sexta-feira, 2 de maio de 2008

Para Sempre Lilya


Abandonada pela mãe, Lilya é uma adolescente de 16 anos que vive sozinha na Estónia tendo como único amigo o pequeno Volodja, enfrentando dificuldades como precárias condições de moradia, falta de dinheiro e alimentos, tendo que recorrer a venda de seu próprio corpo em nome da sobrevivência. Ambos sonham com uma vida melhor e para Lilya a oportunidade surge quando ela se apaixona por Andrej e ele convida-a para ir viver na Suécia com promessas de uma vida melhor.
O filme é forte e cruel. Através da vida de Lilya o filme aborda assuntos como a prostituição de adolescentes, a vida nos subúrbios, as perspectivas de vida de uma juventude que não consegue encontrar esperanças num mundo absurdamente cruel.

Li em algum lugar um comentário sobre como o filme nos faz sentir culpados por termos uma vida pautada por parâmetros de normalidade e tomo esse comentário para mim. Lukas Moodysson, construindo o seu currículo de filmes sobre temas da adolescência, conseguiu trabalhar muito bem em cima de uma história que não chega a ser nenhuma grande novidade (embora sempre realista e actual) e criar uma sequência genial. O expectador envolve-se na vida de Liljya, é absorvido pelas circunstâncias em que se apresentam no seu dia-a-dia, torce por ela e pelo seu pequeno amigo Volodja.

A interpretação da actriz principal - Oksana Akinshina - por si só não chega a ser louvável, mas nada que comprometa o conjunto. O grande destaque fica mesmo por conta da química perfeita entre os dois personagens principais, as cenas com Artyom Bogucharsky primam pelo envolvimento.
Para Sempre Lilya é um filme triste. Começa triste, torna-se muito triste e termina triste. Vale muito a pena, mas recomendo, veementemente, evitá-lo naqueles dias em que vocês sentem que tudo está uma merda. A sensação só tenderá a piorar.
Lembro-me que vi este filme em 2003 e saí do cinema com a sensação de ter levado um soco no estômago. Há dias tive oportunidade de o rever em formato em DVD e as sensações fortes voltaram a repetir-se..

7 comentários:

Evelyne Furtado disse...

Deve ser òtimo, mas estou fora, Capitão! Sou sensível d+. Sua resenha avisa-me para fugir!

Zé Povinho disse...

Não vi o filme, pelo que não comento. Li a do Hotel Pestana com atenção, mas não pergunto sequer o preço da estadia, porque não é para a minha bolsa, infelizmente.
Bfds
Abraço do Zé

Troca Letras disse...

Esse filme não deve chegar a Portugal

Rubi disse...

Hum, gosto de filmes assim, que nos dão o murro no estômago. O ensinamento fica...Beijo

Breaking the Waves disse...

Vou registar o nome para ver numa próxima oportunidade, gostei do relato :D

Vou tirar um tempinho para dedicar à leitura da blogosérie... ainda não li um capítulo... shame on me :(

Bjs

Júlia Moura Lopes disse...

tambem registei.

bom domingo,capitã

AnadoCastelo disse...

Sou capaz de gostar muito do filme, mas não sei se estou, neste momento, preparada para o ver. Fica o registo.
Bjs