segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Rio das Flores


Esta é uma pequena cidade do estado do Rio de Janeiro, localizada na junção com os estados vizinhos de São Paulo e Minas Gerais. Após a leitura do livro homónimo, a última obra de Miguel Sousa Tavares, decidi pesquisar um pouco sobre esta localidade que seduziu Diogo, o personagem central do enredo. Trata-se de um destino tranquilo, que concentra grande número de fazendas históricas do Ciclo do Café do século XIX, algumas com boa estrutura para receber visitantes.
Na Fazenda União, toda restaurada, existe grande número antiguidades de elevado valor. A Boa Esperança ainda guarda a a ntiga tulha de café. Outra opção de passeio é São José das Três Ilhas, povoado que parou no tempo, com diverso casario colonial e uma igreja de pedra em estilo românico.


Agora que foi feita uma apresentação sumária de Rio das Flores, debrucemo-nos sobre o livro em si. Na minha modesta opinião, Miguel Sousa Tavares confirmou ser um dos mais promissores escritores portugueses para os próximos anos. Após o magnífico Equador, brinda-nos com este Rio das Flores, onde a sua investigação histórica foi ainda mais ambiciosa e a trama tembém me pareceu um pouco mais elaborada. Ao contrário do que já li em outros blogues, gostei mais deste livro. Talvez porque tenha aprendido algumas coisas sobre um período da História sobre o qual não tinha muito domínio ou apenas pelo simples facto de falar sobre o Brasil, esse país que sempre fará parte do imaginário português e realidade onde me englobo. Considero Equador um tratado sobre a solidão humana e Rio das Flores revela-se uma obra sobre sonhos e ideais de vida. No final, não existem vencedores nem vencidos. Cada um busca a felicidade do seu modo e sempre fieis aos seus princípios.
Apesar de ter gostado bastante destes dois livros, resta-me uma pequena crítica a ambas as obras. Parece-me que em ambos os escritos, o último terço da narrativa se torna um pouco previsível, gerando uma espécie de anti-clímax para o leitor. Contudo, não arrogo virtudes de crítico literário e gostaria que quem já leu algum destes livros, partilhasse comigo, as opiniões sobre este autor.

10 comentários:

Teresa disse...

capitão,

já iniciei a leitura do livro, mas ainda não "engatei" na hitória em velocidade cruzeiro. entretanto li outras coisas pelo meio. ou seja, o livro ainda não me "ferrou". quando o terminar voltarei ao tema.

boa semana por aí ;)

Mad disse...

Como já disse, não gostei muito. Acho que o MST se perde a meio e que não fecha bem a história. O Equador é outra história.

Evelyne Furtado disse...

Gostei de Equador e quero ler Rio das Flores ( lindo título), até pq aquela região cafeeira é linda e deve ter dado muitos subsidios à imaginação ao bom autor que ele é.

Luísa disse...

Caro Capitão-mor, gostei bastante do Equador. Esperava, portanto, mais do Rio das Flores. Acho que o romance se alonga e embrulha em referências históricas por vezes metidas a martelo e perde, frequentemente, ritmo. Mas ficou-me dele uma sensação atraente de exotismo, que, concordo consigo, tem a ver com a época e o fascínio brasileiros. Também por isso, as imagens que aqui apresenta são tão interessantes!

Gi disse...

O Equador li e gostei, este não sei porqu~e não me apelou muito, talvez por ter tanta leitura em atraso e a disposição não fosse da melhor. Resevei-me mas a semana passada não resisti e trouxe-o paracasa, ainda não o abri nem tão pouco desfolhei mas pode ser que um dia ainda falemos sobe este assunto :) Foi agradável teres deixado aqui o cenário, quando leio imagino-o, tu já adiantaste caminho.

Um beijinho

Carla disse...

Gostei de Equador, mas ainda não li "Rio das Flores", está na lista de espera...provavelmente a leitura do te post vai antecipar essa leitura
boa semana por terras tropicais

Paula Crespo disse...

Gostei muito de Equador. Quanto a Rio das Flores, devo dizer que, a páginas tantas, aquilo tornou-se quase compulsivo, pois é de fácil leitura e tem um ritmo que me agarrou. No entanto, considero-o inferior ao primeiro, pois em termos de escrita não acrescenta grande coisa. Tem, no entanto, um mérito, que é ser didáctico. Penso que já que é um livro que chega a uma larga camada da população, é um bom veículo para o ensino da nossa história contemporânea. Já não é mau!

musqueteira disse...

o miguel sousa tavares é um bom escritor. e dito isto... o resto por aí... são meros fomentadores de inveja. aprendizes duma portugalidade menor. se Miguel fosse Espanhol...Espanha mal dele não diria. o Miguel refugia-se no Alentejo... e tal como eu, dali parte para o Mundo. Criado isto... é exactamente a aposta de vida que muitos, ou quase uma grande maioria, em Portugal gostaria de conseguir assim fazer. ficamos assim sem perceber ao certo... porque tanto o criticam... certos senhores. Ler é preciso. Ser, só ao Miguel lhe compete levar a vida como entender. bom dia capitao-mor.

PCM disse...

Caro Capitão!
Ainda não li nem um nem outro,coisa que pretendo fazer depois de ler o seu blog,a que cheguei quando procurava mais informações sobre Rio das Flores, cidadezinha bucólica,fora da rota do progresso, e que fica no trajeto que fiz quinzenalmente durante muitos anos a caminho de Valença, onde ficava a fazenda dos meus sogros!
Achei curioso encontrar referências a Rio das Flores num blog de um português (ainda mais em apuros)que mora em Natal. Coisas da blogosfera!
Parabéns pelo blog!
Abraços
Paulo Calvão Moreira

corsário disse...

Já tinha lido e gostado do "Equador". Fui experimentar este e gostei também, bastante: dos relatos históricos, do enredo, do modo como o MST encadeia a "coisa"; pese embora o previsível desfecho a meio da narração.
Não me suou bem, no entanto, o "soalho de tijoleira escura" (soalho é um pavimento de madeira) e as "nêsperas ruídas pelos pássaros" (os pássaros não roem, debicam)! Erros a evitar...!