da Paraíba, e por terra seguiram três companhias sob o comando dos Capitães Jerônimo de Albuquerque, Jorge de Albuquerque e Antônio Leitão Mirim e uma brigada de cavalaria sob o comando de Manuel Leitão, que levaram consigo o Padre Gaspar de São João Peres que por ser grande arquiteto e engenheiro estava encarregado de traçar a fortaleza e a povoação, o Frei Bernardino das Neves grande perito na língua brasílica e muito respeitado entre os índios potiguares, que enfrentaram durante a marcha uma epidemia de doença de varíola que contaminou e dizimou muitos integrantes da expedição que devido ao fato teve que retornar. Quando ao chegar ao porto de Búzios a bordo de caravelão o Capitão-mor Manuel Mascarenha Homem junto ao Capitão Jerônimo de Albuquerque avistaram algumas embarcações francesa comerciando junto aos índios potiguares imediatamente ordenou que se fizessem a abordagem e iniciasse a luta, que se desenrolou num clima de muita violência, da qual os franceses acabaram fugindo ao serem derrotados. De imediato Manuel Mascarenhas ordenou que fizessem um reconhecimento do local e atracou a armada e desembarcou o seu pessoal para dar inicio de imediato da construção de um abrigo seguro contra os ataques dos índios potiguares. Não tardou muito dias para que os potiguares acompanhados de alguns franceses que haviam ficado das naus do porto de Búzios, atacassem a fortificação em violenta fúria seguido de terrível combate, do qual a fortificação sustentou o ataque inimigo com um violento contra ataque do qual os atacantes foram obrigados a recuarem desordenadamente e após a batalha da qual resultou em um grande número de perdas para ambos os lados, surgiu no rio uma jangada com o índio Surupibeba que vinha pregar a paz, de imediato os soldados do Capitão-mor Manuel Mascarenhas o prenderam e o levaram a sua presença, e que por persuasão dos padres da companhia, o Capitão-mor Manuel Mascarenha soltou o índio na promessa que o mesmo traria todo o gentio de paz, apesar da opinião contraria do Frei Bernardino, que conhecia bem as traições dos índios potiguares, que um dia atacaram Bento da Rocha e sua patrulha dentro de um mangue, que ao se ver emboscado de imediato mandou pedir socorro a Manuel Mascarenhas, e com o decorrer do tempo os assédios dos potiguares se tornaram freqüentes, acabando por colocar em perigo a construção do forte, e em vista do perigo Feliciano Coelho partiu em socorro da Paraíba na companhia dos Capitães Antônio Valadares e Miguel Álvares Lobo que no caminho atacaram algumas aldeias potiguares. Com o socorro recebido da Capitania da Paraíba.
Manuel Mascarenhas tratou de acabar com a construção do forte e organizou uma expedição que atacaram uma aldeia potiguar perto da construção, e ao termino da obra do forte ele foi intitulado como Forte dos Reis e o seu comando foi entregue a Mascarelhas e a Jerônimo de Albuquerque, que logo após a partida de Feliciano Coelho foi violentamente atacado pelos índios potiguares em uma batalha sangrenta, onde a valentia do índio Tavira e de seus companheiros sustentaram a posse do Forte dos Reis até a chegada dos Capitães Rui de Aveiro e Bento da Rocha e seus soldados que forçaram os potiguares a desistirem da luta, porém alguns dias depois os potiguares retornaram a cercar o forte com um número bem maior que a guarnição ali estacionada, porém devido a bravura do soldado Henrique Duarte que era natural de Serra da Estrela que defendeu o forte valorosamente em um violento combate até a chegada do Capitão Bento da Rocha que foi morto em pleno ardor da luta ao ser atingido pelas flechas potiguares. Diogo de Siqueira Alferes do Capitão Rui de Aveiro Falcão ao ver a bandeira de Bento da Rocha jogada ao chão, a levantou, e se pôs a florear com ela no campo da luta entre as flechas dos potiguares em uma violenta carga contra os atacantes, que fugiram desordenadamente do campo de batalha, e que pelo seu gesto de heroísmo foi agraciado pelo Capitão-mor Manuel Mascarenhas com o hábito de cavaleiro. Após a sangrenta batalha onde se feriram o Capitão Miguel Álvares Lobo, Diogo Miranda, e deixaram muitos mortos estava concretizada a conquista da capitania do Rio Grande e a partir deste momento ia começar a obra de colonização, quando Capitão-mor Feliciano Coelho se foi com os seus para Pernambuco.
Diz a lenda que Jerônimo de Albuquerque, chegou em Pernambuco na companhia de seu cunhado Duarte Coelho, e que no final do ano de 1547 distinguiu-se nas famosas lutas que se seguiram ao início da colonização após ter derrotado os invasores de Olinda e Iguaraçu e que em Janeiro de 1548, caiu em poder dos indígenas que o condenaram ao sacrifico de antropofagia, todavia a filha de Arco Verde (Ubirã-Ubi), chefe da horda vencedora ao se apaixonar por Jerônimo de Albuquerque, conseguiu de seu pai o perdão do cativeiro e à vingança dos seus subordinados, e desta maneira “o rei do coração da enamorada filha do morubixaba” dominou por ela os selvagens, que vivendo em paz duradoura, deram mais tarde aos portugueses um apoio decisivo na conquista de todo o norte. Jeronimo de Albuquerque ao se casar com a filha de Arco Verde que ao se batizar recebeu o nome de Maria do Espirito Santo e que teve como filhas Catarina de Albuquerque que se casou com o fidalgo florentino Felipe Cavalcanti e, Brites de Albuquerque que se casou com o também fidalgo florentino Sibaldo Lins.
Jerônimo de Albuquerque que se tornou o primeiro Capitão-mor do Rio Grande e o glorioso conquistador do Maranhão, que cursou as aulas do Colégio dos Jesuítas em Olinda, onde aprendeu toda a sua instrução literária sem jamais esquecer a sua língua primitiva Tupi, que foi a de sua infância.
Bravo, indômito e soberbo, era, pelo nome de seu pai, muito respeitado pelos portugueses; e, pelo de seu avô materno, objeto prestigioso do amor e do orgulho dos índios amigos, e que estendeu a sua fama e o temor de seu braço pelas tabas dos selvagens ainda não submetidos. Lutou valorosamente na Paraíba e com o correr dos tempos, aureolou-o justo renome de heróico combatente, de que o perigo não o intimidava, pelo contrário, afervoravam-no na bravura e no devotamento com que sempre serviu à sua pátria, e devido aos seus méritos pessoal e as suas ligações com os indígenas, de que descendia pelo seu lado materno, garantiram os sucessos de seus esforços na colonização da Capitania do Rio Grande.
Nesta época os potiguares ocupavam a região do litoral compreendido entre os rios Paraíba e Jaguaribe, senhoreando portanto as costas do Rio Grande e com eles e que se deram os primeiros atritos dos colonizadores.
Nação forte e poderosa, inimiga dos Tabajaras e grande aliada dos franceses que os estimulavam para a guerra. Submetê-los era uma necessidade; apesar de não uma tarefa muito fácil, e para isto Jerônimo de Albuquerque tentou realizá-la com o auxilio do grande feiticeiro Ilha Grande que se encontrava preso e que dispunha de grande influência entre os indígenas e por conta disto Jerônimo de Albuquerque mandou solta-lo e que fosse induzir a paz entre os potiguares, que para os quais Ilha Grande falou-lhes a linguagem da prudência, os convencendo a conveniência de cessarem as hostilidades contra os portugueses. Dom Francisco de Souza ao se sentir tranqüilo quanto aos índios em conseqüência das pazes com eles celebradas, imediatamente determinou que a paz fosse solenemente celebradas e que Jerônimo de Albuquerque fundasse uma povoação nas proximidades do Forte dos Reis que tomou em 25 de Dezembro de 1599 o nome da Cidade de Natal, e em Janeiro de 1600 o Governador Geral Dom Francisco de Souza nomeou João Rodrigues Calaço para exercer os cargos de comandante do forte e capitão-mor que eram ocupados por Jerônimo de Albuquerque por delegação de Manuel Mascarenhas, e ao ser investido em suas funções, João Rodrigues Calaço de acordo com as ordens do Governador Geral Dom Francisco de Souza imediatamente tratou de povoar o solo e de incentivar o cultivo das terras da capitania para a consolidação da conquista com largas concessões de sesmarias que atingiram pelo lado do sul o rio Curumatáu onde a corrente colonizadora era natural e lógica devido a derrota e expulsão dos potiguares e dos franceses, e pelos pontos já explorados pelas colunas expedicionárias de Feliciano Coelho e de Manuel Mascarenhas e pelo norte não iam além de duas a três léguas do Forte dos Reis, e para o seu desenvolvimento era necessário grandes esforços de seus conquistadores, e para o interior, estendiam-se ao longo das margens dos rios, e na cidade de Natal poucos foram os colonos que requereram as sesmarias do sitio da cidade e por conta disto pouco progrediu, e durante o seu governo Calaço teve em sua capitania um português que fora degredado para o Brasil pelo bispo de Leiria, que escreveu em sua sentença “ vá para o Brasil donde tornará rico e honrado”.
Entre 3 de Julho e 8 de Agosto de 1603 Jerônimo de Albuquerque retornou ao Brasil, após ter viajado para Lisboa onde pleiteou o cargo de capitão-mor efetivo e assumiu o exercício de suas funções por um período de 6 anos, prazo este que excedeu, em virtude da patente real, com isto teve o tempo necessário para tomar mais fecunda a sua ação, a qual soube aproveitar maravilhosamente pois ordenou que percorressem todo litoral para o norte até às salinas de Macau, explorou a costa sul e organizou expedições exploradoras ao interior, e desta época e que se tem conhecimento dos primeiros engenhos de açúcar na capitania, os quais foram fundados nas sesmarias que Jerônimo de Albuquerque havia concedido a seus filhos Antônio e Matias Albuquerque em 2 de Maio de 1604, as quais compreendiam cinco mil braças quadradas na várzea do Cunhaú e duas léguas na localidade de Canguaretama e que posteriormente foram consideradas como exorbitantes pelo rei, que por provisão de 28 de Setembro de 1612 mandou que fossem reduzidas pela metade apesar de Alexandre de Moura Capitão-mor de Pernambuco e o ouvidor que o executaram o cumprimento legal em 1614 de terem encontrado o engenho construído e as terras cultivadas, porém anos a metrópole reconsiderou o que fora disposto na citada provisão e confirmou integralmente a concessão primitiva pelo alvará de 2 de Agosto de 1628.
Jerônimo de Albuquerque que mantinha a máxima preocupação em fortalecer a aliança com os índios potiguares, de alargar a área da colonização da capitania, e devastar o sertão e de concorrer para que as armas portuguesas levassem além das fronteiras de sua capitania em busca do extremo setentrional o prestigio de seu valor, viu em 1 de Abril de 1602 Dom Diogo Botelho assumir o governo geral do Brasil e ser substituído de seu cargo em 1607 por Dom Diogo de Meneses e Siqueira, que durante o seu governo se deu a nova divisão da colônia em dois governos gerais, quando ficou em sua jurisdição as capitanias do norte as quais administrou de maneira hábil, enérgico e operoso, o qual foi de grande importância para Jeronimo de Albuquerque pela assistência solicita que lhe dispensou, e através de uma carta patente de 21 de Agosto de 1609 Lourenço Peixoto Cirne assumiu o governo do Rio Grande no lugar de Jerônimo de Albuquerque até o ano de 1613 quando Francisco Caldeira Castelo Branco assumiu o governo da capitania e fez algumas concessões de sesmarias no sitio da cidade para aqueles que as quisessem povoar e cultivar as terras, todavia o seu governo não foi além de Junho de 1615, devido ter sido comissionado por Dom Gaspar de Souza para seguir no comando de uma frota armada em socorro a capitania do Maranhão onde chegou em Santa Maria de Guaxemduba para firmar a trégua com La Ravardiere e dali seguiu para tratar dos negócios do governo em Portugal. E o seu sucessor a frente da capitania Rio Grande foi Estêvão Soares de Albergania que permaneceu até 1617 quando foi substituído por Ambrósio Machado, que em sua administração terminou as obras da igreja matriz da capitania que havia sido iniciada nos tempos da conquista, e que no ano de 1621 foi substituído por André Pereira Temudo que em 1623 foi sucedido por Bernardo da Mota que não chegou a governar a capitania e seu substituto foi Francisco Gomes de Melo que em 1624 achava-se em Lisboa, quando da ocupação da Bahia pelos holandeses, fato este que alarmou o governo e o povo, por ser uma ameaça a todas as colônias espanholas e portuguesas da América, e para isto foi armada uma poderosa esquadra sob o comando de Dom Fadrique de Toledo para socorrer a Bahia e as demais praças que se encontravam desaparelhadas para a resistência.
Em 26 de Maio de 1625 o Almirante holandês Hendriksoon, ao chegar a Bahia com uma poderosa esquadra para reforçar os seus compatriotas que ocupavam aquela cidade, obteve a noticia de que os forças holandesas ali estacionadas haviam se rendido
E que a cidade da Bahia estava em poder das forças restauradoras do domínio português; imediatamente o almirante batavo seguiu para o norte até a baia da Tradição onde fundeou sua esquadra e organizou diversas explorações pelo litoral até atingir o Engenho Cunhaú; ao ser informado das incursões holandesas à capitania do Rio Grande Matias de Albuquerque imediatamente ordenou que providenciasse o desalojamento dos batavos, e no ano de 1630 Pedro Mendes de Gouveia substituiu Domingos da Veiga Cabral que governava interinamente a capitania do Rio Grande, onde a corrente imigratória estava definitivamente encaminhada com persistentes e intensos trabalhos de desbravamento do solo pelos colonos em seus novos habitat, e as criação prosperando por todas as partes e os engenhos Ferreiro Torto e Cunhaú produzindo açúcar a todo vapor no principal núcleo de população da capitania onde viviam em relativa harmonia com os índios potiguares onde se constituía uma freguesia com juiz, câmara, escrivão e procurador do conselho, escrivão da fazenda e almoxarife procurador dos índios e escrivão das datas e demarcações, embora imperfeito também dispunham de um aparelho governativo do qual era chefe o capitão-mor que também era o comandante do Forte dos Reis, e durante o seu governo a sua capitania foi ocupada em 1633 pela frota holandesa comandada pelo Almirante Linchthardt.
Pena que hoje em dia, os vestígios coloniais nesta região sejam bastante escassos...

5 comentários:

Miguel disse...

E que grande História ...!!!

Sofia disse...

Faltou a foto do Forte dos Reis Magos :(
Abraços,

aol disse...

Ainda bem que regressaste. Gosto muito deste blog. Gostei de conhecer a Historia deste lugar.
Beijos

Jade disse...

Obrigada por partilhares a história desse lugar. É sempre interessante conhecer as origens dos lugares.
Um beijinho!

Maria disse...

Foi um parto difícil mas foi!

Beijocas