segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Geração Solteira


Se até as beldades enfrentam problemas na área, imagine as mortais comuns. Bonitas, bem-sucedidas e inquietas, as neo-solteiras querem casar, mas elencaram tantas condições para os pretendentes que não conseguem manter uma relação estável.
Elas já inspiraram séries norte-americanas - SEX AND THE CITY - e são fonte inesgotável de livros de auto-ajuda. Nas grandes metrópoles, o grupo de solteiras bem-sucedidas é cada vez maior. São mulheres entre 30 e 40 anos que investiram tudo na profissão, deixaram o casamento para depois e agora estão ansiosas para encontrar um homem que assuma compromisso e queira ter uma família. Mas não está fácil nem para as lindas e famosas. Não que tenham problema para arranjar namorado. Isso nunca!

O consenso feminino é que os homens não foram educados para conviver com mulheres tão auto-suficientes e ficam confusos. empecilho, prefiro ficar sozinha".
Muitas mulheres querem constituir família, mas não a qualquer preço. Diferentemente das solteiras do passado, que se sentiam humilhadas por não terem sido escolhidas, as novas solteiras orgulham-se de quem são e têm até data comemorativa - o Dia da Solteira, 15 de Agosto. Elas acham que estão sozinhas porque não encontram homens à altura. Mas será só isso?
A neo-solteira deseja encontrar alguém igual ou melhor do que ela. Isso significa alguém bem-sucedido no trabalho, com um ótimo círculo de amigos e programas interessantes para propor. Ou seja: uma versão masculina do que a mulher vê no espelho.

As neo-solteiras não vêem graça na velha ideia romântica de largar tudo por um grande amor. O motivo é simples: elas também sentem ardente paixão pelo trabalho, sobretudo aquele que foi escolhido por vocação.
A situação é paradoxal: as solteiras querem, mas também não querem casar. Várias mulheres na faixa dos 30 anos são filhas de pais divorciados, já viram muitos casais se desfazerem e desconfiam dos acordos conjugais.
Essa geração não vê sentido na dor. Se sofrer com um amor, encara a experiência como um erro que não se deve repetir. Assim, fecha-se para novos encontros ou vai trocando de namorado.
Com tanta confusão nas cabeças das meninas de hoje, só tenho pena de não ter optado pela carreira de psicanalista, já que não tenho o poder de me transformar no super-homem que elas tanto procuram...

10 comentários:

Maríita disse...

Efectivamente, existem cada vez menos homens que mereçam que eu mude de direcção para os acolher.

Não tenho namorado, já tive vários, muito interessantes, mas que no final do dia, não me serviam.

Ainda não perdi a esperança de encontrar alguém que me complete, mas confesso que estou "hasta las narices" de promessas vãs e de problemas edipianos mal resolvidos.

Quanto a seres psicanalista, não tens perfil, já te estou a ouvir dizer "mas acha mesmo que isso é um problema????" com um ar verdadeiramente irritado.

Beijinhos

Evelyne Furtado disse...

Não sei se você daria um bom psicanalista, mas tem sensibilidade e conhece bem o comportamento feminino.
Esse tema é complexo,capitão, mas você fez um ótimo resumo.
Boa semana!
Abraço

AnadoCastelo disse...

Mais uma que aprendi. Não sabia que havia o Dia da Solteira. Ele há coisas.
Oh Capitão essas neo-solteiras não será mais aí para as bandas americanas. É que por aqui, se as há, são muito poucas. Mas que a faixa feminina está a ficar muito mais independente lá isso está.
Mas parece que já estás a perceber um pouco a sensibilidade feminina e isso percebe-se neste texto e não é preciso ser-se psicólogo.
Bjs

av disse...

Olá,Capitão. Boa reflexão e conclusão justíssima: os psicanalistas até têm bastante saída entre a mulherada de hoje em dia. Aparentemente, entendem-nas melhor do que os outros homens, e assim podem ser pagos "em géneros". Ironias...
Bjs

marta disse...

Oi Lindo!

Issso é que é frustração heim?
Dão trabalho as mulheres?

O que elas querem, meu kindo é serem amadas incondicionalmente, tal como as avós amaram ou suportaram os avôs.

Mas tu , meu querido estás fartinho de dizer que és conservador, por isso vai ser mais difícil para ti.
Embora não seja fácil para os outros.
Se fosse a ti começava mesmo a sério tentar perceber o que elas querem e se estás a fim de mudar alguma coisa...

Esta foi à borla, a próxima vai ser a pagar
:))

Ana disse...

Oi!

Tive de restringir o acesso ao meu blog por vários motivos, mas gostaria de te manter por lá, claro! No entanto, para enviar convite de permissão, preciso de ter o teu mail.
Se quiseres continuar a visitar o meu cantinho, responde para ana.c.d.morgado@sapo.pt e identifica-te!

Beijinhos

Bel disse...

Num brinca... [rs]

O Réprobo disse...

Meu Caro Capitão-Mor,
O mal, não me canso de dizer, está no trabalho, que, praticado pelos dois não deixa qualquer deles com disponibilidade para aturar o cansaço do outro. As feministas dizem que era a opresão da Mulher o que era Divinal Dedicação.
Tirando isso, claro que também conta a mudança na concepção da finalidade do Casamento, a qual passou a ser o divórcio, como dizia há dias o nosso Colega Dragão.
Abraço

Tati disse...

Difícil esta questão, não?
Sou da opinião de que a mulher galgou posições sociais, lutou com o homem por seu papel, mas hoje tem que lidar com sua natureza selvagem: a de cuidar da caverna... Tenho amigas que confessam (literalmente, baixinho, pra ninguém ouvir) que adorariam ser donas de casa, cuidar dos filhos e maridos, mas que por pressão social, viram tubarões do trabalho...

Assim vamos nos ajustando, até chegarmos a um equilíbrio, não?...

® disse...

As mulheres assim normalmente sao muito chatas, só elevam o trabalho e ironizam o resto.
Eu nao aguento!

Uma boa dose de compreensao e sensibilidade pode fazer com que qualquer homem se dê bem nas suas conquistas amorosas.

Bjk